sábado, 1 de março de 2014

CAPÍTULO 52

— Ah meu deus, ah meu deus, ah meu deus! Não acre­dito que venci! — A jovem pulou, então agarrou as mãos de sua garotinha de 2 anos na sala de estar do aparta­mento pobre e dançou com ela.
O comportamento dela e as risadas da criança fizeram Joseph se lembrar de Demi, Cody e Graham. Pas­sou a mão no peito, combatendo uma fisgada forte de dor no coração.
— Parabéns, Nikki, foi a melhor candidata entre mais de mil inscrições.
Demi escolhera bem. A jovem não era a típica esco­lha da Jonas Ltda., e Joseph admitiu que teria descartado o pedido assim que leu que Nikki engravidara aos 15 anos. Mas Demi vira seu potencial. Nikki continuara na escola e mantivera a média mais alta da turma. No ano anterior, se formara com louvor, apesar da filha e do emprego de meio período. No momento, ganhava um salário-mínimo, fazia apenas uma cadeira por se­mestre na faculdade local e visitava as escolas de ensi­no médio para ensinar adolescentes como evitar uma gravidez. Queria ser professora. Como Demi.
Nikki parou, e lágrimas de felicidade lhe desceram pelo rosto.
— Não faz ideia do quanto isto significa para mim. Serei um exemplo melhor para Leila e, quando me formar e tiver um emprego de verdade, serei capaz de tirar minha filha e minha mãe daqui.
Seu evidente amor pela filha lembrou Joseph de novo de Demi. Estendeu o convite luxuoso.
— O banquete de premiação será no dia 27. A Jonas Ltda. providenciará o voo para você e seus hóspedes.
O sorriso de Nikki desapareceu quando estudou o convite.
— O banquete é num sábado? E no Arizona? Não posso ir.
Joseph ficou sem fala. Olhou para Sarah, então de volta para Nikki.
— Nunca antes um candidato escolhido se recusou a participar da celebração. Vamos levar você e seus convidados num jato particular para o Arizona e hospedá-los num hotel cinco estrelas. Por nossa conta.
— Tudo isto é maravilhoso, sr. Jonas, como um sonho que se transforma em realidade para uma garota da Carolina do Sul como eu. Jamais andei de avião e nunca viajei, mas minha mãe tem medo de voar. Além disto, trabalho nos fins de semana. Minha patroa não pode me dispensar, e não tenho ninguém além de ma­mãe para cuidar de Leila todo fim de semana. Assim, por mais fantástica que seja esta oportunidade, se tiver que estar lá em pessoa para aceitar, então eu... talvez tenha... que recusar.
Desconfortável com a luta emocional da jovem, Joseph desviou o olhar. Queria dizer que a mulher não era mãe dela, que era paga para cuidar dela. Mas não disse. Aquela jovem estava disposta a sacrificar o próprio futuro e o da filha pelo bem de uma família que não era a dela. Como Demi. Maldição, tudo o lembra­va de Demi.
— O que sua patroa fará quando estiver na universi­dade em tempo integral?
— Oh, pretendo frequentar uma universidade local. Prometi a ela que continuaria a trabalhar nos fins de semana. Devo demais a ela. Deu um emprego a minha mãe quando meu pai nos deixou assim que fiz 16 anos. E foi ideia dela que eu me inscrevesse para sua bolsa de estudos. É como uma avó para mim.
Nikki abria seu coração para aqueles que não eram da família. Como Dem... Interrompeu o pensamento.
— Então teremos que trazer a cerimônia de premiação para você. Faremos os arranjos e voltaremos a en­trar em contato. — E talvez o trabalho o ajudasse a parar de pensar em Demi.
Quando voltaram ao carro alugado, Sarah se virou para ele.
— Sabe que há um remédio simples para o que o atormenta?
— Do que está falando?
— Ligue para Demi. Acho que ela gostaria de conhe­cer Nikki.
— Demi já fez a parte dela. E está enganada se pen­sou que alguma coisa me “atormenta”.
— Você age como um urso ferido há duas semanas e anda pelo escritório como um leão enjaulado. Tem bolsas sob os olhos, o que significa que não dorme bem, e está emagrecendo. Acho que metade dos ge­rentes quer socá-lo. E eu estou na fila, bem atrás deles. Olha para cada bebê que atravessa seu caminho como se estivesse procurando Graham ou Cody. Sente falta deles, admita.
Sarah estava certa. Joseph recuperara sua vida, sua paz, sua rotina, mas o vazio continuava. Alguma coisa estava faltando.
— Sinto falta mesmo, mas não há lugar para eles em minha vida.
— Tenho uma novidade para você, Joseph. A vida não é conveniente. É um caos, é complicada e exige compromisso. Acha que foi conveniente para Nikki ficar grávida quando era apenas uma criança? Acha que foi conveniente para a mãe dela apoiá-la quando o pai mandou Nikki se livrar do bebê ou deixar a casa dele? Acha que foi conveniente para Demi chegar do hospital com um recém-nascido e descobrir que o idiota do marido queria ser o único bebê no relacionamento?
— Demi lhe contou isto?
— É claro que não. Fui eu que percebi nas nossas conversas que o marido queria toda a atenção dela e, quando percebeu que não a teria, a abandonou.
— Maldito. Ela está melhor sem ele. E Demi, Cody e Graham estão melhores sem mim. Não sei nada sobre bebês, e minha ignorância pode lhes causar mal.
— Não é apenas a possibilidade de feri-los que o apa­vora. Tem medo de amá-los e perdê-los, como perdeu todo mundo. Não há garantias de finais felizes, Joseph. Mas se não permitir que Demi e os meninos façam par­te de sua vida, você os perderá... se é que já não os perdeu.
As palavras dela o congelaram.
— Eles me distrairão, a Jonas...
Ela bufou.
— Desde que o conheço, jamais recusou um desafio. Não fugiu sete anos atrás, quando o conselho da empresa o considerou inexperiente e exigiu que renunciasse ao cargo de presidente. Decidiu provar que esta­vam enganados e preparou um plano para dobrar o tamanho da Jonas Ltda. antes do aniversário de 50 anos. Achei que fosse louco, mas está prestes a conquistar esta vitória quase impossível. O que o faz pen­sar que não pode ser mais, ter mais? Quer morrer velho e solitário, como Hank? Ou preencher sua vida com as pessoas que ama?
— Hank não estava sozinho, tinha a mim.

— Ele o manteve longe e o tratou como um emprega­do, não um filho. O vencedor na vida não é o que morre mais rico, mas o que vive de maneira mais rica, o que não valoriza apenas o dinheiro, mas as coisas simples, como cookies de aveia, a risada de uma criança, a mão da pessoa amada na dele. Ligue para Demi, Joseph. Convide-a para o banquete. E talvez ela o ajude a ver a luz antes que seja tarde demais. Porque esta é minha última tentativa.

QUEREM MAIS?????

21 comentários:

  1. Eu queroo maissss
    posta!

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  2. Eu queroo maissss
    posta!

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  3. SSSSSSSSSSSIIIIIIIIMMMMMMMMMMMM

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  4. MAAAAAAAAIS!!!
    Gente, que bafão, eu pensei que o filho de Joe ia ficar com eles D:
    Mulherzinha poste maaaaaaais !!!!

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  5. claro q simmmmmmmmmmmmmmmmmmmm!

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  6. sem duvidas q sim! posta.....

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  7. obaaaaaaaaaaaaaa! sim sim sim sim simmmmmmmmmmmm

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  8. postaaaaaaa maiiiiiiiiss vai vai vai , ta perfeitooooo posta mais

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