quinta-feira, 4 de abril de 2013

AMOR SEM FIM CAPÍTULO 11

Ao sair do banho, um massagista a esperava do lado de fora. Atônita, Demi obedeceu às orientações do profissional e se deixou massagear com óleos perfumados e relaxantes. Em seguida, fizeram suas unhas e o cabelo. Depois do banho de beleza, sentiu um sono incrível. Não conseguiu achar a mala com suas roupas e acabou vestindo um penhoar azul-turquesa de seda que encontrou sobre a majestosa cama. Adormeceu ali mesmo.
Quando Ashley Greene ligou para Joseph naquele mesmo dia, o jatinho estava parado em Paris para reabastecer.
— Tive uma outra ideia para o tema da festa de casamento — anunciou a noiva alegremente.
Joseph fez uma careta de desânimo. — António e Cleópatra! — gritou Ashley entusiasmada.
— António e Cleópatra tiveram um casamento bígamo — revelou Joseph sem paciência.
— Não acredito. Mentira! — Ela protestou. — Não foi isso que mostraram no filme que eu vi.
— António já era casado. Tinha uma esposa em Roma.
A tolerância de Joseph estava se esgotando enquanto ouvia Ashley lamentar a notícia do outro lado da linha, como se tivesse acabado de ouvir uma sentença de morte. Alguma vez a tinha visto lendo um livro? Discutindo algo remotamente inteligente? Joseph franziu a testa. A visível ignorância da noiva começava a irritá-lo profundamente, pela primeira vez.
Quando finalmente chegou à sua isolada mansão no Marrocos, o sol já se punha no horizonte. Subiu as escadarias e foi até a suite principal. Deteve-se ao ver Demi adormecida sobre a ampla cama. As madeixas que mais pareciam raios ondulados espalhavam-se sobre o travesseiro. O perfil delicado e pálido contrastava com a boca voluptuosa e vermelha. A fenda carnuda entre os seios espessos e redondos estava exposta. A curva generosa e bem definida do bumbum marcava a seda do penhoar. Joseph estava enfeitiçado pelo poder de sedução dela e espantado com a intensidade do desejo que sentia naquele momento.
— Dem...? — murmurou o nome dela, usando o diminutivo pela primeira vez.
Ela se virou de frente e abriu os olhos. O ar faltou ao vê-lo a alguns passos de distância. Estava lindo como sempre. Tentou disfarçar o deslumbramento que sentia e se pôs sobre um dos cotovelos, levantando o rosto sonolento.
— Acabei adormecendo.
Joseph despiu o terno de seda cor de ébano e o colocou sobre a cadeira mais próxima, com elegância.
— Fiquei preso em Paris... peço desculpas. Mas adorei encontrá-la aqui me esperando, glikia mou.
— Este é um dos lugares mas fabulosos que já vi — confessou ela.
Ele se sentou na beirada da cama e tomou os lábios exuberantes de Demi, embevencendo-se com a língua por cada milímetro de sua boca suave e quente, de uma forma tão carnal que a fez excitar-se nos braços dele.
— Estou louco de desejo por você.
O corpo de Demi estava tenso e os mamilos rígidos, e ela temeu que pudessem ser notados através da fina seda do penhoar. Percebeu que precisava urgentemente vestir algo menos provocante. Em um movimento abrupto que o pegou de surpresa, ela saiu da cama.
— Preciso vestir alguma coisa.
Joseph a tomou pela mão para impedir que ela se afastasse. Seu instinto lhe dizia que ela já estava um muito medrosa e desconfiada e não era o momento de contar que o closet estava abarrotado de roupas de estilistas famosos e de grifes caras que ele havia mandado comprar exclusivamente para ela.
— Não. Não troque de roupa. Você está tão descontraída e relaxada. E essa é uma das coisas que gosto em você. Não está obcecada com a aparência do cabelo, do rosto ou com o tipo de roupa que vai vestir. O jantar vai ser servido na varanda.
Joseph foi ao telefone que estava sobre a cabeceira da cama e falou em uma língua que Demi não conseguiu identificar. Após desligar, começou a tirar a camisa.
— Preciso de um bom banho.
A atenção de Demi se deteve nos ombros nus e bronzeados e no peito com a quantidade perfeita de pêlos másculos, sem exagero. Ele se espreguiçou e ela pôde ver a musculatura rija desenhada na pele bronzeada e o abdómen reto e bem definido. Tentou controlar o desejo ao lembrar da sensação suave de seus dedos sobre as costas quentes e suadas de Joseph, na primeira vez que fizeram amor.
Bastou que entrasse no banheiro para que ela desejasse sua volta. A prudência que lhe era natural a atormentava, no entanto, estava em uma batalha perdida contra a realidade, que era o fato de se sentir simplesmente feliz por estar no Marrocos e em êxtase por estar com Joseph. Por um momento, a força daqueles sentimentos a amedrontou, porém resolveu espantá-los. Qual o problema se já não era mais a mulher sensata e calma que acreditava ser? Caso se machucasse, paciência. Como dizia o ditado, melhor amar e perder do que não ter amado nunca, lembrou ela, com alegre determinação.
Demi foi até o pátio onde uma linda mesa havia sido preparada para o jantar. O calor do dia agora dava uma trégua. Hamid ofereceu uma taça de suco a Demi que se sentou sobre um sofá opulento e confortável para terminar de ler um artigo que havia começado durante o vôo.
— O que está lendo? — perguntou ele. Os cabelos ainda estavam molhados, quando se aproximou dela vestindo uma bermuda muito elegante e camisa listrada, aberta no peito.
Demi contou sobre um político que foi flagrado traindo a esposa pela segunda vez em poucos meses.
— Tomara que a esposa mande-o passear. Balançando a cabeça com ar de reprovação, Demi suspirou:
— Acho a infidelidade algo sórdido.
— Nem sempre — retorquiu Joseph, disfarçando a surpresa e o desconforto com a opinião de Demi.
— Não pode estar falando sério. — Demi ficou abalada com a resposta, pois se tratava de assunto que mexia muito com ela. — É algo que causa muita mágoa e tristeza. Imagina o que essa pobre mulher e seus filhos adolescentes estão sofrendo agora!
— É desagradável — concordou Joseph.
— Muito mais do que desagradável — refutou Demi, levantando-se bruscamente. — É errado! Minha mãe traía meu pai com o melhor amigo dele.
Isso destruiu meu pai. Nunca seria capaz de trair a confiança de alguém de forma tão vil. Honestidade é sempre a melhor solução e lealdade significa muito para mim.
As sobrancelhas opulentas disfarçaram o brilho escuro dos olhos dele.
— Dá para perceber.
— Se você não fosse solteiro, pode acreditar, não estaria aqui agora.
Joseph disfarçou a expressão de surpresa com tal revelação, fez um sinal ao mordomo para que servisse o jantar e ajudou Demi a se sentar. Foram levadas à mesa inúmeras travessas de comida, enquanto Joseph avaliava a situação. Demi não sabia que ele estava noivo.
Achava simplesmente que o mundo todo sabia que ele estava comprometido com Ashley Greene. Porém, Demi não tinha a menor ideia, pelo que tudo indicava. Obviamente, teria de contar a ela, reconheceu ele, desanimado.
Aquele momento, porém, lhe parecia uma péssima hora. Justamente após a defesa veemente de Demi em prol da fidelidade não parecia adequado contar que estava noivo e que ia se casar com outra mulher. Principalmente porque Demi já havia dormido com ele e por estar seriamente determinado a convencê-la de que teria um futuro excelente como sua amante.
— Seus princípios são idealistas e românticos — comentou Joseph com tranquilidade. — Minha bisavó estaria de pleno acordo, mas ela tem mais de 90 anos e seus valores são inflexíveis, rígidos.
Demi comentou:
— Pelo visto, sou uma mulher antiquada, mas o tempo e a experiência, certamente, não vão alterar meu ponto de vista. Como são os outros membros da sua família?
— Tenho uma família enorme.
— Que sorte a sua.
Demi comeu com apetite voraz, e os lábios zombeteiros de Joseph não conseguiram evitar um sorriso divertido.
— Não sobrou ninguém da minha família, e sinto muita falta dos meus parentes mais próximos.
Quando já haviam terminado a refeição, uma brisa suave atravessou a fina seda do penhoar e Demi se arrepiou, surpresa com a queda repentina da temperatura.
— Está ficando frio aqui fora.
— As noites no deserto são frias na primavera. — Joseph a pegou pela mão e a levou para dentro.
Bastou um passo dentro do quarto suavemente iluminado para que ela decidisse que queria dividir aquela cama com ele, de todas as formas. Por que levantar uma barreira superficial entre eles? Era mesmo algo justo ou honesto, quando ela também ansiava por viver aquela experiência tão íntima e especial novamente?


quarta-feira, 3 de abril de 2013

AMOR SEM FIM CAPÍTULO 10

Quando o helicóptero decolou do aeroporto Marrakech-Menara, Demi fechou os olhos com força. Infelizmente, ao fazer isso, sentiu-se terrivelmente tonta e desejou que a última etapa da viagem estivesse perto do fim. Talvez fosse a comida, ou talvez tivesse comido demais.
Não queria começar a imaginar que pudessem ser os primeiros enjoos de uma gravidez. Lembrou-se de que em poucos dias acabaria com aquela angústia, pois seu ciclo menstrual era bastante regular.
Demi havia saído da cidade de Londres pela manhã, bem cedo. Já passava do meio-dia e fazia bastante calor. A blusa de manga cumprida e a calça de algodão que havia escolhido para viajar grudavam na pele molhada pelo suor. O céu límpido, sem nenhuma nuvem, era de um azul-lilás profundo e muito bonito.
Até então, nada na viagem parecia real. Era a única passageira no jatinho particular com uma tripulação que tinha se mostrado, quase que embaraçosamente, ávida por agradá-la durante o vôo. Ao aterrissar, passou rapidamente por um controle alfandegário e logo foi escoltada até um heliporto.
O helicóptero pousou e Nemos a ajudou a sair da aeronave. O edifício à sua frente era tão imponente que a fez perder o fôlego. As paredes com pés-direitos altíssimos estavam decoradas com desenhos geométricos e com colunas ornamentadas em cada um dos cantos. Demi ficou alguns segundos boquiaberta.
— É impressionante. Ele deve vir aqui com frequência.
— O patrão tem muitas propriedades. Faz bastante tempo que ele não visita esta.
Na entrada do hall principal, um chafariz de jade jorrava água de suas bicas sobre uma fonte trabalhada com mosaicos. Pétalas de rosa boiavam sobre a água. Nemos a apresentou ao mordomo, Hamid, responsável por uma grande equipe de empregados.
O edifício era enorme e suntuoso, construído ao redor de um amplo jardim ornamentado com palmeiras e trepadeiras floridas abundantes e verdejantes. O interior da casa era opulento e elegante. Duas camareiras a guiaram até o andar de cima, onde um portal em formato de um buraco de fechadura separava o corredor principal do vão da escada. Demi teve a sensação imediata de ter sido transportada diretamente para um conto das Mil e Uma Noites.
Ao entrar no quarto que lhe indicaram, Demi deparou com uma suntuosa cama ornamentada com cortinas e enfeites banhados a ouro.
— Nossa... — sussurrou Demi, maravilhada.
O banheiro era igualmente espaçoso e no centro havia uma enorme banheira de hidromassagem, que estava sendo preparada por uma das camareiras, com óleos e sais minerais. Quando estava tudo pronto, Demi agradeceu as meninas em um francês sofrível e fechou a porta para se despir. Entrou na banheira e tentou relaxar.
Será que a decisão de ir ao Marrocos fora influenciada pela suspeita de que estava grávida? Era isso que a fazia se sentir tão ligada a ele? Ou estava apenas mentindo para si mesma e criando desculpas tolas em um esforço patético para evitar encarar a verdade constrangedora?
Desde a primeira vez que vira Joseph Jonas na sala de reunião Demi  ficara obcecada por ele. Mesmo na adolescência já nutria uma paixão platônica por ele, o que contribuiu para que ficasse ainda mais suscetível ao charme vibrante e à beleza excepcional dele. Fora para a cama com ele porque não conseguira resistir a seus encantos, e aceitara ir ao Marrocos pelo mesmo motivo. Finalmente, pensou com pesar, estava sendo honesta consigo mesma. Pena que o reconhecimento dos fatos a tornava infinitamente mais vulnerável.
Com que tipo de mulheres Joseph gostava de se envolver? Seria previsível como a maioria dos homens? De repente, desejou que pudesse comprar aquelas revistas de fofocas repletas de fotos e notícias sobre a vida dos ricos e famosos. Porém, por mais curiosa que estivesse, sabia que não poderia comprar nada que fosse supérfluo no futuro. Havia tirado três dias de folga no trabalho, o que faria diferença no final do mês. Ficaria com menos dinheiro durante um bom tempo.

AMOR SEM FIM CAPÍTULO 9

Agora, uma impaciência sensual corria por seu corpo. Não entendia o comportamento dela. Sabia apenas que queria levá-la para a cama de novo. A agonia do desejo por ela havia se acumulado durante aquela semana atribulada de reuniões e viagens.

— Eu falei que não queria que me ligasse — falou Demi com as mãos fechadas, tensa.

Os olhos escuros de Joseph desceram lentamente, esmiuçando com cuidado a boca rosada e carnuda de Demi.

A pele clara corou e Demi baixou os cílios espessos para disfarçar os olhos que denunciavam seu desejo.

— O que aconteceu entre nós foi um erro.

— Que bobagem, glikia mou — disse Joseph, insolente. O tom de voz refletia a convicção tão instintiva quanto sua incapacidade de aceitar recusas.

A confiança arrogante dele irritou Demi.

— Foi uma bobagem minha!

Joseph ergueu as sobrancelhas espessas e escuras.

— Por acaso tem namorado?

— Não! Se namorasse, jamais teria me comportado daquele jeito.

— Não teria tanta certeza disso. As mulheres sempre são infiéis quando encontram um partido melhor — provocou Joseph, cínico.

A raiva a descontrolou e ela quase o atacou.

— Só se for as mulheres que você conhece. Eu não sou assim.

— Talvez. Foi por isso que me deu o prazer e a honra de ser o seu primeiro homem?

Aquela constatação a deixou em estado de choque. Ainda mais da forma como fora dita. Era quase uma humilhação. A atitude petulante dele só fazia aumentar o arrependimento de Demi em ter se entregado com tanto ímpeto e se exposto daquele jeito.

— Não quero falar sobre isso. Posso garantir que não é orgulho para nenhuma mulher ter relações com um homem tão insensível como você!

Joseph já estava acostumado a que lhe chamassem de insensível, mas apenas sutilmente ou sussurrado ao ouvido. E sempre que uma mulher ficava triste, ele a satisfazia com sexo pleno e tudo ficava bem. Era a primeira vez que questionava suas habilidades de amante inveterado.

— Está brava comigo porque não liguei para você? — murmurou ele. — Sou muito ocupado, e não devo desculpas por isso.

A entonação que ele usou soou como uma provocação para Demi, que já estava bastante exasperada. Cada sílaba tocava-lhe os nervos. Os olhos verde-esmeralda brilharam intensamente e as bochechas coraram ardentemente.

— Vejo que não está acostumado a pedir desculpas. Obviamente, as pessoas permitem que você seja grosseiro, agressivo e arrogante.

— Não esqueça do insensível — acrescentou Joseph Jonas, enquanto os olhos dourados e debochados a observavam com genuína surpresa. Nenhuma mulher jamais havia ousado criticá-lo ou insultá-lo daquela forma. Estava afrontado e não conseguia acreditar que ela realmente estivesse falando com ele com tanto desrespeito.

— Sim, isso também! — disse, ofegante, deixando que toda a raiva acumulada fosse liberada.

— De repente, você manda um de seus funcionários para me informar que tenho um almoço com você sem se importar se quero ou posso ir. Depois manda que venham me buscar. Tudo isso como se estivesse me fazendo um favor. Está tão acostumado a ter as mulheres aos seus pés que acha que sou igual?

Ele se aproximou de Demi com um movimento decidido e intimidador. Com uma das mãos ergueu seu queixo para que não pudesse desviar dele o olhar.

— Você fez por onde, glikia mou.

O aroma exótico do perfume dele inebriou Demi. Presa ao olhar fixo dele, surpreendeu-se com a sensação de prazer sexual em seu corpo. Os mamilos enrijeceram, pressionando o tecido do sutiã, deixando-a tensa e insegura.

— Eu...

— E o desejo que sente por mim ainda está presente em cada olhar que me dá, porque o sexo foi fantástico — falou Joseph enfaticamente.

A memória suscitou bruscamente a vívida imagem do corpo esbelto e forte de Joseph embalando-a, a dor da iniciação, que foi seguida por ondas de prazer. O que acontecera realmente havia sido fantástico. Porém, não era exatamente o que ela sonhara na infância, pensou, frustrada. Faltavam outros ingrediente, mais duradouros e plenos.

— E isso é tudo que quer, não é? Sexo e nada mais. Joseph tocou suavemente os grandes cachos de Demi e falou em voz baixa e firme:

— Quero você. Farei tudo o que for preciso para ter você.

Com grande esforço, Demi se desvencilhou, afastando-se, e respirou fundo. Mal conseguia disfarçar o tremor.

— Por quanto tempo?

Joseph fez uma longa pausa, refletindo como poderia responder a tal pergunta. Demi observava, admirada com a atitude sofisticada e tranquila dele. Era lindo, uma obra de arte masculina e forte. Era demais para ela. Como diria uma colega de trabalho: "Muita areia para o seu caminhãozinho." Já sabia que aquela história não teria futuro. Se a tratava assim agora que estava fortemente atraído por ela, imagine quando começasse a perder o interesse, quando ela deixasse de ser novidade. O orgulho e o bom senso finalmente voltaram à mente de Demi.

— Não daria certo... já começou mal — argumentou com segurança.

O cinismo iluminou os traços bronzeados e sensuais do rosto dele.

— E isso é um problema? Acha, mesmo, que vou pensar mal de você só porque mostrou que tem tanto furor e ímpeto sexual quanto eu?

Demi o olhou desconfiada.

— E não pensa? Quer dizer, você costuma tratar todas as mulheres assim?

Pego de surpresa, Joseph respondeu com um olhar sedutor, mas de nada serviu, pois ao ver as horas Demi ficou aflita.

— Não pode ser! Vou chegar atrasada ao trabalho!

— Trabalho? Você trabalha nos fins de semana também?

— Sim. — Pegando a bolsa e a jaqueta, Demi abriu a porta. — Tenho de ir — anunciou nervosa.

Joseph saiu e se virou para observá-la fechar a porta.

— Onde trabalha?

— Em um supermercado aqui perto.

Demi desceu as escadas em tempo recorde. E Joseph a seguiu.

— A que horas sai?

Já na rua, Demi avistou a limusine preta com janelas blindadas, e um homem bem vestido de óculos escuros esperando, atentamente. No instante em que Joseph saiu da portaria do prédio, dois outros homens do outro lado da rua ficaram em alerta. Joseph era protegido em todos os lugares aonde ia. Ele não vivia uma vida comum como os demais mortais.

— Demetria? Vai responder à minha pergunta? — perguntou Joseph secamente.

— Às seis horas. Mas por que quer saber? Homens como você não saem com garotas como eu!

Uma hora depois de chegar ao supermercado para trabalhar recebeu flores. Um buque glorioso de rosas amarelas e brancas. Nunca havia recebido flores, e a princípio achou que ocorrera um engano. Apenas quando viu o nome no envelope convenceu-se e leu o cartão.

"Escolhi as rosas pessoalmente. Nos vemos às seis horas, Joseph."

O riso inicial deu lugar a uma expressão de tristeza, logo após ler a mensagem. Apesar da tentação de ficar com ele, já tinha planos para aquela noite. Porém, ele era persistente, e ela adorava isso em um homem. Lembrou do gesto carinhoso que tivera para com sua irmã e que, apesar dos muitos defeitos, não era um homem ruim. Longe disso.

Será que ele tinha razão? Ela estava com raiva porque ele não havia ligado ou a procurado antes?

No entanto, a arrogância dele a irritava. E não conseguia esquecer da culpa que sentia por haver tido relações sexuais com ele de forma tão carnal e obscena. Além disso, Joseph não escondia o fato de que o interesse por ela era exclusivamente carnal. Um relacionamento não se mantinha sobre uma base tão frágil pelo menos não o tipo de relacionamento que ela queria. Então, por que permanecia tão interessada em Joseph? Por que as rosas haviam mexido tanto com ela?

Meia hora depois de chegar em casa, Joseph voltou a bater em sua porta.

— Nunca perguntei como você descobriu meu endereço — comentou Demi, inquieta com a presença desconcertante dele.

— Tudo tem seu preço. Toda informação pode estar disponível em troca de um favor ou de uma boa recompensa.

Para Demi, a afirmação era exemplo de um mundo e de um modo de pensar contrários aos seus princípios, o que a incomodava.

— Olha, mesmo que quisesse, não posso sair com você, hoje — avisou, tentando encerrar a conversa o mais rápido possível.

— Como assim? — indagou ele, semicerrando os olhos, desconfiado.

Ela não demonstrou que lamentava ou se arrependia ao explicar que já tinha prometido fazer companhia à vizinha idosa, que morava no andar de baixo. A filha, que ficava o dia inteiro com a senhora, contava com Demi para poder sair um pouco e se divertir.

— Que admirável, glikia mou. — Um sorriso de aprovação surgiu nos lábios de Joseph. — Mas, com certeza, vou achar alguém para substituir você.

— Não, não pode fazer isso. Não prometi sair com você hoje, e mesmo que quisesse, pois não quero, jamais desapontaria meus amigos, muito menos na última hora — rebateu Demi. — Quando prometo algo, cumpro. A sra. Evans ficaria muito desapontada se fosse deixada com um desconhecido. Você está sendo muito egoísta.

— Não me insulte de novo. Não vou tolerar isso! — Enfatizou o grego com um tom de voz frio e irritado.

Demi empalideceu e tentou se concentrar nas rosas que tinha arrumado em uma jarra de plástico. Suas emoções estavam desconexas e os olhos começaram a arder de repente.

— Somos como a água e o azeite.

— Na cama, somos como dinamite. Envergonhada, Demi ficou ruborizada e evitou olhar na direção dele.

— Você tem de ir agora. Preciso ir para a casa da sra. Evans.

— Por acaso isso é uma piada? Está testando meus limites? — perguntou Joseph, com arrogância. — Tenho de me ausentar de Londres amanhã bem cedo.

Relutantemente ela voltou a erguer a cabeça e encarou-o.

— Não é uma piada.

Com tranquilidade, Joseph acariciou o longo e cacheado cabelo ruivo dela, a mais teimosa e sensual mulher que conhecera.

O toque suave das pontas dos dedos dele a paralisou, de início, e em seguida a fez esquecer todas as razões por que não queria e não deveria ceder aos encantos dele.

Ele inclinou a cabeça e, involuntariamente, ela levou uma das mãos até o rosto dele, acariciando-o, subindo a mão até o cabelo preto e sedoso de Joseph. Era a provocação de que precisava para que ele entrasse em ação. Apossou-se dos lábios de Demi como uma tormenta de paixão e a colocou contra a parede com o corpo ágil e forte.

— E, então, o que é isso? — perguntou ele, provocando-a.

— Loucura — murmurou ela, enquanto ele levava as mãos até as nádegas exuberantes dela, agarrando-as e erguendo-as para que Demi se encaixasse nele. Colados um ao outro, ele foi até a cama e se sentou com ela entrelaçada na cintura.

— Quanto tempo temos? — perguntou ele, sôfrego. Ela se sentia completamente dominada por ele, sua voz, seu cheiro, seu toque. Era uma sensação incrivelmente sexy. O sutiã estava apertado sobre os peitos fartos e os mamilos, rígidos e sensíveis. Enquanto o corpo estava cada vez mais vacilante, o coração acelerava de ansiedade. Inclinou-se, descansando o rosto no ombro forte e quente dele e analisou freneticamente a loucura que estava fazendo. Tentava controlar os impulsos da carne.

Joseph a levaria para a cama de novo se permitisse. Estava realmente tão apaixonada por ele? Valia à pena se arriscar naquela aventura perigosa?

O embate de emoções a deixou perturbada, e com um movimento abrupto de negação afastou-se dele.

— Não podemos... não, absolutamente não. Precisamos nos conhecer melhor. Preciso de um tempo para não me arrepender depois. — A voz parecia falhar e soou hesitante.

Joseph levantou da cama, impaciente e perplexo, e foi para a janela. Estava excitado. Uma frustração incontrolável misturada à incredulidade o deixou rígido. Não estava acostumado a passar por situações como aquela. Não se lembrava da última vez que uma mulher o tinha rejeitado. A intensidade do desejo que sentia por Demi o enervava. Era ela quem dava as cartas, agora. Curiosamente, tal desafio o estimulou. Ela possuía princípios e um caráter forte. E ele gostava dessas qualidades.

Demi sentiu-se tonta e precisou apoiar-se na mesa para não perder o equilíbrio. Jamais havia se sentido assim antes. Ficou petrificada ao considerar uma possibilidade assustadora para o seu estado. Seria possível que estivesse grávida? Será que os sintomas apareceriam tão cedo? Infelizmente, levaria mais uma semana até que pudesse acabar com a dúvida inquietante.

— Estarei em Marrocos durante a semana. Tenho uma casa nas montanhas. Lá encontro a privacidade e a paz que mereço — falou Joseph calmamente. — Por que não vem e passa uns dias comigo?

— Marrocos? — Demi ficou aturdida com o convite.

— Disse que quer me conhecer melhor, glikia mou — ressaltou Joseph delicadamente. — Essa seria a oportunidade perfeita. — Ele deixou o cartão pessoal na mesa. — Aqui está o número do meu celular, caso queira entrar em contato.

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tá aí dois capítulos para vocês, acho que mais tarde posto outro, indo ao hospital agora retirar o gesso, e ainda e esse clima louco aqui no Ceará que mata qualquer um minha garganta tá ferrada, só isso e até mais.   


 

 

 

AMOR SEM FIM CAPÍTULO 8

Demi fechou a porta e se apoiou nela. Uma onda gigante de incredulidade a abateu. Por uma semana Joseph havia ignorado sua existência e agora dava um ultimato, na forma de um almoço de última hora, como se fosse um imperador e ela, sua serva. Não iria, de jeito nenhum!
Porém, por uma fração de segundos, sentiu uma imensa satisfação por saber que ele não a tinha esquecido completamente. Mas não podia ser ingênua e se contentar com tão pouco. Como ele tinha a coragem de agir como se ela fosse sua escrava, à sua total disposição?
A culpa era dela, pensou, por não ter se dado o respeito naquele dia no escritório. Doía ter de admitir que havia se comportado como uma qualquer. E, agora, ele a tratava como tal, sem qualquer consideração. E se entrasse no jogo, acabaria ainda mais machucada.
Pelo menos havia aprendido a lição, concluiu, com pesar. Trocou de roupa e se preparou para ir para cumprir seu turno no supermercado. Quando bateram à porta novamente, já estava pronta para sair. Antes que Nemos tivesse tempo de abrir a boca, ela o cortou:
— Eu não irei. Não vou voltar a ver seu chefe nunca mais. Depende de você como vai explicar isto a ele.
Nemos não podia acreditar no que ouvia. Fez uma cara de consternação e enrijeceu os traços já fortes do rosto. Parecia furioso, o que surpreendeu Demi, porque achava que Nemos fosse um homem plácido e de bom temperamento. A campainha tocou pela terceira vez e ela impertigou-se, impaciente. Abriu a porta com agressividade.
Era Joseph. Sua presença a espantou, pois acreditava que seria Nemos.
Pelo visto, o magnata grego estava esperando na limusine.
Com seu olhar devorador, Joseph fitava obsessivamente os vívidos olhos verdes e a boca rosada, carnuda e suave de Demi. A pele branca e os cabelos caídos até o ombro o atraíam. Durante toda a semana, sempre que relaxava e conseguia não pensar em trabalho, Demi aparecia em pensamentos eróticos. Pessoalmente, a feminilidade extravagante dela era ainda mais estimulante. Mesmo sem maquiagem e superprodução, era um espetáculo.
Aproveitando a distração dela, abriu a porta suavemente e entrou na casa. A primeira vista, ficou assombrado com os móveis velhos e feios do pequeno cômodo. Havia muito tempo não tinha tido contato com tanta penúria. A distância entre as classes sociais nunca estivera tão clara. Mas Joseph estava onde queria e nem mesmo uma avalanche o tiraria dali.
Demi, por sua vez, estava espantada com a presença dele. O ritmo do coração foi aumentando estridentemente em seus ouvidos. Desde o cabelo castanho até os olhos cor de bronze, o queixo perfeito, ele a atraía, por completo.
Com um terno cinza de grife, ele era a personificação da elegância impecável. Bonito demais. Demi lembrou-se das noites mal dormidas por causa dos sonhos proibidos e passionais que tanto queria esquecer. Era intensa a mortificação que sentia pelo significado de seus pensamentos.
— Nemos não soube explicar o porquê de sua ausência — disse Joseph calmamente.
O tom de voz forte e profundo e o sotaque carregado despertaram Demi de seu estado de perplexidade. Surpresa ao notar que o estava comendo com os olhos, ergueu o queixo em um ângulo desafiador.
— Precisa de uma explicação? Pois lhe dou: eu não quero almoçar com você.
Desde o início Joseph apreciou a beleza daquela ruiva pequenina à sua frente, mas a fala simples e a falta de afetação aumentavam sua atração por ela.
Agora, uma impaciência sensual corria por seu corpo. Não entendia o comportamento dela. Sabia apenas que queria levá-la para a cama de novo. A agonia do desejo por ela havia se acumulado durante aquela semana atribulada de reuniões e viagens.

terça-feira, 2 de abril de 2013

AMOR SEM FIM CAPÍTULO 7

Ao sair do escritório da presidência, Demi olhou o corredor e ficou aliviada em descobrir que a maioria da equipe de funcionários já havia ido embora. Com passos rápidos chegou ao elevador, levando a bolsa e a jaqueta no braço. Estava a ponto de entrar quando Nemos a interceptou.

— O sr. Jonas mandou que eu a levasse em casa — informou o segurança grego. — O carro a está esperando na entrada lateral.

— Não, obrigada, prefiro ir sozinha — murmurou ela, relutante. Assim que a porta do elevador se abriu, ela entrou rapidamente. Demi voltou a respirar com tranquilidade apenas depois que saiu do edifício. Sabia que nunca mais iria às indústrias Jonas. No ônibus, durante todo o percurso até em casa, foi atormentada pelas lembranças na suíte de Joseph. Não sabia se sentia pena ou raiva de si mesma.

O que acontecera para que se comportasse daquele jeito? Oferecer seu corpo a um homem que era quase um desconhecido!

Nove anos haviam se passado desde a primeira vez que viu Joseph Jonas. Tinha apenas 14 anos quando ele havia visitado sua irmã, Sunny, no hospital.

Aos 22 anos, enquanto recebia severas críticas da mídia pelo estilo de vida boêmio e mulherengo, ironicamente, Joseph doava, em silêncio, uma quantidade considerável de tempo e dinheiro à causa das crianças com doenças terminais.

Apesar de ter nascido em um mundo de luxo e privilégios inimagináveis, Joseph sentou-se ao lado de Sunny e conversou com ela como se fossem bons amigos. Ao descobrir que a menina idolatrava o vocalista de uma famosa banda de adolescentes, levou o rapaz ao hospital onde Sunny passou suas últimas semanas de vida, realizando, assim, o maior sonho dela. Sunny havia ficado tão emocionada que não parou de falar do encontro com o vocalista até os últimos minutos de vida.

Demi nunca esqueceu a felicidade que ele proporcionara a sua única irmã. No entanto, reconhecia, agora, que havia idealizado um Joseph quando, na verdade, ele sempre fora um estranho. Ao perceber que ele se sentia atraído por ela, ficou envaidecida. Joseph era uma tentação incrivelmente selvagem.

Apenas no momento em que se deitou, lembrou do acidente com o preservativo, e empalideceu, temerosa. Ela só podia esperar que Joseph estivesse certo e que não haveria consequências. Demi achava deplorável que pudesse estar grávida por ter dormido com alguém que jamais aceitaria ser pai de seu filho. Os dias passaram devagar para Demi. Estava nervosa, preocupada e infeliz. A paz foi invadida por uma perturbadora agitação interna. Cada vez que o celular tocava, atendia rápida e desesperadamente. Era a agência de empregos ou o supermercado onde estava trabalhando nos fins de semana. Quando percebeu que não fazia nada mais que esperar uma chamada de Joseph, sua raiva de si mesma aumentou. Era dolorosamente evidente: havia sido usada e descartada como se não valesse mais que um jornal velho.

No sábado, alguém bateu à porta. Demi prendeu o cabelo despenteado e a abriu, levando um susto ao ver o chefe da segurança de Joseph.

— O sr. Jonas quer que almoce com ele — anunciou Nemos. — Ele vem buscá-la em uma hora.—Demi fitava o segurança enquanto tentava absorver a mensagem tão inesperada. Não era bem uma mensagem, soara mais como uma intimação da realeza, refletiu, observando os passos de Nemos descendo a escada, sem esperar por resposta. Estava claro que ninguém recusava um convite de Joseph Jonas.

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Bom meninas tá ai mais um capítulo, a história já está finalizada ou seja vou postar 2 capítulos todo dia até pelo menos segunda-feira que é quando meu atestado médico expira e vou voltar a minha rotina normal e só vou poder postar a noite, então pensado nisso vou postar 4 capítulos no sábado, para adiantar as coisas e no domingo posto mais 2 ok, podem dar suas sugestões serão bem vindas. bye!    

AMOR SEM FIM CAPÍTULO 6

Sentando-se bruscamente, desesperada para sair correndo dali e medindo a distância entre a cama e a porta, Demi ficou petrificada com a notícia.

— Está usando algum tipo de anticoncepcional?

Joseph perguntou sem se alterar, porém, considerando o impacto de tamanha calamidade e mal conseguindo conter os calafrios de tal imprevisto.

Sem condições de lidar com as consequências de uma gravidez acidental, Demi ficou pálida. Parecia que já estava sendo punida pela má conduta e desvario de seu ato.

O que era a vergonha e a humilhação comparadas à radical mudança de vida de conceber uma criança?

— Não — murmurou ela, completamente tensa. Joseph notou que ela estava tão longe, na cama, quanto podia.

— Não deve ser nada. Vai ficar tudo bem. Acidentes acontecem, e não vai ser esse que acabará em desastre.

— Claro — concordou ela secamente, mas o sentimento de culpa aguçou-se. Lógico que, assim como ele, ela não queria uma gravidez. No entanto, a resposta dele evidenciou a suspeita dolorosa de que havia feito papel de tola e agido como uma mulher fácil.

Inclinou-se para apanhar a blusa que estava no chão. Queria ir embora o mais rápido possível.

— Demetria...

Com movimentos impetuosos, ela continuava apanhando seus pertences pelo chão. O rosto estava ruborizado pela vergonha.

— Não há nada o que conversar — interrompeu-o com um murmúrio. Queria evitar qualquer discussão a respeito do acontecido e fugir dali. — Vou ficar bem.

Desacostumado a ser interrompido, Joseph saiu da cama assim que Demi desapareceu dentro do banheiro e fechou a porta. As sobrancelhas ergueram-se demonstrando surpresa.

Atrás da porta, Demi estava concentrada em recompor a sanidade mental e corporal. Havia acabado de dormir com um homem que mal conhecia. Cometido um erro atrás do outro. Obviamente, ele ficara com péssima impressão dela. Quem acreditaria que havia entrado sem permissão na suíte presidencial do chefe apenas para servir um cafezinho? Claro que ele havia deduzido que aquela atitude tinha sido um convite dos mais vulgares, pensou, revoltada consigo mesma. Como pôde ser tão incrivelmente estúpida? Um homem rico e lindo como ele devia estar acostumado a receber tipos de assédios como aquele sempre.

Tão silenciosamente quanto podia, abriu a porta e saiu.

Joseph observou os grandes olhos verdes arregalados e mortificados, e reparou que sua presença a incomodava. Como jamais uma mulher havia olhado para ele daquele jeito, supôs que havia tido uma impressão equivocada.

— Tenho de pegar um avião.

— Claro — murmurou Demi.

— Nos falamos quando eu voltar para Londres.

— Eu... — Antes mesmo de saber o que dizer, dedos longos envolveram suas bochechas. Ele inclinou a cabeça e deu-lhe um breve porém intenso beijo que a silenciou por alguns instantes.

— Vou ligar para você — disse ele casualmente, como de costume.

— Não... não ligue — respondeu Demi bruscamente. O rosto ardia e os lábios estavam dormentes. Estava furiosa por ter ficado ali parada e aceitado o beijo de despedida sem nem mesmo ter tentado evitar.

Joseph estava quase chegando ao banheiro quando parou. Franziu a testa e a encarou, imaginando que talvez não tivesse entendido bem.

— Sei que vai querer esquecer tudo que aconteceu aqui — acrescentou ela, sentindo-se extremamente desconfortável com a situação.

— Não, neste caso. Entrarei em contato, glikia mou.

E dessa forma insolente Joseph lançou-lhe seu sorriso de homem astuto e se dirigiu ao chuveiro.

Sua autoconfiança era inabalável: as mulheres reagiam ao seu charme com intenso desejo. Ela mal conseguira encará-lo, mas a boca macia havia se rendido sem resistência. Será que ela estava achando que ele tinha inventado uma desculpa para não voltar a vê-la? Quase deu uma risada ao pensar nessa possibilidade, enquanto se maravilhava com a ingenuidade dela. Era bem capaz que estivesse um pouco impressionada com ele e com a rapidez com que as coisas tinham ocorrido. Em breve iria superar aquela fase sensível, refletiu com o cinismo que lhe era inerente. Com sua ajuda, a vida sem graça de Demi, no futuro, se tornaria algo bem mais estimulante e interessante. Ela seria a atração principal em sua cama por um bom tempo...

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mais tarde tem posto outro!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

AMOR SEM FIM CAPÍTULO 5 HOT

A declaração a atingiu em cheio, como a coisa mais extraordinária. Acreditava nele, o que a fazia se sentir incrivelmente feliz e afortunada. O desejo carnal estava exposto em cada ângulo e expressão do rosto estranhamente lindo de Joseph, emocionando-a. Algo, de repente, se libertou dentro dela, obstruindo sua capacidade de raciocinar. Agiu por puro instinto quando se inclinou na direção dele, à procura de sua boca desenhada com perfeição.

Ele a levantou, desabotou-lhe a blusa e a despiu. Antes que ela tivesse tempo de sentir-se insegura, voltou a beijá-la com furor, ao mesmo tempo em que abria a parte de trás do sutiã. Um gemido quase inaudível produziu-se no interior da garganta de Demi, quando seus seios rijos tocaram os pêlos espessos do peito musculoso e bem definido dele. Joseph emitiu um ruído de satisfação enquanto, com as mãos, envolvia as curvas voluptuosas e alvas dos seios de Demi.

— Amo seu corpo, glikia mou — sussurrou ele contra os lábios vermelhos dela.

Enquanto Demi segurava a respiração, tomada pelo assombro por aquele momento de intimidade estar realmente acontecendo, Joseph acariciava e massageava a pele excitada e macia dos mamilos rosados, rígidos, que imploravam por atenção. Sem qualquer autodomínio, ela gemeu e estremeceu, em resposta. Ofegante, sentia o doce pulsar do prazer sedutor que guiava as batidas do coração. Tamanha sensualidade nunca, a havia consumido daquela forma, e não havia chance alguma de qualquer resistência.

Joseph olhou para baixo na direção do rosto adorável de Demi com extremo deleite.

Apreciava sua inocência e naturalidade. Estava maravilhado com a capacidade dela de tornar o ato sexual algo tão simples. O ar admirado e surpreso de Demi com respeito aos próprios sentimentos deixou Joseph desconfiado de que talvez ela não fosse tão experiente quanto as parceiras que tivera. Curiosamente, tal suspeita foi uma das coisas mais excitantes que sentira em muitos anos. Ignorou a voz da consciência que lhe dizia para ser mais circunspecto.

Desde a adolescência não se sentia tão intensamente excitado. Além disso, ela estava ali por livre e espontânea vontade. Que perigo havia em desfrutar daquele momento plenamente?

— Você é linda demais — disse ele cheio de lascívia, descendo a saia até a coxa de Demi, despindo-a em seguida.

Ela estremeceu, perdida em sua admiração por ele. Apesar do prazer que sentia, era tímida. Quando fez uma tentativa atrapalhada de cobrir os seios, ele a impediu, e antes que Demi pensasse em repetir o ato, levou a boca até um dos mamilos excitados e intumescidos, capturando-o entre os lábios. Com a ponta da língua, provocou-a ao extremo, até que ela sentisse dor por tanta excitação.

Demi não entendia o que lhe ocorria naquele instante. O corpo arqueou-se completamente para fora da cama. Os quadris queimavam em resposta ao ponto úmido que pulsava entre suas pernas. Joseph sentou-se para tirar a camisa e, em seguida, voltou a beijá-la, com voracidade.

Demi ficou eletrizada com o contato erótico de ,seu desejo sobre uma de suas coxas. A calça não era suficiente para esconder a excitação de Joseph.

— Viu só o que você fez comigo? — perguntou ele com a voz áspera, tomando uma das mãos dela e a levando até sua calça.

— Estou louco por você.

—Joseph...

Ao ouvir seu nome soar nos lábios dela, teve a reação impulsiva de envolvê-la com uma sofreguidão que a excitou ainda mais.

— Você é irresistível — murmurou ele antes de beijá-la ardentemente e ajeitá-la de maneira que pudesse retirar sua calcinha com rapidez.

Demi ficou tensa, subitamente, sentindo-se extrema e perigosamente nua e vulnerável. O que estava fazendo? Que diabos estava fazendo? Uma voz em seu inconsciente gritou.

Tudo bem que adorava Joseph Jonas que o idolatrava desde os 14 anos. Porém, isso por acaso queria dizer que a primeira chance que aparecesse tinha de ir às últimas consequências? Esquecer seus princípios e fazer amor com ele?

Os dedos esguios de Joseph começaram a brincar com a intimidade de Demi. Era volúpia demais, e ela sentia que estava prestes a sair do próprio corpo. A razão e a dúvida ficaram suspensas no ar. Só de pensar no que estava por vir, suava e tremia.

Finalmente, ele chegou à intimidade entre as coxas de Demi. O corpo inteiro dela sofreu uma leve convulsão, por causa da sensibilidade da região. O desejo e a ansiedade causavam dor física. Sua reação intensa a fez gemer e ter espasmos involuntários, enquanto ele explorava sua intimidade.

Uma sensação de múltiplos sentimentos fez com que ela esquecesse quem era ou onde estava. Tampouco queria saber. Estava no limite de perder o controle. Uma experiência que jamais pensou que existisse.

— Não posso mais... — balbuciou ela ofegante, movendo a cabeça para a frente e para trás no travesseiro, incapaz de registrar o que dizia.

Sentindo um calor abrasador como jamais experimentara, Joseph não precisava de um segundo convite. Retirou a roupa e saiu rápido da cama. Enquanto com uma das mãos continuava excitando Demi, com a outra abriu a gaveta da mesa-de-cabeceira e pegou um preservativo. E poucos segundos depois Joseph penetrava Demi. Com um gemido de satisfação, ele forçou passagem, de forma sensual e ávida. No mesmo instante, tocou uma frágil barreira que se encontrava no caminho que a fez soltar um gemido de dor e espanto. Surpreso com o obstáculo, ele se deteve, incerto e incrédulo, e olhou interrogativamente no fundo dos olhos verdes e escuros de prazer.

— Theos mou... Demetria, não pode ser.

Por um instante o mundo real tombou sobre eles. Ela retornou aos seus medos e inseguranças. A pulsação voluptuosa e ansiosa ainda dominava o corpo insuportavelmente tenso. O calor, ocasionado pela invasão passional de Joseph dentro dela, voltava a consumi-la, agora que o desconforto inicial já havia diminuído.

Ele estava completamente perplexo.

Ela fechou os olhos e disse a si mesma que era tarde demais para se preocupar e o envolveu com os braços, encorajando-o silenciosamente. Um estremecimento do corpo poderoso e esbelto de Joseph e, então, ele se entregou novamente aos instintos, saindo de dentro dela apenas para voltar a penetrá-la com mais avidez e intensidade. O autocontrole voltou a se dissipar, abalado pela pressão que o sexo fazia em suas entranhas, provocando desejo incontrolável em Joseph.

Ele voltou a possuí-la com força e paixão. Ela gemeu de prazer. Era algo delirante que, uma vez iniciado, só fazia aumentar. Até que, finalmente, ela chegou ao clímax, em um crescendo de explosão física. Ondas gloriosas de êxtase atingiram o corpo trêmulo até que cada um de seus órgãos se rendesse sobre a cama em puro êxtase.

Joseph acariciou os fios cor de cobre que caíam sobre o rosto suado de Demi. Pressionou os lábios sobre a testa delicada e febril e a beijou suavemente. De repente, sentiu um estranhamento perturbador, porque nunca havia feito carícias após o ato sexual.

Incomodado com aquela constatação, ergueu o belo e arrogante semblante. No momento em que ela se afastou para o outro lado da cama, porém, Joseph a prendeu com uma das pernas fortes e pesadas, puxando-a de volta. Sentia-se insaciável ao lado de Demi.

Jamais experimentara uma relação tão incrível. Sua experiência se tornara uma rotina enfadonha, e de repente transformou-se em momentos de erotismo e excitação.

Ela representava magnífica descoberta. Com movimentos sutis, Joseph a moveu para mais perto e retirou o lençol para que pudesse observar o colchão. Havia uma mancha de sangue no lençol. Ela havia perdido a virgindade com ele!

Por um lado, estava sinceramente chocado por ter tirado proveito de uma mulher totalmente inexperiente. Por outro, sentia-se especial e orgulhoso por ela ter se entregado a ele. Pouco dado a arrependimentos tolos, Joseph ignorou um raro sentimento de culpa que tentava dominar sua consciência e se regozijou com a torrente erótica que experimentava. Ele a havia descoberto. Ele a tinha despertado... ela era toda sua.

O telefone na cabeceira da cama acendeu e vibrou. Joseph o atendeu. Era Nemos, lembrando-o que o jatinho estava à espera para levá-lo a Berlim.

Ao ouvir a conversa em grego, Demi saiu do transe no qual se encontrava e recobrou a consciência. O desalento a invadiu. Estava realmente consternada e confusa por ter permitido que aquilo tivesse acontecido entre eles. Criada por uma avó que havia lhe ensinado que era a mulher quem impunha os limites ao homem, imediatamente sentiu-se culpada pelo ocorrido.

Depois de desligar o telefone, Joseph notou algo que o tirou do estado de satisfação. As sobrancelhas escuras curvaram-se de desgosto.

— O preservativo furou.
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E agora o que irá acontecer com a pobrezinha da Demetria, só os próximos capítulos poderão responder.
Como prometido tá aí o capítulo amanhã TALVEZ poste mais 2.

AMOR SEM FIM CAPITULO 4

— Disse não, não lhe dou licença — respondeu Joseph calmamente, enquanto retirava a xícara da bandeja que ela segurava, com as mãos petrificadas. Deixou a xícara em uma das prateleiras do local e voltou a encará-la.

— Quero que fique e converse um pouco comigo.

— Conversar? — repetiu Demi, confusa, esforçando-se valentemente para recobrar a concentração. — Ah, claro, obviamente, o senhor quer saber o que estou fazendo aqui.

— Isso, já pude concluir por conta própria — murmurou Joseph, com um tom divertido e sensual de homem acostumado às investidas femininas.

Desconcertada com a resposta, Demi ruborizou-se e arregalou os olhos.

— Tenho certeza que o senhor não tem dúvidas que sou a única culpada pela apresentação não poder ter ido adiante.

Joseph envolveu uma das mãos na de Demi, brincando com seus dedos trêmulos e frios, em um gesto relaxante.

— Está muito nervosa.

Parecia que ela ia desfalecer. O calor da mão dele, o roçar macio dos dedos sobre a parte inferior de seu pulso, provocavam pequenas contrações em seu corpo. Apesar de surpresa pelo toque inesperado, também estava encantada. Não tinha dúvidas que ele não mantinha segundas intenções com aquele contato físico, ainda assim encontrava dificuldade em respirar.

— Foi por isso que tropecei ontem.

Joseph levantou a manga da camisa, deixando à mostra o relógio caro e chamativo.

— Em dez minutos você não será mais minha funcionária — ele anunciou. — Terei que esperar tanto assim para beijá-la?

Os olhos verdes de Demi arregalaram-se ao limite máximo. Ficou perplexa com a pergunta.

Terei que esperar tanto assim para beijá-la ? Ele estava dizendo que a achava atraente e tal revelação a deixou aturdida. Ele sentia o mesmo que ela? A alegria a invadiu e espantou uma de suas maiores virtudes: a prudência. Porém, estava tão tensa que os músculos doíam, literalmente.

Joseph se aproximou com a habilidade de um profissional, mas no íntimo estava ciente do desejo que corria com muito mais força e ardor do que estava acostumado. Notou que seus dedos longos e morenos vacilaram ao tocar os ombros dela. Foi um sacrifício conseguir dominar o intenso desejo que o assomou de deixá-la para junto de seu corpo. Gostou da evidente dilatação das pupilas dela e do gemido surdo que ela soltou quando ele ergueu uma das mãos para soltar o rabo-de-cavalo que caía sobre a nuca de Demi.

— Meu cabelo... — disse ela, surpreendida. Não tinha muita noção das palavras que exprimia naquele instante, pois estava nervosa e ansiosa demais para formular um único pensamento, muito menos uma frase que fizesse sentido.

Joseph puxou com delicadeza os longos cabelos para a frente, fazendo com que emoldurassem seu rosto triangular. O sensual contraste entre os fios acobreados e a textura perfeita da pele de Demi o deleitavam.

— É magnífico... deveria deixá-lo sempre solto.

— Ia ficar caindo em cima de mim — murmurou ela com uma risada nervosa.

— Pois eu quero que caia em cima de mim.

Joseph entrelaçou os dedos sobre as madeixas luminosas e inclinou o rosto orgulhoso. Demi mal podia esperar que ele a beijasse, e a ansiedade a constrangeu. Não era algo decente e sensato estar tão desesperada por um beijo, mas o sentimento era mais forte que a razão. Bem na altura dos quadris, sentia uma pressão tão forte e quente que mal conseguia manter os pés parados. O coração batendo forte dentro do peito e a respiração a traíam. Quase que imperceptivelmente, inclinou-se para a frente.

Lentamente, Joseph passeou com a ponta da língua por todo o contorno carnudo e delicioso dos lábios de Demi, e ela gemeu. Depois, roçou a abertura da boca, incendiando-a. Demi estava nas nuvens, mas tentou conter a vontade louca de corresponder à altura. Fechou as mãos em uma atitude desesperada para não perder o controle sobre si mesma. O corpo estava rígido, bem como os bicos dos seios. Tudo estava dormente. Queria abraçá-lo, mas não podia permitir isso.

— Poderia devorá-la agora mesmo — sussurrou Joseph. Os olhos estavam mareados de desejo. Levou uma das mãos até a cabeleira ruiva dela, puxando sua cabeça para trás.

A adrenalina pulsava nas veias de Demi. Ao fitá-lo, sentiu a euforia invadindo-a.

Com a boca sedenta, ele beijou a pele delicada do pescoço de Demi, provando cada centímetro com uma habilidade decidida e sensual que a fez gemer. Com a outra mão, pegou-a pela cintura, pressionando-a contra o corpo forte e esbelto. Quando finalmente buscou os lábios rosados e maduros de Demi, ela já perdera o controle, desesperada por aquele beijo.

— Você é incrível — disse ele com a voz grave.

— Você também...

Demi o olhava com seus olhos verdes brilhantes, assombrada com a forte atração que sentia existir entre os dois. Não fazia sentido, mas havia um sentimento de conectividade. Perdeu o equilíbrio, pois estava tonta e as pernas, bambas. Por um instante lembrou dos outros homens que havia beijado. Não sentira nada parecido à satisfação que sentia agora, e na maioria das vezes, as experiências tinham sido embaraçosas.

— Sabia que seria — declarou Joseph com convicção, curvando-se e a envolvendo pela cintura, e erguendo-a sem nenhuma dificuldade.

Demi deixou escapar um gritinho seco com a atitude inesperada dele.

Quando a beijou novamente, ela acariciou os cabelos macios dele e abriu os lábios para que a língua de Joseph a explorasse. O mundo começou a girar espalhando uma bruma de excitação multicolorida. Demi estremeceu violentamente e ele a apertou os braços antes de deitá-la em uma superfície. Demi olhou desconcertada ao redor e se viu em um quarto, deitada em uma cama. A insegurança e o pânico a paralisaram.

Joseph pousou os dedos sobre o queixo delicado de Demi para que ela percebesse a cativante força de seu olhar.

— Quero você, glikia mou.
 
 
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E agora o que vai acontecer hein? acho que  próximo será um HOT aliás tenho certeza e agora as coisas vão esquentar, eu não sei mas me parece que estão gostando da história o que me deixa muito animada, então mais tarde posto o próximo capitulo, o que acham?