sexta-feira, 9 de outubro de 2015

CAPÍTULO 74


Ela me lança um sorriso largo e predatório, caminha lentamente até parar ao meu lado.
— Olá. — Ela diz.
— Oi.
— Você por acaso não teria um batom, teria? — Ela pergunta se olhando no espelho e fingindo ajeitar o cabelo.
Droga, ela é tão linda. É maravilhosa, posso ver claramente o porquê Joseph a quis, qualquer homem iria querer.
— Não. — Respondo e me viro em direção a porta, mas ela segura meu pulso e pede que eu pare.
— Preciso conversar com você. — Ela diz.
— Não sei se temos algo para conversar. — Ela me segura de novo.
— Temos sim, temos que conversar sobre Joseph, tenho que alerta-la. — Desisto de tentar ignora-la, paro na sua frente com os braços cruzados, numa posição defensiva.
— Eu entendo você, entendo o porquê você está com Joseph. Sejamos sinceras, que mulher em sã consciência não aceitaria as migalhas de atenção de um homem tão viril e atraente como ele, não é mesmo? Basta uma palavra dele que esquecemos todo nosso autorrespeito e caímos aos seus pés. Foi isso que aconteceu com você, não foi? Aconteceu comigo também. — Ela se encosta da pia e inclina a cabeça, me lançando um olhar analisador dos pés a cabeça.
— Não entendo, eu tento compreender, mas não consigo. — Ela comenta.
— O que? — Pergunto.
— O porquê ele estar com alguém como você. Quando ele me disse estar apaixonado, eu imaginei que seria por uma mulher de verdade.
Abro a boca e infelizmente o choque de sua palavras é grande demais para me permitir lhe dar uma resposta a altura.
— Ah, não me olhe assim, você sabe que é verdade. Joseph é um tipo único de homem, ele merece muito mais do que você pode oferecer, ele precisa de muito mais do que você pode oferecer.
— Eu posso lhe dar tudo o que ele precisa. — Respondo confiante.
— É mesmo, tem certeza disso? No momento em que eu coloquei meus olhos em você, eu percebi que você não faz o tipo de Joseph. Ele tem necessidades muito singulares, e não é toda mulher que é capaz de atendê-las. Você certamente não é.
— E você é? — Pergunto soltando uma risada de escárnio.
— Obviamente.
— Você é maluca mesmo, você não tem nada a oferecer a Joseph, nada que ele queira ou precise.
— Não era isso que parecia quando ele me chamava até o seu apartamento para me foder. Ele parecia estar gostando muito do que eu tinha a oferecer. — Ela sorri ao me ver vacilar.
— Isso foi há muito tempo, Joseph mudou.
— Eu não acho, não. Joseph sempre teve uma certa inclinação se tratando de sexo, uma inclinação muito forte, é algo que faz parte dele e nunca irá embora.
— Seja o que for, eu posso cuidar dele.
— É mesmo? Então talvez eu tenha me enganado com relação a você. Talvez você só aparente ser uma garota inexperiente, inocente e cheia de pudor, mas por dentro você é uma devassa tanto quanto eu. Diga-me, você não adora os sons que Joseph faz quando você está chupando ele? Ou então como ele fica excitado quando você está de quatro e deixa-o fazer sexo anal? Ah sim, eu adorava quando ele me comia por trás. Mas nada supera o prazer que eu sentia quando participávamos de uma orgia. Ele parecia uma criança numa loja de doces. Adorava quando eu e alguma outra mulher chupávamos seu pau como se fosse um pirulito. — Ela joga a cabeça para trás e ri. — Deixe eu te contar sobre a vez que ele me fodeu com mais outras três desconhecidas que nós encontramos em um bar...
— Chega! — Grito. Sinto meus olhos se encherem d’água e luto com todas as minhas forças para não derrama-las, não posso chorar, não na frente dela. Sinto meu estômago ficando doente, me sinto enojada ao imaginar Joseph, Blanda e outras mulheres, todos juntos na mesma cama. Sinto que posso vomitar a qualquer momento.
— Se você nem aguenta escutar sobre, com certeza ainda não fez essas coisas com ele, não é mesmo? Uma pena, porque se você não fizer, se você não for esse tipo de mulher, ele não vai te querer. Joseph não gosta de mulherzinhas inocentes e que são extremamente entediantes na cama, ele gosta de ação. Ele gosta de sentir prazer sem pudor, sem restrições, ele gosta de algemar, amarrar, bater, dividir, ele gosta de sexo na sua forma mais suja, mais impura, ele gosta de se enfiar em todos os buracos que você tem e não de fazer amor.
— Cala a boca. — Digo com os dentes cerrados.
— Você está assim porque sabe que é verdade. Ou você se transforma no que ele precisa, faz o que ele realmente gosta, ou sai do caminho e deixa uma mulher de verdade cuidar do seu homem. Sinceramente, eu não acho que você seja capaz de ser o tipo de mulher que ele gosta, então na verdade você só tem duas opções. Ou você se afasta de Joseph agora, deixando o caminho livre para mim, ou você fica com ele mais, o que? Um, dois meses? Que é o tempo que eu estimo que vá levar até ele se cansar de você e te dar um pé na bunda, e sai dessa história sem dignidade alguma. Não importa, qualquer que seja o caminho que você escolher, vai acabar com você sozinha e Joseph na minha cama. E sabe por quê? Porque eu sou o tipo de mulher que Joseph gosta, e ele é o tipo de homem que eu gosto. E quando eu quero algo, eu tenho, custe o que custar.
Ela se vira para o espelho, arruma o cabelo e esfrega os lábios um no outro.
— Considere-se avisada, queridinha. — Ela diz e passa por mim, saindo do banheiro.
Assim que a porta se fecha vou até a pia e me apoio nela, respiro fundo e não consigo mais prender as lágrimas.
Assusto-me quando a porta se abre novamente. Mais uma vez vejo Blanda pelo espelho, viro meu rosto rapidamente para ela não ver que estou chorando.
— Ah, já estava esquecendo. Só para o caso de você achar mesmo que ele te ama...Eu e Joseph nos beijamos mês passado, no escritório dele. Tenho quase certeza que ele não te contou isso, não é? Só não transamos porque fomos interrompidos. Não se iluda, criança, ele não te ama. — Ela diz e fecha a porta, me deixando sozinha novamente.
Fecho os olhos com força e levo a mão até a boca, para abafar os barulhos que saem.
Sinto uma forte náusea subindo rapidamente, só tenho tempo de correr até a cabine mais próxima e me jogar no chão. Vomito todo o jantar dentro do vaso sanitário.
Espasmos fortes percorrem meu corpo enquanto coloco tudo para fora. Quando finalmente não tenho mais nada no estômago, levanto-me e puxo a descarga.
Vou até a torneira e enxáguo a boca, percebo com alívio que o hotel tem um kit para uso dos hóspedes e convidados. Procuro por um enxaguante bucal e encontro um pequeno frasco, coloco na boca e faço um gargarejo. O tempo todo com lágrimas escorrendo por minhas bochechas.
Quando finalmente tiro o gosto ruim da boca, me olho no espelho. Meu Deus, minha boa aparência já era, estou horrível.
Sinto vontade de me sentar no chão e ficar encolhida, chorando, a noite inteira. Não quero sair daqui e ter que enfrentar todas aquelas pessoas.
Sinto um vazio no peito que é muito doloroso. Sinto medo, não quero perder Joseph, eu o amo tanto.
Todas as palavras de Blanda ficam se repetindo e se repetindo em minha cabeça, me machucando cada vez mais, toda vez que eu as escuto novamente.
Muitas imagens de Joseph fazendo aquelas coisas que ela disse surgem em minha mente, se somando a aquelas que Ian já tinha colocado lá.
Tento bloquea-las com a força das minhas memórias boas com Joseph. Todos os momentos carinhosos e cheios de amor. Mas as imagens sórdidas resistem bravamente, imagens do velho Joseph lutando com as do novo Joseph.
Tento me lembrar se alguma vez Joseph demostrou estar insatisfeito com nossa vida sexual. Para mim sempre é tão bom, tão perfeito, não poderia ser melhor. Mas e para ele? Será que ele acha que eu sou muito sem graça, muito...Frígida?
Se eu não consegui satisfazer nem Logan nem Harry, levando-os a ter que me trair, como eu espero conseguir satisfazer um homem como Joseph? Ele é muito mais intenso, mais experiente, tem expectativas mais altas.
Eva tem razão, eu nunca fiz aquelas coisas. Meu Deus, eu nunca nem sequer fiz sexo oral em Joseph. Foi algo que eu simplesmente não me lembrei.
Eu já fiz isso com Harry, e eu até que gostava, mas eu só fazia quando ele pedia, a iniciativa nunca partia de mim. Não havia percebido que eu nunca fiz isso por Joseph, ele já me deu prazer tantas vezes com a boca, e eu nunca retribui.
“Meu Deus, ele deve achar um tédio quando transamos.”
Sinto minha cabeça girar um pouco, levo a mão até a testa e me apoio firme da pia para tentar focar a visão.
Eu tenho que fazer algo, não posso perder Joseph. Se ele tiver que ir atrás de Blanda ou qualquer outra mulher para satisfazer seus desejos, eu não vou aguentar. Se ele me deixar, não sei como me recuperar dessa vez. O que sinto por ele é único, nunca senti por ninguém mais. Seria devastador se ele não me quisesse mais.
Mas o que mais machuca, o que não sai da minha cabeça de jeito nenhum é: Ela e Joseph realmente se beijaram quando nós estávamos juntos? Ou ela está tentando me enganar? Será que eles se beijaram mesmo? Ele ia transar com ela se não tivessem sido interrompidos? Ah meu Deus, eu preciso ir embora, eu quero ir embora desse lugar.
Preciso voltar para lá antes que Joseph venha me procurar. Já demorei demais. Só quero que essa noite termine logo.
Pego uma toalha de papel e limpo as manchas de lágrimas no rosto, ainda bem que minha maquiagem é à prova d’água.
Tento voltar a estar pelo menos apresentável, arrumo o cabelo e o vestido, respiro fundo e tento me controlar, mas sei que estou quebradiça por dentro, não posso baixar a guarda e quebrar na frente de todos.
“Se controle, Demetria, você lida com isso depois.”
Inspiro e expiro algumas vezes e tomo coragem para voltar para a mesa. Assim que abro a porta do banheiro vejo Joseph caminhando na minha direção.
— Ah, aí está você. Já estava ficando preocupado, você demorou. Está tudo bem? — Ele pergunta parando na minha frente. Só de olhar em seus olhos já sinto vontade de desmoronar e chorar.
— Sim, desculpe, está tudo ótimo. — Forço-me a sorrir. Ele me olha franzindo a testa.
— Tem certeza que está tudo bem?
— Sim, tenho. Vamos.
A próxima hora foi um verdadeiro martírio, e quando Joseph perguntou se eu queria ir embora, foi com grande alívio que eu respondi que sim.
Permaneci quieta todo o caminho de volta, o que não passou despercebido para Joseph.
— Você está tão quieta, encarando a Janela como se quisesse derreter o vidro com o olhar. Está realmente tudo bem, amor?
— Só estou com um pouco de dor de cabeça. — Minto.
— Deveria ter me dito, teríamos ido embora antes.
— Você estava lá a trabalho, não queria atrapalhar.
— Você nunca atrapalha, amor. Pode confiar em mim sempre para falar qualquer coisa. — Sei que ele está se referindo a dor de cabeça, ou qualquer outra coisa no geral, mas minha mente vai direto na direção de Blanda. Eu deveria contar para ele sobre a visita que ela me fez no banheiro? Deveria contar que eu sei sobre o beijo, ou espero ele me confessar? Já faz um mês, se ele não disse nada até agora não vai dizer mais. O que isso significa? Se eu confronta-lo, ele irá negar?
Oh Deus, são tantas perguntas que aquilo de estar com dor de cabeça já não deve ser mais uma mentira.
Quando chegamos ao seu prédio, Joseph vem abrir a porta para mim e me ajuda a descer do carro. Subimos até seu apartamento, no elevador Joseph me agarra e me espreme com seu corpo, sua boca desce até meu pescoço e me provoca arrepios.
— Que tal você me deixar curar essa sua dor de cabeça? — Ele sussurra com a sua voz rouca e sexy.
— Tudo bem. — Eu cedo.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

EU VOLTEI!!!!

Boa noite, gente depois de meses longe voltei, e vou finalizar essa FIC durante os proximos 5 dias já que estou de folga ( merecida por sinal) e vou postar tudo que resta dessa história que faltam exatamente 30 capítulos para acabar, desculpem o sumiço mas tive meus motivos, mas no momento estou completamente a disposição para o blog, já que estou com minha vida social completamente parada.... e é isso, hoje postei 2 capítulos e amanhã vou postar um monte.  

CAPÍTULO 73


O salão é grande, e quando eu digo grande não estou brincando, é enorme. As paredes são cor de gelo com detalhes em dourado, há diversas colunas de pedra branca perfeitamente lisa e do teto abobadado pende um lustre de cristal enorme, com mais três lustres menores ao redor.
Bem ao fundo no salão vejo um palco que obviamente não pertence à decoração original, deve ter sido montado especialmente para os leilões de hoje à noite. Além do palco, no fundo encontram-se as grandes mesas redondas, cobertas com toalha de seda branca, porcelana e cristais.
No meio de tudo isso estão inúmeros homens e mulheres, todos vestidos com esmero. E se movimentando habilidosamente por entre esses homens e mulheres de negócio, estão os garçons. Os sapatos de todos estalando sobre o chão de mármore.
— Venha, vamos conhecer os abutres. — Joseph diz.
— Abutres? Joseph, eles estão aqui para a caridade.
— Não, eles estão aqui para se auto promover. Ter a imagem de sua empresa ligada a caridade é tudo o que eles querem, eles não ligam realmente se estão ou não ajudando alguém.
— Que horror, mas pelo menos nessa tentativa de se auto promover, eles de fato arrecadam dinheiro e ajudam instituições beneficentes, não é?
— Sim, pelo menos isso. — Andamos pelo salão lado a lado, Joseph cumprimenta com um aceno de cabeça e um sorriso simpático aqueles que se dignam a olhar em nossa direção.
Joseph. — Uma voz grave soa atrás de nós. Quando nos viramos vejo um homem baixo e corpulento, sem boa parte dos cabelos, mas com uma expressão amigável no rosto.
— Sr. Marcos, como está? — Joseph o cumprimenta com um aperto de mão.
— Estou ótimo, obrigado. E você?
— Melhor impossível. — Joseph responde com um sorriso largo. — Permita-me apresentar minha bela namorada, Demetria Lovato.
Um pouco tímida e me sentindo completamente um peixe fora d’água, cumprimento o homem a minha frente.
— Muito prazer, Sr. Marcos.
— Oh, mas o prazer é todo meu. Uma bela mulher de fato, meu amigo. Você deve ser um homem de muita sorte.
— Sou mesmo. — Joseph diz passando a mão em volta de minha cintura.
— Maravilha. E como vão as coisas na Townsend? Ouvi dizer que você perdeu aquele contrato com a Thompson Reuters Company, uma pena, de fato. — Sr. Marcos diz e eu o olho confusa, imediatamente lanço meu olhar confuso para Joseph, mas ele finge não notar, porém percebo que fica desconfortável.
Eu não sabia que Joseph tinha perdido o contrato, ele não me disse nada. Que estranho. Ele estava tão animado e com tanta certeza que a sua proposta tinha impressionado, o que será que saiu errado? E porque ele não comentou nada comigo?
Essas perguntas me deixam curiosa, mas agora não é o momento para tentar obter uma resposta.
— Ah sim, é uma pena realmente, mas somos uma empresa muito capaz e tenho certeza que outras ótimas oportunidades surgirão. — Joseph diz claramente tentado se esquivar do assunto.
— Tenho certeza que sim. Agora, se vocês me dão licença...Acho que acabei de ver Frederic Salazar e gostaria de lhe dar um olá. — Ele diz se despedindo com um sorriso e deixando Joseph e eu a sós.
— Porque você não me disse que havia perdido o contrato? — Pergunto encarando seus olhos azuis, que agora estão sérios.
— É complicado, não é assunto para discutirmos agora, tudo bem? — Ele acaricia meu braço e eu aceno condescendente.
— Venha, quero te apresentar para algumas pessoas. — Deixo que ele me conduza para o amontoado de pessoas completamente estranhas.
Passo a próxima hora sendo apresentada e conversando com várias pessoas, algumas interessantes e outras nem tanto, na maior parte do tempo deixo que Joseph os distraia e só falo quando falam comigo, ou ocasionalmente quando tenho segurança o suficiente para não achar que vou falar alguma besteira.
Assim que o chatíssimo Sr. Pecked nos deixa a sós, pego uma taça de champanhe do garçom e bebo metade do conteúdo em um único gole.
— Sinto muito por fazer você ter que aturar essas pessoas.
— Tenho certeza que você vai saber como me recompensar depois. — Digo e pisco, Joseph abre um sorriso lento e safado, daqueles que faz coisas engraçadas com o meu corpo e me deixam inquieta.
— É uma pena que eu prometi me comportar. Mas tenho certeza que a espera vai valer a pena. — Sinto meu desejo despertando e tenho que morder o lábio para não gemer.
Joseph, que bom que você pode vir. — De repente uma voz de mulher me tira dos meus pensamentos pecaminosos com relação ao meu namorado delicioso. Joseph se vira e vejo-o ficar pálido na hora, como se tivesse visto um fantasma. Seu corpo fica tenso e ele assume uma postura defensiva.
Olho com curiosidade para a mulher que provocou essa reação. Ela é alta, cabelos negros e olhos azuis, tão claros que parecem irreais, lábios cheios assim como seus seios, que praticamente estão saltando para fora do seu vestido vermelho sangue. Aparenta estar na casa dos 30, não mais que 35 anos.
Ela alterna seu olhar entre Joseph e eu, talvez seja impressão minha, mas ela parece estar se divertindo com a reação estranha dele. Joseph continua olhando-a, branco como papel.
— Não vai nos apresentar? — Ela pergunta para ele erguendo uma sobrancelha. Joseph continua sem reação, parecendo uma estátua.
— Muito bem, então. Blanda Eggenschwiler Thompson. — Ela diz estendendo a mão com unhas tão compridas que parecem garras.
Demetria Lovato, muito prazer.
Demetria, nome interessante. — Ela diz, o sorriso nunca deixando seus lábios. — Você e Joseph estão juntos?
— Sim. — Joseph responde antes de mim, seu braço me envolvendo protetoramente. — Estamos juntos. — Ele diz seriamente, de um jeito que me faz pensar que há algo a mais por detrás de sua declaração.
— Nunca achei que veria esse dia. Joseph Jonas amarrado a uma só mulher. — Ela diz e sinto um frio na espinha na hora. Ela conhece Joseph, não só na vida profissional, mas na pessoal também. Agora eu percebo, o modo como ela o olha, seu comentário, sua postura superior. Ela está querendo me intimidar, ela foi uma das muitas mulheres com quem Joseph dormiu.
Droga, essa que é provavelmente uma das mulheres mais bonitas que eu já vi, já dormiu com meu namorado. Isso não é legal, nem um pouco. Porque ela tinha que ser tão gostosa e perfeita?
Agora a reação de Joseph faz todo o sentido do mundo.
— Vocês se conhecem há muito tempo? — Não consigo refrear minha curiosidade.
— Ah sim, uns 8 anos, não é Joseph?
— Mais ou menos. Se você nos der licença... — Joseph diz ríspido e sai puxando o meu braço. Ele nos leva até um canto afastado.
Demetria, tem algo que eu preciso te contar, mas é complicado demais para dizer agora e...
— Eu sei, já entendi. Você e aquela mulher já...Já dormiram juntos, não é? — Pergunto com a voz baixa. Joseph solta um suspiro e demora um instante para responder.
— Sim, é isso. Blanda e eu já nos envolvemos. Sinto muito, não achei que ela estaria aqui essa noite, deveria ter imaginado.
— Você tem mantido contato com ela todos esses anos?
— Não, até a alguns meses atrás eu não tinha notícias dela fazia seis anos.
— E depois de seis anos o que fez vocês entrarem em contato de novo?
— Você não vai acreditar nisso, mas...Ela é casada com Carlson Thompson.
— O mesmo Carlson Thompson da Thompson Reuters Company?
— Esse mesmo.
— Isso que é coincidência.
— Foi por isso que eu perdi o contrato. Blanda fez o seu marido assinar com a concorrência para me punir.
— Punir pelo que?
— Porque eu me recusei a dormir com ela de novo, porque eu estava apaixonado por você. — Arregalo os olhos e abro a boca em choque.
— Ela queria dormir com você mesmo sendo casada? Mas que vadia. — Xingo.
— Eu sei. E ela é louca também, olha...Blanda foi a única mulher, além de você, com a qual eu dormi várias vezes. Mas isso foi há muito tempo atrás, na época da faculdade. Quando eu quis terminar tudo, ela não aceitou muito bem e começou a me perseguir. Foi difícil mas depois de um tempo eu consegui me livrar dela, eu fique anos sem saber dela, até que uns meses atrás ela apareceu como a esposa do dono da empresa com quem eu estava fazendo negócio. Ela quis um “recordar é viver” mas eu nunca tocaria nela de novo, então ela prometeu se vingar, e fez. Eu perdi o melhor contrato que eu poderia conseguir em toda a minha carreira, perdemos milhões e milhões de dólares. Não disse nada sobre a volta dela porque não queria te chatear, mas sinto muito, sei que eu deveria ter te contado.
— Tudo bem, se você fosse me contar toda vez que você vê uma mulher com quem dormiu, teríamos um problema. — Digo mais rudemente do que pretendia, vejo magoa nos olhos dele e me arrependo do que disse imediatamente.
Joseph enfia as mãos no bolso da calça e abaixa à cabeça, seu olhar ficou tão triste de repente que eu sinto vontade de me bater.
— Sinto muito, não deveria ter dito isso. — Digo querendo voltar cinco minutos no tempo e começar tudo isso de novo.
— Tudo bem, não tem problema. — Ele diz me dando um sorriso fraco.
— Olha, eu não estou brava que você não me contou sobre Eva. Vamos esquecer esse assunto. Sinto muito que ela tenha prejudicado seu trabalho, mas isso também significa que você não vai ter nenhuma ligação com ela, o que sinceramente me enche de alívio.
— Eu não suporto a ideia de nem ao menos ver ela, ela é maluca e não vale nada. Quero distância de Blanda assim como eu quero que você fique longe dela, ok? Nada de bom pode vir dela então se ela tentar se aproximar de novo, vamos apenas ignora-la, pode ser?
— Será um prazer.
— Ótimo, não vamos deixa-la estragar nossa noite. Venha, o jantar logo vai ser servido. — Ele segura minha mão e nos encaminhamos para nossa mesa.
O jantar estava ótimo, a comida uma delícia e só os melhores vinhos. Fico me perguntando se eles percebem que o dinheiro gasto para organizar essa festa, deve ser pelo menos ¼ do que eles arrecadam a noite inteira.
Enfim, depois do jantar deu-se início aos leilões. Muitos dos aqui presente cederam boa parte do que se estava sendo leiloado.
Um vinho Napa Valley 1941 foi vendido por incríveis 24.675 dólares. Um Cheval Blanc 1947 foi arrematado por 33.781 dólares.
Esse pessoal vai mesmo beber esses vinhos? Porque se fosse eu a compradora, não teria coragem de beber tantos mil dólares.
Um final de semana em uma ilha particular na Tailândia – quem é que compra uma ilha? E na Tailândia! – foi vendido por, pasmem, 267 mil dólares.
Quem vê tudo isso, até pode achar que eles estão mesmo preocupados em ajudar as crianças e os doentes das instituições beneficiadas. O teatro é bem convincente, devo admitir. O leilão seguiu e muitas coisas foram vendidas por presos absurdos, mas a maioria aqui é milionária, então acho que gastar 200, 300, 500 mil para eles não é nada. Quando Joseph levantou a placa e arrematou um monomotor Cirrus SR20 por 483 mil dólares, me engasguei com meu vinho. Rindo da minha reação ele sussurrou em meu ouvido que a Townsend sempre lhe dá dinheiro para comprar o que quiser nesses leilões, e que obviamente as coisas adquiridas por ele são propriedades da empresa e não de Joseph. Por isso estranhei quando Joseph deu o lance inicial para comprar um final de semana em uma cabana de luxo nas montanhas de Vermont. O que a Townsend vai fazer com um final de semana em uma cabana? Talvez presentear o melhor funcionário? Séria uma boa tática para incentivar seus empregados.
— Sete mil dólares. — Outro homem dá o lance pela cabana de Vermont.
— Dez mil dólares. — Joseph rebate.
— Onze mil. — O mesmo homem diz.
— Doze mil. — Joseph oferece.
— Treze mil. — O homem insiste.
— Vinte mil. — Joseph diz com um tom de voz autoritário, como se desafiando o homem a superar seu lance.
O homem nada diz, por sua expressão parece aceitar a derrota. Apenas um final de semana em uma cabana em um pequeno estado dos Estados Unidos não parece apetecer mais ninguém, então o leiloeiro diz:
— Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três... — Ele bate o martelo. — Vendido para o cavalheiro por vinte mil dólares.
Todos aplaudem e o próximo item é apresentado.
— O que a Townsend vai fazer com um final de semana em Vermont? — Pergunto curiosa.
— Eles não vão fazer nada, porque fui eu que comprei, não a empresa. Já eu, pretendo fazer muitas coisas em Vermont...Com você. — Ele diz me olhando tão intensamente e com um sorriso tão safado, que sinto o meio das minhas pernas ficar completamente molhado.
Engulo em seco e tenho que me lembrar de onde estamos para não começar a gemer com as imagens que sua promessa me provocam.
— Volto em um minuto. — Sussurro para ele e me levanto. Preciso ir ao banheiro, tenho que fazer xixi e verificar se minha calcinha não está encharcada ao ponto de manchar o tecido do vestido. Não que minha excitação fosse ficar visível no tecido escuro, mas não quero andar por aí com uma mancha úmida.
Abro a porta do banheiro e o encontro vazio, vou até uma das cabines e cuidando com o vestido, sento-me e faço o que tenho que fazer. Olho para minha calcinha e como eu já imaginava, ela está com uma mancha enorme. Culpa de Joseph, porque ele tem que me excitar apenas com um olhar, ou com um sorriso, ou com o seu jeito de falar?
Me limpo e arrumo o vestido, abro a porta da cabine e vou lavar minhas mãos na pia. Quando estou terminando de seca-las, a porta do banheiro se abre. Pelo espelho vejo Blanda, meu corpo fica tenso na hora.


CAPÍTULO 72


Demetria
Um mês depois...
— Obrigado mesmo por ir comigo nesse jantar. — Joseph me agradece novamente enquanto olha concentrado a estrada a sua frente.
— O prazer é todo meu, meu amor.
— Já disse que você está linda nesse vestido? — Ele pergunta com um sorriso malicioso surgindo no canto dos lábios.
— Só umas vinte vezes. — Respondo sorrindo.
— Você está linda nesse vestido. — Ele segura minha mão e leva até a boca, beijando-a.
— E você está muito sexy nesse terno. — Mordo o lábio inferior e admiro como a roupa preta se molda em seu copo perfeitamente.
O luxuoso Violethold Palace Hotel é o nosso destino nessa noite amena. Uma vez por ano a família Pinkerton, dona da imponente e poderosa Voltlin & Pinkerton Company, organiza um jantar beneficente e convida todas as companhias e empresas associadas. Todos os fundos arrecadados são revertidos para instituições de caridade.
— Esqueci-me de te perguntar antes, como está indo Nina? — Joseph quer saber.
— Ela está surpreendentemente calma, a cirurgia foi marcada para semana que vem. — Respondo.
Pobre Nina, ainda não acredito em tudo isso que está acontecendo com ela. Quando ela e Ian reuniram a família e contaram que Nina tinha um tumor no útero e que precisaria operar, todos foram pegos de surpresa. E quando ela chorando disse que como resultado ela poderia nunca conseguir engravidar, todos ficaram em um silêncio pesaroso.
Naquele dia Sunny e eu finalmente entendemos o motivo de Nina ter saído do consultório chorando, acabou que nem precisamos falar com ela e admitir que havíamos seguido-a. Ela mesma resolveu contar a verdade, e ainda bem que ela fez isso, pois agora Ian e ela voltaram a se dar bem.
— Coitado do Ian, sei o quanto ele queria ter um filho com Nina. Ainda tem chance dela conseguir engravidar, não é?
— O tumor pode deixar ela infértil, não é certeza, então eu diria que sim, ela ainda pode engravidar. Tudo vai depender de como a cirurgia ocorrerá e do tratamento que ela vai fazer depois disso.
— Queria poder estar ao lado de Ian e apoia-lo. — Joseph diz tristemente. Encaro seu perfil, seus traços perfeitos e sua pele levemente dourada devido ao forte sol texano. Não sobrou nenhum resquício da luta entre ele e Ian, ele voltou a ser perfeito, e pelo que me parece, não há resquícios nenhum da briga no coração de Joseph também. Tenho a impressão que ele nem leva o ataque brutal de Ianem consideração, ele fala sobre meu irmão com saudades e tristeza, nunca com raiva ou mágoa. E mesmo depois do que Ian fez com ele naquela noite, naquele celeiro, Joseph consegue se preocupar genuinamente com meu irmão cabeça dura e teimoso.Já faz um mês que estamos juntos abertamente, sem mais esconder e mentir, e tudo tem ido muito bem, devo dizer. Nossas famílias já parecem estar acostumadas com a ideia de nos dois juntos, as coisas voltaram ao normal, não é mais aquele choque e desconforto quando alguém dos Jonas ou  Lovato nos pegam aos beijos. Papai e Joseph até já saíram para um final de semana de pescaria juntos, o que eu achei super demais. Não sei o que aconteceu naquele final de semana, só sei que os dois voltaram unha e carne, desde então papai parece idolatrar Joseph como ele nunca havia feito antes, e Joseph adora papai, sempre fala nele como se fossem bons e velhos amigos.
Já me passou pela cabeça que talvez Joseph esteja tentando colocar papai para substituir Ian, o que faz meu coração doer por ele, apesar de também me deixar feliz que dois, dos três homens mais importantes da minha vida, estejam se dando tão bem.
Mamãe também quebrou o preconceito inicial contra nosso namoro e tem tratado Joseph muito bem. Denise me trata como uma filha muito querida, é até engraçado de ver. Sempre que estamos sozinhas, ela me agradece por fazer do seu Joseph um homem feliz, isso sempre me deixa envergonhada e emocionada ao mesmo tempo.
Nick, que ficou sabendo sobre seu irmão e eu somente quando voltou da Lua de Mel, é o único que ainda não se acostumou muito com a ideia, não que ele não nos apoie, porque ele o faz, mas ele confessou que ainda acha muito estranho quando vê Joseph e eu nos beijando e nos abraçando. Mas apesar da estranheza, posso ver a felicidade pelo irmão em seu rosto.
— E como Ian tem te tratado? Ele continua te ignorando? — Joseph pergunta com a testa franzida.
— Não completamente, mas não estou levando muito para o lado pessoal. Ele meio que tem ignorando todo mundo depois da noticia do problema de Nina, ele tem cuidado tanto dela, é lindo. Esses dias ela estava ajudando mamãe a carregar umas caixas pesadas, quando ele a viu fazendo força saiu correndo igual a um louco e pegou a caixa dos braços dela. Depois brigou com mamãe dizendo que ela não podia carregar peso. Mamãe e Nina riram da cara dele, Nina disse: “Amor, eu tenho um tumor no útero, não uma criança. Posso carregar peso normalmente.” É claro que Ian não achou nenhuma graça.
Nina parece estar levando toda essa história de tumor muito bem. — Joseph comenta.
— Parece que os papeis se inverteram. No começo Nina estava uma pilha de nervosos e era Ian quem tinha que acalma-la. Agora Nina está calma e confiante e Ian está todo paranoico, ele fica vigiando todos os passos de Nina, cuidando pessoalmente de tudo que ela precisa. Fico feliz que Nina tenha alguém para cuidar dela nessa situação difícil.
— É, mas quem está cuidando de Ian? Ele precisa de um amigo nessas horas, se ele me deixasse eu podia... — Ele não termina a frase.
— Eu me sinto péssima por vocês não serem mais amigos. Queria tanto que ele entendesse e aceitasse nosso namoro.
— Eu também, minha princesa, eu também.
— Acho que talvez se dermos a ele mais tempo, talvez ele se acostume com a ideia e venha atrás de você para pedir desculpas, aí tudo vai voltar a ficar bem. — Digo com esperança.
— É, talvez. — Joseph diz com um sorriso fraco, tentando me passar confiança, mas falhando terrivelmente. Sei que para ele essa amizade já está perdida, ele não tem esperanças de que Ian o perdoe.
— Eu queria mesmo é que ele te pedisse desculpas. Ele não tem mais falado besteira para você, não é?
— Não, não tem. — Desvio o olhar para as luzes da cidade lá fora. Não posso permitir que Joseph veja a mentira em meus olhos.
Eu não quero e nem tenho coragem de contar para ele que nas poucas vezes em que Ian vem falar comigo, ele se aproxima apenas para tentar me envenenar contra Joseph. Ele conta, mais detalhadamente do que eu gostaria, todas as coisas sórdidas do passado de Joseph. Tenho que ignora-lo e sair de perto, porque é doloroso demais.
É muito difícil tentar afastar da minha mente as imagens das situações que Ian me descreve.
Sei que em algum lugar da cabeça confusa de Ian, ele acha que está fazendo o que é melhor para mim, mas me sinto horrível quando ele começa a me dizer que eu tenho que me afastar de Joseph e procurar alguém melhor, quando ele começa a me contar sobre as orgias e festas que Joseph deu na época da faculdade.
É difícil olhar para seu rosto lindo e não me perguntar quantas foram. Mais de 50? Mais de 100? Sempre que esses pensamentos me vêm à mente, tento bloquea-los com as memórias que eu tenho do novo Joseph. Aquele que é carinhoso, romântico, que me ama e é fiel a mim.
— Bom, não quero ele falando merda para você. Se ele fizer ou falar qualquer coisa que nos envolva, eu gostaria que você me dissesse, ok?
— Tudo bem. — Respondo desconfortável, me sentindo péssima por estar mentindo para ele. Mas será que algum bem resultaria em eu dizer para Joseph que Ian tem me contado toda a sua vida sexual? Só iria constrangê-lo e servir para deixar um clima estranho entre nós, sem contar que provavelmente ele iria querer saber o que Ian me contou, e não sei se tenho coragem de repetir tudo aquilo. É nojento.
— Já disse que você está linda nesse vestido? — Ele pergunta rindo, aliviando a pressão que a conversa sobre Nina e Ian havia posto no ar.
— Eu sei que é difícil para você lembrar o que já disse ou não, sabe, por causa da sua idade...Por isso vou relevar esse seu lapso. — Digo brincando. Joseph abre a boca surpreso o que me provoca uma gargalhada.
— Você está me chamando de velho, é? — Ele diz sorrindo. — Então você vai ver. — Ele enfia a mão embaixo da minha coxa e começa a fazer cócegas na parte detrás do meu joelho.
Solto um grito na hora e tento ao mesmo tempo tirar sua mão e me afastar dele, o que obviamente não dá por causa da maldita porta.
— Não, Joseph, você sabe que eu não gosto. — Depois que ele descobriu o ponto onde eu mais tenho cócegas, tem sido uma tortura.
— É isso que quem me chama de velho recebe. — Ele diz e eu continuo me contorcendo e rindo.
— Pare, por favor, você vai bater o carro...Joseph, pare, você vai acabar matando nós dois. — Ele finalmente para, mas minhas bochechas já estão doendo de tanto rir, ele volta a segurar o volante com as duas mãos, rindo da minha cara.
— Idiota, você fez eu amassar o meu vestido. — Digo e lhe dou um tapa no braço.
Alguns minutos depois chegamos ao Violethold, assim que estacionamos em frente ao hotel, um homem de terno abre a porta para mim, saio do carro tomando cuidado com meu vestido longo e agradeço-lhe a ajuda.
Joseph entrega a chave para o manobrista e logo ele some com o carro.
Joseph caminha até o meu lado e me oferece o braço.
— Sabe, eu vou ter sérios problemas para me concentrar em qualquer coisa hoje a noite que não seja em como você está sexy com esse vestido. — Ele diz analisando meu vestido longo e preto, elegante porém com um toque sexy, devido a fenda em uma das pernas e a alça de um ombro só de tecido transparente. — Sorrio para ele e encaixo meu braço no seu.
— Trate de se comportar hoje à noite, ouviu?
— Tudo bem, eu vou ser um bom menino, mas só se você prometer ser uma garota muito má quando chegarmos em casa. — Ele sussurra para mim e meu corpo todo se arrepia na hora.
— Você não presta, Joseph Jonas, sabia disso? — Meu sorriso denuncia o quanto eu gostei da sua proposta.
— Mas você me ama do mesmo jeito. — Ele diz com um sorriso convencido.
— Amo mesmo. — Respondo e ele me beija rapidamente nos lábios.
Seguimos para a recepção do hotel, onde nos informam que o jantar está acontecendo no salão principal. Chegando lá, temos que parar na entrada para informarmos nossos nomes.
Joseph Jonas e acompanhante. — O segurança verifica se o nome de Joseph está na lista e então nos deixa passar.