domingo, 2 de março de 2014

CAPÍTULO 59 ULTIMO

Levou-as até o elevador destinado à cobertura. Nin­guém falou durante a subida no espaço confinado e cheio de tensão. Demi viu Ashley enxugar discretamente uma lágrima e lhe tocou o braço.
— Você está bem?
Ashley suspirou, trêmula.
— Não.
As portas do elevador se abriram diretamente na sala de estar da suíte. Saíram, e ele foi para o bar.
— Bebidas?
Demi e Ash recusaram.
— Preciso que ouça o que tenho a dizer. — A voz de Ashley era trêmula e rápida, muito diferente do tom profis­sional. — Primeiro, sei que não acredita, mas realmente não estava tentando fazer você se casar comigo ou lhe arrancar dinheiro quando engravidei. Todo o dinheiro que manda de pensão é depositado em uma conta, para Graham. Ele terá acesso a ela quando fizer 21 anos.
— Se não foi casamento nem dinheiro, então por quê? — Os dentes de Joseph estavam cerrados.
— Dois anos e meio atrás, corri um risco muito sério. Nunca... nunca lhe contei como estive perto de não voltar para casa. E alguns meses depois, Peter foi assas­sinado e tive que enfrentar o alto índice de mortalidade em nossa profissão. Percebi que havia uma boa chance de morrer como meu irmão. E então, o quê? O que deixaria além de algumas reportagens? Foi quando tive a ideia louca de que precisava de um filho para provar que estive aqui, que vivi neste planeta, que fiz uma di­ferença. E decidi engravidar. Não foi a decisão mais inteligente que já tomei, agora que posso ver melhor as coisas, mas na ocasião... pareceu que era a única.
Ashley abraçou a cintura.
— Você e eu... estávamos perdendo o interesse um no outro. Pensei que logo tudo terminaria. E você era o melhor candidato para ser o pai do meu bebê. Assim, parei de tomar a pílula e, logo que a gravidez foi confirmada, evitei encontrá-lo. Pretendia não lhe contar nada, e nunca esperei que se casasse comigo ou sustentasse meu filho. Se meu colega não tivesse anunciado o nas­cimento de Graham na televisão, você jamais saberia. Sei que não acredita em mim, mas esta é a verdade.
Demi viu que era sincera e lhe estendeu um lenço de papel.
— Acredito em você.
Ash sorriu, trêmula.
— Obrigada. Desta vez, fiquei 19 dias em cativeiro e pude pensar sobre minha carreira, minha vida e minha morte. Não sabia se sairia viva e imaginei o que aconteceria com Graham se eu não voltasse. Quando plane­jei o bebê, não pensei bem. As noites sem dormir. As questões de cuidar dele. Minha incapacidade. Sou mui­to boa como correspondente... uma das melhores. Mas ser mãe... estou muito longe de ser, pelo menos, boa. Cometo tantos erros com ele. O pior deles foi o de lhe negar a segurança de saber se a mãe voltará para casa.
— Mude de emprego — sugeriu Joseph. — Seja uma âncora.
Ashley balançou a cabeça.
— Não vou descansar até descobrir quem matou meu irmão. Isto significa que não posso prometer não voltar lá. E por isso quero que você... — Engasgou, então se recuperou. — Você sugeriu custódia conjunta. Mas a... acho que é melhor para... para Graham ficar com você de modo permanente.
Atônita, Demi observou Ashley tentar controlar suas emoções. Não conseguia se imaginar se afastando de Cody voluntariamente. Passou um braço pelos ombros de Ash.
— Todos cometemos erros, Ash, é parte do aprendi­zado de ser mãe ou pai.
Novas lágrimas rolaram.
— Estou feliz porque Graham vai ter você, mas acho melhor para ele não me ter chegando e partindo da vida dele e o confundindo. Aquela falha no serviço de babá... pesquisei por tanto tempo para encontrar a pessoa certa e pensei que ela fosse confiável. Mas e se isto acontecer de novo? É por esse motivo que quero... — Engoliu em seco. — Joseph, quero que tenha a total cus­tódia de Graham. Por favor.
— É claro. Se é isto que quer, ficarei com a custódia total. — Ele não hesitou. — Mas Demi está certa, todos erramos. Ela também me ensinou que todos precisamos estar ligados a alguém. Perdi esta conexão com meus pais, com Kevin e com Hank. E estupidamente acreditei que, se não me permitisse gostar de ninguém, não seria ferido ao perdê-los. Mas estava enganado. Qualquer tempo e qualquer quantidade de amor que der ao nosso filho será melhor do que negar sua presença na vida dele. Uma criança precisa de amor, de pessoas em sua vida a amando. Faremos o que quiser legalmente, Ash, mas saiba que minha porta estará sempre aberta. Pode visitar Graham quando quiser e pelo tempo que quiser. Odiaria vê-lo perder o amor da mãe e do avô.
O coração de Demi se dilatou com tanto orgulho que quase a sufocou. Lágrimas de alegria lhe surgiram nos olhos. Joseph compreendera, sabia o que significava abrir o coração. Estava aprendendo a ser tão generoso com as emoções como com o dinheiro. E, se podia amar o  filho, isto significava que talvez houvesse um lugar no coração dele para ela e Cody.
Ash acenou.
— Obrigada. Muito, muito obrigada. — Então se virou e saiu.
Demi sorriu para Joseph.
— Você fez tudo certo. Acaba de embarcar para uma viagem maravilhosa, e gostaria de acompanhá-lo enquanto percebe como é compensador dar amor. — Apro­ximou-se dele. — Amo você, Joseph. E, sim, me casarei com você e formarei uma família com você.
Ele a puxou para os braços e roçou os lábios nos dela.

— E eu farei tudo para que não se arrependa. Amo você, Demetria Lovato. E prometo ser o melhor marido e pai que puder.

AGORA QUERO MUITOS COMENTÁRIOS  PARA O EPÍLOGO.

CAPÍTULO 58 PENULTIMO

— Parabéns — disse Demi a Nikki ao fim do banquete.
Observar o rosto entusiasmado da jovem parecia um fim adequado para o dia turbulento de Demi, que incluíra o voo em um jato particular, uma viagem na limusine para um hotel luxuoso e, finalmente, a participação em um banquete suntuoso em seu maravilhoso vestido de noite.
Nikki sorriu, feliz.
— Obrigada. E obrigada aos dois por me darem uma oportunidade. Vou provar que não foi um erro.
A mão de Joseph tomou a cintura de Demi por trás. Ela sabia que era ele pela forma como seu corpo reagiu.
— Por nada.
Nikki se despediu e se juntou à mãe adotiva para sair do salão com os últimos convidados.
E, de repente, Demi ficou nervosa. Joseph esperaria que dormisse com ele, agora que a festa terminara? Ti­nha que admitir que estava tentada, apesar de ter se prometido que aquele fim de semana seria platônico. Ele fora tão atencioso, tratara-a como uma princesa. Cedeu à vontade de olhar dentro dos olhos dele. O fogo que viu lá fez seu pulso disparar.
— Foi gentil de sua parte pagar a Elle para cuidar de Cody e da garotinha de Nikki.
— Valeu cada centavo, se isto a trouxe aqui.
— Joseph. — Uma voz feminina surgiu atrás deles, e Demi se arrepiou.
Reconhecia aquela voz. Ashley.
Demi obrigou-se a se virar e se arrependeu. Mesmo em seu lindo vestido púrpura, jamais poderia competir com Ashley Greene, usando um pretinho básico. Pa­recia que participara do banquete.
— Posso falar com você?
E então Demi percebeu que os olhos dela estavam avermelhados, como se tivesse chorado.
— Vou ver como está Elle.

— Não. — Joseph não lhe soltou a mão. — Qualquer coisa que Ash tenha a me dizer será na sua presença. Agora você é parte da minha vida. Vamos.

VAMOS COMENTAR PARA O ULTIMO.

CAPÍTULO 57

— Obrigada.
— Com seu currículo e suas credenciais, conseguirá facilmente outro emprego. Mas tenho uma ideia me­lhor. — Mexeu os pés e pareceu inseguro, o que era iné­dito. — Case-se comigo.
Ela ficou sem fôlego.
— O quê?
— Quero você... e Cody de volta à minha vida. De maneira permanente.
Demi estudou o rosto do homem que amava com desespero e ficou tentada a dizer sim. Mas não podia.
— Joseph, não aceitarei nada menos do que um homem que me ame incondicionalmente. Você nos cortou... e cortou seu filho... de sua vida sem nenhum remorso.
Ele franziu a testa.
— Foi um erro. Acreditava honestamente que, se ten­tasse, poderia me impedir de gostar de você e dos meni­nos. Mas estava enganado. — Tomou-lhe as mãos e, por um momento, ela se perdeu no calor e na força das mãos dele. — Eu me apaixonei por você, Demi. Por seu sorriso, sua risada, suas sardas, mas, principalmente, pela ma­neira como abre o coração para quem precisar. Eu pre­ciso. Preciso de você. Minha casa é vazia sem você. E sou vazio sem você. E o trabalho... simplesmente não consegue preencher o vazio que você deixou.
As palavras eram perfeitas, mas Lucas lhe ensinara que precisava de mais. Precisava que as ações provas­sem o que se dizia.
— Não sei se acredito em você.
— Pedi a Ash custódia conjunta de Graham, e ela con­cordou. Quero fazer parte da vida dele, vê-lo crescer.
A esperança dela desapareceu.
— É por isto que me quer? Para ajudar a cuidar dele?
Ele pareceu chocado.
— Não. Sim. Os dois, acho. Mas não quero que cuide de crianças. Tenho sido um covarde emocional. Mas você... você ama sem medo. Quero que me ensine a ser assim. Quero que sejamos uma família de novo... a família que você criou. Minha vida é mais rica com você e os meninos nela.
A esperança renasceu. Queria tanto acreditar. Mas precisava de provas.
— Não sei, Joseph. Tudo me parece conveniente... demais.
— Você me ama?
Queria tanto poder mentir!
— Esta não é uma pergunta justa, e eu...
— Ama, Demi?
O olhar exigente a impediu de mentir.
— Sim. Mas isto não é apenas sobre mim. Tenho que pensar em Cody. Não sei se você pode ser o pai de que ele precisa.
Joseph recebeu a rejeição com estoicismo.
— Venha ao baile desta noite. Depois disto... provarei a você que posso ser o marido que merece e um bom pai para nossos meninos.

Nossos meninos. Engraçado como aquelas duas palavrinhas podiam brilhar com tanta promessa. Mas só o tempo diria.

Já tá me dando um nervoso com o final.

CAPÍTULO 56

Demi saiu e trancou a porta... não porque não confiasse nele, mas sim porque não confiava em si mesma.
Curiosa, ergueu a tampa da caixa e viu um vestido feito com um tecido fino e elástico em um púrpura profundo. Jogou-o na cama, despiu-se e o vestiu pela cabe­ça. Era sedoso junto à pele. Aproximou-se do espelho e piscou, surpreendida. Uau! O estilo sem mangas deixa­va seus braços nus, mas ninguém olharia para eles.
Era uma obra-prima, e quem o desenhara, um gênio. Transformava a figura média de Demi em uma ampulheta sensacional. O tecido caía dos ombros e formava um sexy decote em V entre os seios. Não decotado demais, mas chamava a atenção. Uma cintura alta acentuava suas cur­vas, depois ele caía até os tornozelos. O efeito geral era elegante, sexy e impressionante. Demi parecia uma está­tua grega, apenas melhor, e a cor fazia seu cabelo e sua pele brilharem.
Uma batida na porta a fez pular.
— Tudo bem aí dentro?
Joseph. Queria que a visse assim, talvez... Não, não a amaria por causa de um vestido. Correu para o closet, calçou sandálias prateadas de salto alto e abriu a porta.
Os olhos dele se arregalaram, os lábios se abriram, o peito subiu. Então o olhar passeou por ela dos pés à cabeça e de volta, as pupilas dilatadas.
— Você está incrível.
— Obrigada, o vestido é maravilhoso.
— Apenas destaca a mulher que o usa.
Os olhos se encontraram e se ligaram. Ela queria se jogar nos braços dele, arrastá-lo para sua cama. Mas não seria muito inteligente. Fazer amor com ele apenas aumentaria sua dor.
— E não há um zíper, mas valeu a tentativa.
— Um homem tem que fazer o que um homem tem que fazer. Venha para o banquete comigo, Demi. Por favor.
Dito daquela maneira, como poderia recusar?
— Está bem.
— Tenho outra coisa para você. — Tirou um envelope do bolso.
— O que é?
— Uma carta com firma reconhecida da professora que você substituiu. Ela declara que aceitou os avanços do mesmo homem que se aproximou de você. O filho mais velho dele foi aluno dela. Diz ainda que, quando engravidou de Dan não sei o que, ele a mandou fazer um aborto. Quando ela se recusou, ele ameaçou fazer com que fosse despedida. Então ela abandonou o emprego e se escondeu.
Demi olhou para ele, atônita.
— Como sabia que eu estava procurando por ela? E como a encontrou?
— Quando conversei com Elle, duas semanas atrás, ela disse que a demissão impedia que você encontrasse um emprego, então me contou que estava procurando sua antecessora na esperança de que ela a ajudasse a limpar seu nome. E a encontrei porque contrato apenas os melhores.
Talvez aquilo também fosse um elogio.
— Se você aprovar, na segunda-feira meu advogado levará uma cópia autenticada á escola e exigirá que eles lhe deem uma boa recomendação ou você entrará na justiça. Podemos até forçá-los a lhe devolver o emprego, se quiser.
— Não quero voltar para lá, não depois da forma como o diretor me tratou. Mas e esta professora?
— Ela me pediu para manter sua residência secreta. Escolheu ter e criar o filho, e prefere que o pai não a encontre e tente obter a custódia. Como você, não quer nada com um homem que rejeitou o filho.

Justiça. Sua reputação ficaria limpa de novo.

TÁ AÍ MAIS UM.
VOCÊS TÃO MUITO DEVAGAR COM OS COMENTÁRIOS SÓ VOU POSTAR O PRÓXIMO COM NO MINIMO 8 COMENTÁRIOS. 

CAPÍTULO 55

A batida na porta assustou Demi, e seu coração dispa­rou. Avisou a si mesma que não seria Joseph, que eram Elle e Cody voltando mais cedo para casa. Mas assar cookies de aveia a fez pensar mais ainda no homem que lhe partira o coração.
Abriu a porta e lá estava... Joseph. A respiração parou, e os joelhos enfraqueceram. Bebeu cada centímetro dele: o cabelo escuro, os olhos cor de avelã, a boca em um sorriso tenso. O corpo grande, bonito e musculoso em um terno preto, camisa branca e gravata vermelha. Só então viu a caixa grande que carregava.
Não, não conseguira esquecê-lo. Jamais conseguiria.
— Oi, Demi.
A voz a aqueceu.
— O qu... que está fazendo aqui?
— O banquete da bolsa de estudos é esta noite. Deve­ria estar lá, já que foi você que escolheu Nikki.
Demi combateu o desapontamento. O que esperava? Que ele dissesse que a amava e não podia viver sem ela? Não aconteceria, não com um homem tão vazio de emoções como ele.
— Mandei minha recusa.
— E eu me recuso a aceitá-la.
— É na Carolina do Sul, Joseph. Mesmo se quisesse ir, não tenho dinheiro e não posso deixar Cody.
— E por isto que vou levar você, Cody e Elle no meu avião para Charleston.
— Elle? O que ela sabe?
— Tudo, mas lhe pedi para me deixar fazer uma sur­presa, assim não brigue com ela.
O convite era tentador, mas não. O melhor era cortar tudo naquele momento.
— Joseph, esta não é uma boa ideia.
— Posso entrar? Ou vamos discutir isto no corredor, para a diversão dos vizinhos?
— Meus vizinhos cuidam de mim. — Mas abriu a por­ta e se afastou.
Ele entrou, e imediatamente seu pequeno apartamento pareceu menor.
— Estou sentindo cheiro de cookies de aveia?
— Sim. — E rudemente não lhe ofereceu um.
— Elle será sua acompanhante... se precisar de uma. Comprei-lhe um vestido para usar esta noite. Elle disse que púrpura é sua cor favorita.
Alguém ouviria um sermão muito bravo.
— Experimente. — Ele estendeu a caixa, e ela a ignorou.
— Joseph...
— Quero que conheça Nikki e veja como estava cer­ta sobre ela. E uma jovem impressionante, com muito potencial. Na verdade, me lembra você... pensa sem­pre primeiro nos outros.
O elogio a alegrou, mas Demi balançou a cabeça.
— Estou feliz por aprovar minha escolha, mas não posso ir.
— Elle nunca voou ou se hospedou num hotel. Reservei uma suíte para vocês três, e Elle está entusiasma­da. Não a desaponte.
Não era justo!
— Você joga pesado.
— Gosto de vencer. Vamos, até mesmo a ajudarei com o zíper.
A resistência começou a desaparecer.
— Acho que é melhor despindo mulheres do que as vestindo.
— Tenho talentos múltiplos, posso fazer as duas coi­sas. Deixe que lhe mostre. — As palavras foram acom­panhadas por um sorriso malicioso que lhe incendiou as boas intenções.
Demi suspirou.
— Dê-me o vestido.
Ele lhe entregou a caixa, e ela se afastou para o quar­to. Ele deu um passo.

— Você espera aqui.

Tá acabando..... 
Bom depois do almoço, acho que as 13:00 volto pra postar os ultimos capítulos . 
COMENTEM!!!  

CAPÍTULO 54

Joseph jogou o cartão de Demi sobre a escrivaninha. Queria telefonar e dizer a ela que não podia recusar. Escolhera a candidata e precisava ver tudo até o fim. Queria vê-la. E ver Cody. E Graham. Passara tempo demais pensando em cada um deles desde que haviam partido, mas especialmente em Demi. Sua risada. Sua generosidade. Sua capacidade de abrir o coração mes­mo quando tinha tudo a perder. As sardas que nunca tivera a oportunidade de contar.
Balançou a cabeça e estendeu a mão para o último relatório financeiro da Jonas Ltda., e os números o encheram de satisfação. Estava prestes a atingir seu ob­jetivo. Mas o vazio continuou. E agora que talvez fosse tarde demais, compreendeu que o vazio que sentia era causado pelo amor por Demetria Lovato.
O relatório caiu. Amor. Jurara que não permitiria que aquilo o atingisse, e agora amava. O que, diabos, faria? Afastar Demi não funcionava. Pensava nela dormindo ou acordado. Pegou o relatório que a conversa de Elle lhe instigara a pedir. Elle lhe contara que Demi não con­seguiria um emprego enquanto não limpasse seu nome e que ela passara semanas procurando a professora que substituíra, porque achava que a mulher tivera um pro­blema semelhante com o mesmo pai de aluno.
Tinha sido quase impossível localizar a professora, mas Joseph contratava apenas o melhor detetive, e o homem a achara. Escondera-se quando descobrira que estava grávida como resultado do caso que tivera com o mes­mo homem que assediara Demi. Era um influente doa­dor da escola, contara ao investigador, e tentara obrigá-la a fazer um aborto. Sua única escolha, já que queria seu bebê, fora fugir e se esconder.
Demi não mentira. Mas Joseph já sabia disso. A hones­tidade dela não era o problema, e sim a própria covardia. Sua tentativa de se manter em segurança não funcionara. Mesmo quando tentara não se importar, se importara. Sua mente lhe dizia que precisava de tempo para superar a saudade que sentia dos três, mas o coração sabia que era tarde demais. Afastar Demi e os meninos provocara um ferimento impossível de sarar, assim como a dor de per­der seus pais e Kevin jamais desaparecera.
Recostou-se na poltrona. Tinha que fazer as coisas darem certo e, para isto, precisava superar seu medo de amar e ser abandonado. Não sabia por onde começar. Demi lhe diria que começasse por seu filho. Graham. Criar o menino como Hank o criara não era uma opção. Não queria ser um estranho para o filho, como Hank fora para ele. E não queria afastar Graham da mãe. Ash podia ter outra prioridade, mas ele sabia que amava o menino. Ash viajava muito. Talvez pudesse convencê-la a deixar Graham com ele quando saísse da cidade, o que acontecia algumas semanas por mês. Não era mui­to, mas era um começo. Queria o filho em sua vida e, depois, procuraria Demi e Cody.

Porque não podia mais continuar sozinho.

Tá aí o primeiro de hoje se comentarem como ontem termino rapidinho essa  história.

sábado, 1 de março de 2014

CAPÍTULO 53

Demi ensaiou o sorriso para esconder de Elle sua frustração quando entrou no apartamento. Elle a olhou, de onde estava sentada, no chão, brincando com Cody. Ver os brinquedos a lembrou de Joseph, e o coração se apertou de novo. Os brinquedos e um canteiro de ervas para a janela da cozinha haviam chegado um dia de­pois que Joseph a demitira. Dentro da caixa havia um bilhete que dizia apenas “para substituir o que perdeu”.
Nada pessoal para ela, mas mandara brinquedos para Cody. E aquilo lhe dera esperanças. Por vinte dias, o coração disparava cada vez que o telefone tocava ou alguém batia à porta. Mas não recebera uma só palavra a mais de Joseph.
— Conseguiu encontrar aquela professora?
— Não, ela parece ter desaparecido da face da Terra.
Demi saíra da casa de Joseph três semanas antes e não conseguira outro emprego. Uma boa referência como babá não superava a demissão como professora. Precisava limpar seu nome, e para isto, tinha que encontrar a professora que substituíra na escola.
— O sr. Jonas telefonou.
— O que ele queria?
— Saber se você e Cody estão bem. Não deixou um número e disse que não precisava ligar de volta.
— Mais alguma coisa?
— Não, apenas conversamos sobre a escola, Cody e outras coisas, então ele disse que precisava desligar.
As esperanças de Demi desapareceram. Precisava parar de acreditar em milagres.
— Ah, e peguei sua correspondência.
Demi e Elle foram até a mesa da cozinha. Um pesado envelope creme estava sobre a pilha de anúncios. Demi o pegou e leu o nome do remetente: Jonas Ltda., Bisbee, Arizona.
Apreensiva, Demi abriu o envelope. Seria um convite de casamento dele com Ashley? Ficou com o estômago embrulhado. Então tirou um cartão luxuoso. A Jonas Ltda. a convidava para o banquete de entrega da Kevin Rivers Memorial Scholarship para Nikki Smith.

Joseph aceitara sua escolha, e aquilo a comoveu. Mas não poderia ir ao banquete em Charleston, Carolina do Sul, por mais que quisesse ver Joseph de novo. Com o coração pesado, tirou o cartão de resposta já endereçado e selado e recusou. Precisava continuar a vida, es­quecer Joseph Jonas e a magia que haviam feito.

AMANHÃ VOU POSTAR O RESTO DA MARATONA ATÉ O EPÍLOGO ACHO QUE VÃO SER MAIS OU MENOS 5 CAPÍTULOS ENTÃO COMENTEM BASTANTE!

CAPÍTULO 52

— Ah meu deus, ah meu deus, ah meu deus! Não acre­dito que venci! — A jovem pulou, então agarrou as mãos de sua garotinha de 2 anos na sala de estar do aparta­mento pobre e dançou com ela.
O comportamento dela e as risadas da criança fizeram Joseph se lembrar de Demi, Cody e Graham. Pas­sou a mão no peito, combatendo uma fisgada forte de dor no coração.
— Parabéns, Nikki, foi a melhor candidata entre mais de mil inscrições.
Demi escolhera bem. A jovem não era a típica esco­lha da Jonas Ltda., e Joseph admitiu que teria descartado o pedido assim que leu que Nikki engravidara aos 15 anos. Mas Demi vira seu potencial. Nikki continuara na escola e mantivera a média mais alta da turma. No ano anterior, se formara com louvor, apesar da filha e do emprego de meio período. No momento, ganhava um salário-mínimo, fazia apenas uma cadeira por se­mestre na faculdade local e visitava as escolas de ensi­no médio para ensinar adolescentes como evitar uma gravidez. Queria ser professora. Como Demi.
Nikki parou, e lágrimas de felicidade lhe desceram pelo rosto.
— Não faz ideia do quanto isto significa para mim. Serei um exemplo melhor para Leila e, quando me formar e tiver um emprego de verdade, serei capaz de tirar minha filha e minha mãe daqui.
Seu evidente amor pela filha lembrou Joseph de novo de Demi. Estendeu o convite luxuoso.
— O banquete de premiação será no dia 27. A Jonas Ltda. providenciará o voo para você e seus hóspedes.
O sorriso de Nikki desapareceu quando estudou o convite.
— O banquete é num sábado? E no Arizona? Não posso ir.
Joseph ficou sem fala. Olhou para Sarah, então de volta para Nikki.
— Nunca antes um candidato escolhido se recusou a participar da celebração. Vamos levar você e seus convidados num jato particular para o Arizona e hospedá-los num hotel cinco estrelas. Por nossa conta.
— Tudo isto é maravilhoso, sr. Jonas, como um sonho que se transforma em realidade para uma garota da Carolina do Sul como eu. Jamais andei de avião e nunca viajei, mas minha mãe tem medo de voar. Além disto, trabalho nos fins de semana. Minha patroa não pode me dispensar, e não tenho ninguém além de ma­mãe para cuidar de Leila todo fim de semana. Assim, por mais fantástica que seja esta oportunidade, se tiver que estar lá em pessoa para aceitar, então eu... talvez tenha... que recusar.
Desconfortável com a luta emocional da jovem, Joseph desviou o olhar. Queria dizer que a mulher não era mãe dela, que era paga para cuidar dela. Mas não disse. Aquela jovem estava disposta a sacrificar o próprio futuro e o da filha pelo bem de uma família que não era a dela. Como Demi. Maldição, tudo o lembra­va de Demi.
— O que sua patroa fará quando estiver na universi­dade em tempo integral?
— Oh, pretendo frequentar uma universidade local. Prometi a ela que continuaria a trabalhar nos fins de semana. Devo demais a ela. Deu um emprego a minha mãe quando meu pai nos deixou assim que fiz 16 anos. E foi ideia dela que eu me inscrevesse para sua bolsa de estudos. É como uma avó para mim.
Nikki abria seu coração para aqueles que não eram da família. Como Dem... Interrompeu o pensamento.
— Então teremos que trazer a cerimônia de premiação para você. Faremos os arranjos e voltaremos a en­trar em contato. — E talvez o trabalho o ajudasse a parar de pensar em Demi.
Quando voltaram ao carro alugado, Sarah se virou para ele.
— Sabe que há um remédio simples para o que o atormenta?
— Do que está falando?
— Ligue para Demi. Acho que ela gostaria de conhe­cer Nikki.
— Demi já fez a parte dela. E está enganada se pen­sou que alguma coisa me “atormenta”.
— Você age como um urso ferido há duas semanas e anda pelo escritório como um leão enjaulado. Tem bolsas sob os olhos, o que significa que não dorme bem, e está emagrecendo. Acho que metade dos ge­rentes quer socá-lo. E eu estou na fila, bem atrás deles. Olha para cada bebê que atravessa seu caminho como se estivesse procurando Graham ou Cody. Sente falta deles, admita.
Sarah estava certa. Joseph recuperara sua vida, sua paz, sua rotina, mas o vazio continuava. Alguma coisa estava faltando.
— Sinto falta mesmo, mas não há lugar para eles em minha vida.
— Tenho uma novidade para você, Joseph. A vida não é conveniente. É um caos, é complicada e exige compromisso. Acha que foi conveniente para Nikki ficar grávida quando era apenas uma criança? Acha que foi conveniente para a mãe dela apoiá-la quando o pai mandou Nikki se livrar do bebê ou deixar a casa dele? Acha que foi conveniente para Demi chegar do hospital com um recém-nascido e descobrir que o idiota do marido queria ser o único bebê no relacionamento?
— Demi lhe contou isto?
— É claro que não. Fui eu que percebi nas nossas conversas que o marido queria toda a atenção dela e, quando percebeu que não a teria, a abandonou.
— Maldito. Ela está melhor sem ele. E Demi, Cody e Graham estão melhores sem mim. Não sei nada sobre bebês, e minha ignorância pode lhes causar mal.
— Não é apenas a possibilidade de feri-los que o apa­vora. Tem medo de amá-los e perdê-los, como perdeu todo mundo. Não há garantias de finais felizes, Joseph. Mas se não permitir que Demi e os meninos façam par­te de sua vida, você os perderá... se é que já não os perdeu.
As palavras dela o congelaram.
— Eles me distrairão, a Jonas...
Ela bufou.
— Desde que o conheço, jamais recusou um desafio. Não fugiu sete anos atrás, quando o conselho da empresa o considerou inexperiente e exigiu que renunciasse ao cargo de presidente. Decidiu provar que esta­vam enganados e preparou um plano para dobrar o tamanho da Jonas Ltda. antes do aniversário de 50 anos. Achei que fosse louco, mas está prestes a conquistar esta vitória quase impossível. O que o faz pen­sar que não pode ser mais, ter mais? Quer morrer velho e solitário, como Hank? Ou preencher sua vida com as pessoas que ama?
— Hank não estava sozinho, tinha a mim.

— Ele o manteve longe e o tratou como um emprega­do, não um filho. O vencedor na vida não é o que morre mais rico, mas o que vive de maneira mais rica, o que não valoriza apenas o dinheiro, mas as coisas simples, como cookies de aveia, a risada de uma criança, a mão da pessoa amada na dele. Ligue para Demi, Joseph. Convide-a para o banquete. E talvez ela o ajude a ver a luz antes que seja tarde demais. Porque esta é minha última tentativa.

QUEREM MAIS?????

CAPÍTULO 51

— Demi?
A voz de Joseph chegou ao berçário, e o coração de Demi perdeu uma batida. Deixou de lado o livro que lia, observou Cody dormindo e desceu. Joseph a esperava ao pé da escada.
— Meu escritório.
Demi o seguiu, cheia de ansiedade. Ele já estaria sentindo falta de Graham? De Ash? E o que aconteceria com eles, com o casal que não eram? As férias dele estavam no fim, e voltaria para... onde? Não sabia. E não sabia o que esperar dele. Mas queria que precisasse dela, que soubesse que o amava, que sempre estaria lá para ele. Queria ensiná-lo a amar também. Descobrir que o amava a deixou ainda mais nervosa.
Joseph se sentou à escrivaninha, a expressão igual à do dia em que o conhecera. Não viu nos olhos dele nenhum traço da paixão que haviam partilhado apenas no dia anterior.
Sarah se levantou.
— Vou fazer café. — Lançou um olhar solidário a Demi enquanto saía, o que apenas aumentou sua inquietação.
— Ashley e Graham partiram?
— O pai dela os espera ansiosamente em Atlanta. — Estendeu a ela uma pasta que estava sobre a mesa.
Apreensiva, ela se aproximou e a pegou sem abri-la.
— Quando vai ver Graham de novo?
— Não vou.
— Mas...
— Não há um “mas”, Demi. Nada mudou. Sou pai de Graham apenas biologicamente. Ficará melhor com a mãe.
— Como pode dizer isto depois de conviver com ele?
— Facilmente. Não tenho lugar para um bebê na minha vida. Se abrir a pasta, verá que lhe fiz um pagamen­to de três meses e lhe dei uma carta de recomendação muito boa.
Dinheiro.
— É demais, só trabalhei duas semanas.
— Você mereceu, trabalhou 24 horas por dia. E agra­deço por cuidar de Graham. O carro que pedi para levar você e Cody para casa chegará dentro de uma hora.
Ela perdeu o fôlego com o choque.
— É isto, obrigado e adeus?
— Sim.
— Eu lhe disse que nossa associação existiria apenas enquanto estivesse no emprego.
— Sim, mas...
Então mordeu a língua. Precisava manter, pelo menos, o orgulho, embora seu coração estivesse se partin­do. Ele descartava-a como faria com qualquer empre­gado e pagava-lhe por “serviços prestados”. Sentiu-se barata e usada. E percebeu claramente que Joseph ja­mais a amaria, jamais permitiria que ela e Cody fizes­sem parte de sua vida. Tudo bem, ela e Cody mereciam mais, mereciam ser amados.

— Vou fazer as malas o mais depressa possível. — Segurou-se no que restava de seu orgulho e saiu do escri­tório, deixando para trás o homem que amava.

COMENTEM QUE AINDA TEM MAIS!!!!

CAPÍTULO 50

Joseph observou os portões se fecharem silenciosa­mente depois da passagem do carro que levava Ash e o filho dela para o aeroporto. Foi tomado por uma sensa­ção de inquietude e ansiedade. Alívio, apenas alívio. Não era mais responsável por Graham. As últimas 48 horas lhe provaram que não levava jeito para ser pai.
Se não fosse por Demi, Graham poderia ter morrido, como Mike. Demi. Outro fio solto. Assim que lidasse com ela, sua vida voltaria ao normal, e ele e Sarah po­deriam voar de volta para o Arizona com apenas dois dias de atraso.
Pensou em sua falta de reação ao ver Ash de novo... não sentira desejo por ela. Não a desejava há muito tempo, mesmo antes de descobrir que o traíra. Pudera esconder dele a gravidez porque passavam meses seguidos sem se encontrar, e nunca perdera o sono por causa dela. E jamais esperara que deixaria um bebê interferir em sua carreira.

Mas não interferira, não realmente. Deixara Graham com uma babá pouco confiável e partira para o exterior, para perseguir a carreira. A raiva o queimou. Se aconte­cesse de novo... Então o quê? Nada. Já decidira que não queria ser pai. Joseph mentalmente lavou as mãos do problema. Precisava ter sua vida de volta. Mas, primeiro, Demi. Por que estava ali, pensando em vez de resolver o problema? Era só fazer um cheque e provi­denciar para que ela e Cody fossem levados para casa. Simples.

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CAPÍTULO 49 E AVISO

Joseph abriu a porta da frente e uma loira alta se jogou em seus braços e o abraçou com força. As mãos dele lhe seguraram a cintura, sem abraçar, mas também sem a afastar. Demi não podia ver o rosto dele, saber o que esta­va sentindo. Suas inseguranças aumentaram. Joseph e Ashley tinham uma história e um filho para partilhar um futuro.
Ash finalmente se afastou. Parecia muito mais magra e pálida do que a mulher que Demi vira tantas vezes na televisão, mas nem um pouco menos bonita.
— Obrigada por me tirar de lá.
— Por nada.
— Papai pagará...
— Esqueça.
— Onde está Graham?
Os olhos muito verdes de Ash percorreram o vestíbulo e encontraram Demi e Graham. Demi deu um passo à frente, e Ash correu para encontrá-la. Graham se jogou nos braços da mãe, e Demi o soltou, deixando que ele levasse um pedaço de seu coração. Ash abraçou o filho e chorou. Demi sabia que era sincera, mas isto não compensava o que fizera a ele.
— Você cresceu, amendoim.
Demi queria brigar com Ash, a fúria exigia que a pu­nisse por viajar sem cuidar direito do filho precioso.
Mas não era a hora. Que a mulher tivesse um encontro pacífico com Graham. Talvez aquela experiência ensi­nasse a Ash o que poderia ter perdido se continuasse a fazer trabalhos perigosos.
O olhar de Demi se encontrou com o de Joseph, mas a expressão vazia não mostrava emoção nenhuma.
— Ashley, esta é Demi, a babá que tomou conta de Graham.
A babá. Sem menção ao relacionamento íntimo.
Demi se obrigou a sorrir.
— Graham é muito querido.
— Sim, sim, ele é. E obrigada.
— Seu filho passou momentos muito difíceis desde que você viajou. Venha ao escritório e lhe contarei tudo.

Os três saíram juntos, e um nó se formou na gargan­ta de Demi. Agora só havia uma pergunta: onde fica­vam Demi e Joseph?

OI, desculpem a demora, vocês sabem que eu estava doente e foi uma semana dificil, mas estou quase 100% e vou terminar essa história no máximo até amanhã pode ser até hoje mesmo já que estou em casa e não vou curtir o carnaval pra não ter perigo de adoecer novamente espero que comentem que logo logo terá uma novidade pra vocês.