domingo, 5 de janeiro de 2014

CAPÍTULO 12 E 13

Quanto mais cedo escolhesse o candidato certo para a bolsa de estudos, mais depressa voltaria ao objetivo de dobrar o valor líquido da Jonas Ltd. antes do ani­versário de 50 anos da empresa no ano seguinte. E, para isto, precisava de dedicação total e nenhuma distração.
Mas, primeiro, a bolsa de estudos. Estendeu a mão para a cesta de correspondência cheia de pedidos que ainda não lera, pegou um e girou a cadeira. Havia três caixas ao lado. A de “não” era bem mais alta do que a de “talvez”, e a de “sim” estava vazia. Levaria apenas alguns momentos para verificar em que categoria a que lia entraria.
A cada ano, mais pessoas pareciam precisar de ajuda. Não podia atender todo o mundo, assim procurava um candidato com mais potencial e ambição. O que lutara com mais bravura contra os piores obstáculos para alcançar o máximo. Lera apenas o nome do candidato quando Sarah entrou.
— Ah... Minha primeira noite de sono ininterrupto em uma semana. Estou humana de novo e pronta para escrever as cartas de rejeição. Senti-me culpada por não ter ficado na noite passada para ajudar na transição, mas minha úlcera estava me matando e precisava de paz e tranquilidade.
— Sem problemas.
— Como Demi e os meninos passaram a noite?
— Não sei!
— Não perguntou durante o desjejum? — Pegou um grande número de aplicações da pilha dos rejeitados.
Ele fez um gesto em direção ao sanduíche.
— Estou comendo aqui.
Sarah franziu o cenho.
— Nunca falei mal do seu pai, mas...
— Não comece agora.
— ...não se podem arrastar crianças para perto ape­nas quando é conveniente.
— Assim diz sua grande experiência.
A expressão de Sarah mostrou sua dor. Joseph sentiu uma forte fisgada de remorso. Parecia que tirara a ma­nhã para ferir sentimentos.
— Desculpe, isto foi imperdoável.
— Mas verdadeiro. Meu marido e eu não tivemos filhos... o que lamento mais a cada dia. E, agora que estou perto de fazer 50 anos, invejo quem tem netos. Graham precisa de você, Joseph.
Ela já passara dos 50, mas ele não mencionou.
— Ele tem a mãe e uma babá que você escolheu.
— Não repita os erros do seu pai. Passe tempo com seu filho. Se deixar, Graham enriquecerá sua vida de uma forma que nem pode imaginar.
— Ele é filho de Ashley.
— Seu e de Ashley. Não importa que ela tenha engravidado sem você saber. Graham é sua carne e sangue, como provam a atual situação e a pensão exorbitante que paga para o sustento dele.
— Passarei tempo com ele quando tiver idade para fazer estágio na empresa. Como Hank fez comigo.
— Comecei a trabalhar para Hank quando a empresa ainda era muito pequena. Quando ele organizou a papelada para adotar você, esperei que uma criança suavi­zasse seu temperamento duro, mas ele nunca mudou, nem mesmo depois de você chegar. Trabalhava demais e nunca tirou férias. Tentei lhe dizer que crianças... especialmente um menino de 8 anos que havia perdido a família... precisava de amor e atenção. E o que o mal­dito idiota fez? Casou-se com uma mulher trinta anos mais jovem, embora soubesse que não amaria mais nin­guém além daquela idiota que o trocou pelo irmão enquanto Hank servia no Exército.
Joseph franziu a testa. Quando fizera 13 anos, voltara do internato para as férias de verão e fora apresentado à nova “mãe”. Tivera a esperança de se transformarem em uma verdadeira família e que pudesse ficar em casa e frequentar uma escola local, como um garoto comum, mas isto não acontecera. A mulher, de cujo nome nem se lembrava, estava interessada apenas em gastar o dinheiro de Hank, e no outono, Joseph voltara para o in­ternato. A nova “mãe” já havia desaparecido quando voltara para os feriados de Natal.
— Pelo menos, o acordo pré-nupcial impediu que ela o roubasse demais.
— Você está deliberadamente se afastando do ponto. Mais de uma vez, perguntei a Hank por que ter um filho se não queria passar tempo com ele.
— Ele precisava de um herdeiro para impedir que seu irmão preguiçoso e ladrão de namorada herdasse a em­presa. — Joseph quase podia ouvir a voz áspera de Hank mastigando as palavras.
— Este não é um bom motivo para se levar uma crian­ça para casa. — Sarah se sentou e empilhou os papéis. — Hank precisava de alguém que lhe aquecesse o coração gelado. E você vai se tomar um velho rabugento e frio como ele se não deixar alguém atravessar esta sua arma­dura. Compreendo que não confie em Ashley, ela o enganou. Mas, Joseph, não é culpa de Graham. E dar dinheiro não lhe encherá o coração como dar e receber amor. Não importa quantas bolsas de estudos conceda, não poderá trazer seu irmão de volta.
Maldição, ela sabia como atingi-lo direto na jugular. Mas Sarah não sabia sobre o bebê na casa adotiva de Joseph... o bebê que morrera. E Joseph tinha sido o úl­timo a vê-lo vivo. Afastou a lembrança.
— Posso impedir que mais uma criança do sistema enfrente o mesmo destino que Kevin. É por isto que estamos aqui estudando mais de mil pedidos... com um pra­zo cada vez mais curto antes do anúncio e do banquete.
— Kevin fez péssimas escolhas depois da morte de seus pais porque não teve uma ligação emocional com alguém que se importasse com ele e o guiasse. Pense bem antes de colocar seu filho na mesma posição.

Foi a vez dele se encolher. Sarah pedia demais. Dei­xar Graham, ou qualquer pessoa, entrar em sua vida significava tomá-lo vulnerável. Todos que amara morreram. Seus pais. Seu irmão. Hank.
Ashley voltaria e levaria Graham para Atlanta. Um dia ela encontraria alguém que lhe desse a aliança que queria. Quando tivesse alguma coisa a oferecer ao filho de Ashley, como um emprego na Jonas Ltda., ensinaria a Graham tudo sobre o negócio, se ele quisesse. Mas, até lá, não se interessaria por um hóspede temporário.
CAPÍTULO 13
Quatro dias no trabalho... e em dois deles Demi não vira o patrão. A boa notícia: ele não estava tentando conquistá-la. A má: ignorava o filho completamente.
A raiva pela negligência ao adorável bebê reavivou o ressentimento contra o pai do filho dela e seu próprio pai. Eram todos os homens idiotas egocêntricos que procriavam sem pensar na nova vida que jogavam no mundo? Jamais pensavam nas necessidades emocio­nais de uma criança antes de abrir o zíper da calça?
Pelo menos, Jonas não mimara o filho com bens materiais para compensar a negligência, como o pai dela fizera. Claro, cada pedido de Demi havia sido imediatamente atendido, como sua lista de alimentos, a instalação dos portões na escadaria, dos alarmes na piscina e na banheira de água quente. Mas Jonas não morreria se parasse no berçário e dedicasse alguns minutos do seu precioso tempo ao filho. Os melhores pre­sentes, como amor e atenção, eram gratuitos.
Verificou os bebês de novo, estavam dormindo. Pen­sou em suas opções. Podia ficar onde estava e atualizar seu currículo, mas já fizera aquilo. O sol estava brilhan­te, e ela adoraria se sentar no pátio com um livro. Mas, na pressa de fazer a mala, não pegara nenhum dos livros que comprara em um sebo. Talvez o patrão tivesse algu­ma coisa para ela ler. Só havia uma forma de descobrir.
O medo quase a impediu. Sabia que ele estava sozinho. E, embora não tivesse a menor vontade de enfren­tar o leão, era preferível a passar duas horas olhando para o teto. Colocou o monitor no cinto, desceu a esca­da, foi até o escritório e bateu.
— Entre.
Demi abriu a porta. Jonas estava sentado atrás da escrivaninha, com uma pilha de papéis diante dele. A camisa polo branca enfatizava o rosto bronzeado, os ombros largos e os músculos do peito. A testa franzida a intimidou, mas chegara até lá.
— Oi. Desculpe incomodá-lo, mas tem algum livro para me emprestar? Os meninos estão dormindo, e eu...
Ele apontou para uma estante atrás da escrivaninha menor, do outro lado do aposento.
— Não demore.
— Obrigada.
Ela entrou, e o cheiro dele, limpo e agradável, lhe encheu as narinas. Sentiu o olhar dele enquanto estudava os títulos, e todas as suas células formigaram. Os livros pareciam ser apenas sobre negócios, e Demi esta­va prestes a abandonar a busca quando encontrou um de suspense de um de seus autores prediletos. Pegou-o, ansiosa para ler, então parou.
— Já leu este?
— Não.
— Ah. — Começou a colocá-lo de volta na prateleira.
— Leve-o.
— Tem certeza?
— Não tenho tempo de ler.
— Está bem. Obrigada. — Estava com pressa de sair, mas tinha uma coisa a dizer, se encontrasse a coragem. Então se esforçou. — Estou gostando muito de cuidar de Graham. É um garotinho adorável. Você e a mãe dele devem ter muito orgulho...
— Falar comigo é a maneira errada de me convencer de que não convidou as atenções daquele pai em seu último emprego.
Ela enrijeceu a coluna, indignada.
— Queria apenas sugerir que passe um tempo com seu filho.
— É meu filho apenas biologicamente.
— Não compreendo.
— Não precisa, sra. Lovato. Se dá valor ao emprego, saia do meu escritório. Agora.
— Sim, senhor.
Demi virou-se e, na pressa de se afastar daquele ogro, seu cotovelo se prendeu em uma caixa de papéis, que virou e espalhou folhas sobre a escrivaninha e no chão. Ela se encolheu. Grande saída, Demi.
— Desculpe, vou apanhar tudo.
Ajoelhou-se e começou a pegar as folhas. Algumas estavam bem digitadas, outras eram escritas à mão. Mas foi a primeira linha em todas elas que lhe chamou a atenção. Kevin Rivers Memorial Scholarship.
Então Demi viu um par de mocassins diante de si. Mocassins ligados a longas pernas vestidas em jeans, um cinto de couro e uma camisa branca. Seu coração subiu à garganta. Jonas a surpreendeu ao se agachar e ajudar a apanhar os papéis. Seus dedos se encostaram, e o calor do toque dele a abalou até a alma.
Puxou a mão depressa. O que era aquilo? Não po­dia ser atração. De jeito nenhum. Não por um vicia­do em trabalho. Alarme? Sim, era tudo. Não queria ser acusada de novo de fazer convites ilícitos. Er­gueu o olhar para o dele. Apenas alguns centímetros os separavam.
— Qualquer um acreditaria que 15 anos de lições de balé me dariam um pouco mais de graça.
Ele praticamente arrancou os papéis da mão dela, le­vantou-se e se avultou sobre ela.
— Quinze anos e não seguiu uma carreira?
— Entusiasmo e determinação não puderam superar uma total falta de ritmo. Meu instrutor de dança me encorajou repetidamente a encontrar outro hobby, mas tive motivos para continuar com aquele.
Ele nem mesmo sorriu à avaliação autodepreciativa.
Ela se esticou para pegar uma folha sob a escrivaninha. E então a curiosidade levou a melhor enquanto se le­vantava e parava ao lado dele.
— Quem é Kevin Rivers?
A expressão dele se tomou mais severa.
— Meu irmão.
— Aqui diz “Memorial Scholarship”. Isto significa que ele está...
— Morto. — Não havia emoção na voz dele.
Demi se apiedou.
— Lamento sua perda. Por mais que minha irmã me ir­rite, odiaria perdê-la. E... tudo isto? — Mostrou as caixas.
— Não que seja da sua conta, mas todo ano a Jonas Ltda. dá uma bolsa de estudos universitários a um estudante do sistema de adoção do governo.
O sistema de adoção. E ele tinha sido adotado. Ele e o irmão teriam passado pelo sistema? Ela olhou as caixas e as pilhas.
— Você escolhe pessoalmente o vencedor?
— Sim.
— É nisto que está trabalhando?
— Entre outras coisas, tenho uma empresa para administrar. Os meninos não precisam de sua atenção, srta. Lovato?
— Estão dormindo, e os ouvirei quando acordarem. — Mostrou o monitor. — Mas vou deixá-lo voltar ao trabalho. Obrigada por me emprestar o livro. E, por favor, vá ao berçário quando puder, Graham gostará muito de receber a visita do pai.
A expressão de Joseph ficou ainda mais sombria. Ela fugiu, mas agora sabia que ele tinha, pelo menos, uma característica redentora sob aquela armadura. Era gene­roso com os outros, apenas não com o próprio filho. O que era imperdoável.


Oi desculpem pelo sumiço estava sem internet então não deu pra postar, mas aí tá um duplo pra vocês e mais tarde posto outro duplo pra vocês e a partir do próximo capítulo os meus personagens preferidos vão aparecer diretamente na história a dupla dinâmica Graham e Cody e vocês vão ver o quão fofos são, se estiverem com duvidas com relação a Ashley e Joe logo vocês vão entender ou não o que eu posso dizer é que o Joe nunca quis ter um filho e agora tem um.   

9 comentários:

  1. PERFEITO!!!!! PRECISO DO PROXIMO!!!! DEMI É ISSO MESMO MOSTRE AO JOE QUE ELE TEM Q PASSAR MAIS TEMPO COM O FILHO!!! JOE DEIXE DR SER CABEÇA DURA!!!! POSTA LOGO!!

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  2. Own!!! Outro hj e duplo....amei

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  3. Please posta logo!!!!!!!!!!

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  4. Ta pfto posta mais!!!

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  5. Vc n vai postar?????

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  6. posta maiiiiis jabsdkbasjkdbakjs baaaaah to amando essa história <333

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