— Quantas vezes eu falei, Joseph?
Quantas? Milhares...Eu já te pedi milhares de vezes. Se você quer foder todas
as garotas da universidade isso é problema seu, mas não faça isso na nossa
sala, ou na nossa cozinha, ou no nosso banheiro ou em qualquer outro lugar que
não seja o seu quarto. — Ian esbraveja no meu ouvido enquanto eu pego uma
cerveja e vou me sentar no sofá.
— Qual é cara, não é nada demais.
Relaxe.- Digo com os olhos focados no jogo de futebol na TV.
— Nada demais? Nada demais? E se eu tivesse
trazendo a Nina aqui? E se nós entrássemos e ela tivesse visto aquilo?
— Qual o problema? — Pergunto sem
entender o porquê o ataque de Ian. Esse cara virou uma menininha depois que
conheceu Nina no Ensino Médio. Antes disso ele era igual eu, mas depois que ele
colocou os olhos na doce e inocente Nina, a aluna nova do primeiro ano, ele
mudou completamente. Virou um daqueles otários que faz tudo o que a mulher diz
e sofre feito um cão por ela. Só os babacas se apaixonam e deixam que uma
mulher controle suas vidas, é por isso que eu não me apaixono. Nunca.
Nunca me apaixonei e nunca vou, jamais
vou dar esse poder de me controlar para uma mulher, jamais me tornarei tão
vulnerável.
Eu tenho a vida perfeita, sem
relacionamentos mas cheia de mulheres. O que mais eu posso querer?
— Você está me escutando, seu babaca? —
Uma almofada me acerta em cheio na cabeça e eu olho irritado para Ian.
— Mas que porra, cara. Pare de dar ataque
igual a uma menina. Que saco.
— Joseph, eu estou falando sério. Nina já
não gosta que eu more com alguém com uma fama como a sua. Eu menti para ela e
disse que você não traz garotas para o nosso apartamento, se ela descobrir que
é mentira...Ou pior, se ela chegar aqui e você tiver fodendo alguém na
sala...Essa merda vai chover em mim, cara.
— Tá, entendi. Agora me deixe em paz.
— Você entendeu mesmo?
— Aham. — Digo dando um gole na minha
cerveja.
— Joseph? — O tom de sua voz me faz virar
a cabeça e olha-lo.
— Eu estou falando sério, cara. A Nina é
muito importante para mim, eu não posso perdê-la. Eu a amo, muito. Eu até acho
que...Que é ela.
— Que é ela o que? — Pergunto confuso.
— Que é ela a mulher da minha vida, cara.
É com ela que eu quero ficar...Tipo, para sempre.
Levo a minha cerveja até a boca mas paro
no meio do caminho quando eu ouço o que ele diz. Olho-o nos olhos e vejo que
ele realmente quis dizer o que ele disse. E então eu caio na gargalhada.
— Ah Deus...Você não pode estar falando
sério. — Digo tentando parar de rir e me recompor.
— Estou falando muito sério. — Ele diz
cruzando os braços.
— Mas cara, você tem só 20 anos. E vocês
se conheceram na escola, todo mundo sabe que esses namoros de Ensino Médio não
duram.
— O nosso vai durar. Nós nos amamos de
verdade.
— Você é louco, isso sim. Se prender a
uma mulher quando tem tantas com quem você pode se divertir sem ter o incomodo
de ter alguém sempre pegando no seu pé.
— Quando se ama você supera qualquer
“incomodo” que possa surgir.
— Ah Ian, Ian...O que aconteceu com você,
meu amigo? Se prendendo a uma garota, quando você tem a atenção de metade das
gostosas da universidade...Esse não é o Ian que eu conheço.
— Eu me apaixonei, foi isso que
aconteceu. Você deveria experimentar.
Dessa vez eu rio mais alto. Eu, me
apaixonar? Nunca vai acontecer.
— Você sabe que isso nunca vai acontecer,
cara. Eu não nasci para a monogamia. Eu gosto é de curtir a vida. Você não sabe
o erro que está cometendo ao sair do clube dos solteiros convictos.
— Não, você não sabe o erro que está
cometendo. Se apaixonar é a melhor coisa que pode acontecer com alguém. — Ele
diz com uma cara sonhadora.
— Eu já acho que é a pior. Estou
fora...Veja o que namorar com a Nina está fazendo com você. Você perdeu todas
as festas mais quentes da universidade, que graça tem estudar se não pode participar
das festas? Em todas que eu vou, pelo menos uma dúzia...Eu disse UMA DUZIA de
meninas me perguntam de você. Você tem ideia que você poderia ter comido todas
elas, não é?
— Ah cara, não adianta, você não entende.
— Ele passa a mão pelos cabelos e se senta no braço do sofá.
— Realmente eu não entendo. Como se
prender a uma garota pode ser bom? Se quando você está solteiro você pode ter
todas as garotas que você quiser...
— Aí é que está, Joseph. Quando você ama
alguém, você não quer estar com ninguém mais. É por isso que eu não ligo de
perder essas festas, ou de não ficar com essas garotas...Elas não me interessam
nem um pouco, a única garota que eu quero é a Nina, e por sorte ela me quer
também.
— Eu nunca vou entender isso.
— Vai sim, um dia você vai se apaixonar.
Um dia você vai encontrar alguém e essa pessoa vai virar seu mundo de cabeça
para baixo. Ela vai retirar essa venda dos seus olhos e te mostrar que a melhor
sensação do mundo é estar apaixonado, e não simplesmente estar apaixonado...Estar
apaixonado por ela será a melhor a sensação do mundo, você vai perceber que não
poderia ser nenhuma outra no lugar dela. Você vai sentir sua falta quando ela
não estiver em seus braços, mesmo que você tenha acabado de abraça-la, você vai
passar o dia esperando ansiosamente para encontra-la e quando alguma coisa boa
ou ruim te acontecer, a primeira pessoa que virá a sua mente, aquela que você
vai querer que comemore com você ou então te console, será ela. Seu mundo
girará em torno dela e o seu maior medo será o de perdê-la.
Engulo em seco e o olho admirado, ele
realmente está apaixonado por Nina. Eu achei que era bobagem, que logo ele iria
se cansar dela. Parece que eu estava errado.
Eu acho que se apaixonar é para os tolos,
então eu não me apaixono, mas quem sou eu para impedir que meu melhor amigo
faça isso? Mesmo que eu ache que seja a maior burrada que ele poderia fazer,
depois de ouvi-lo falar desse jeito não sou eu quem irá lhe dizer que se
apaixonar por Nina é errado.
— Não se preocupe, eu não vou mais foder
ninguém fora do meu quarto. — Olho-o nos olhos e deixo que ele veja que estou
falando sério e que eu respeito seus sentimentos por Nina, mesmo não
concordando.
— Valeu cara. — Ele agradece com um aceno
de cabeça.
— Sem problemas. — Levanto minha garrafa
e dou um longo gole.
Ian olha estranhamente para o canto do
sofá e leva sua mão para pegar algo. Ele levanta o braço e pendurado em um só
dedo, ele segura uma calcinha fio dental vermelha. Alguma das meninas deve ter
esquecido.
A expressão no seu rosto é hilária, eu
sorrio maliciosamente e pego a calcinha, colocando-a no bolso da minha bermuda.
— Essa vai para a minha coleção. — Digo
com uma voz vitoriosa e escuto Ian soltando um suspiro ruidoso.
— Quando você se apaixonar, eu não quero
estar aqui para ver.
— E por quê? Supondo que eu vá me
apaixonar, porque você sabe que não tem chance.
— Porque das duas uma...Ou você vai
machucar o coração da pobre garota, ou ela esmagará o seu.
como tem gente lendo e comentando e eu mesmo atolada de coisas aqui, resolvi postar mais um.
Divulgação:
Ebaa
ResponderExcluirPode postar outro jaa
Adorei o capítulos
ResponderExcluirPosta logo
Assim, eu não tinha lido o primeiro capitulo... E sobre ele: MEU DEUS!! O QUE FOI AQUILO??? Joseph além de solteiro convicto é um completo safado, pobre Demi.
ResponderExcluirEu, sinceramente, espero que Demi esmague o coração dele... Eu gosto de ver ele sofrer :3 sai do padrão...
Pelo o que eu já li o negocio vai pegar fogo kkkkk
Assim, será que vc poderia divulgar o meu blog, por favor?
jemieternamentejemi97.blogspot.com
Posta looogo plsss