quarta-feira, 23 de julho de 2014

CAPÍTULO 8 MARATONA E DIVULGAÇÃO

Demi estava com tanta raiva que tinha vontade de desaparecer. Como aquele homem se atrevia a pensar que ela tinha algum interesse nele, quando ela queria apenas ajudá-lo? Ao raspar os restos de comida dos pratos, pensou em uma dúzia de coisas que deveria ter dito a ele.
Quando ouviu a campainha tocar, ela gelou. Se fosse Virginia novamente, ela não tinha certeza se seria tão cordial como da última vez. Demi estava com raiva e sem paciência. Infeliz de quem cruzasse seu caminho.
Ao abrir a porta, ela viu Joe. Fechou-a de imediato, mas os reflexos rápidos prevaleceram e ele a segurou com a mão que estava boa.
- Desculpe-me – disse ele.
Aquela simples palavra dissipou um pouco a raiva. Ele parecia mesmo arrependido. E muito sedutor...
Só o fato de pensar isso, fez com que ela ficasse com raiva novamente. Dessa vez, consigo mesma.
- Tudo bem. Até logo - ela empurrou a porta mais uma vez.
Ele a manteve aberta.
- Deixe-me explicar. Sei que devo ter parecido um cafajeste.
-Pareceu mesmo! - ela cruzou os braços, achando que ia ouvir uma desculpa esfarrapada.
- Ninguém nunca diz nada, mas observo o que as pessoas fazem. Minha mãe fez o mesmo.
- Sua mãe fez o quê?
- Tentou encontrar um marido. Meu pai a abandonou e ela ficou comigo. Queria ajuda, um desejo natural... Pai e mãe são necessários para se cuidar de uma criança, não é?
- Existem vários pais solteiros por aí criando filhos muito bem - ela não ficaria ali ouvindo nenhuma palavra contra sua mãe.
- Eu sei. Mas seria muito melhor ter um parceiro para compartilhar as responsabilidades. Então, minha reação imediata ao saber que você está grávida foi pensar que estivesse à procura de marido.
- Eu tinha um marido. Ele morreu. Não preciso de outro.
- Você é jovem. Vai mudar de ideia. - Ela deu de ombros.
- Joe, Ok! Você está arrependido por tirar conclusões apressadas, baseado na experiência de sua mãe. Muito bem. Desculpas aceitas. Feche a porta depois de sair.
Demi voltou para a pequena cozinha, atônita pelas coincidências entre Joe e ela. Os dois foram criados por mães solteiras. Mas a dela não estava por aí atrás de um marido. Diana foi estudar, arrumou trabalho e pôde dar a Demi uma ótima infância. Elas não tiveram tantas coisas materiais, mas tinham o mais importante ... amor.
- Ah! Vamos dar uma trégua? - perguntou Joe.
A moça se virou.
- Achei que já tivesse ido embora.
- Pois é, mudei de ideia.
- Mas quanta insistência! Você já se desculpou, eu aceitei. Fim da história, ok?
- É mesmo? As mulheres não ficam remoendo as coisas por um bom tempo depois que elas acontecem?
- Mais uma de sua mãe?
- Namoradas, ao longo dos anos.
-Não sou sua namorada, nem planejo ser. Que homem atrevido! Só porque lhe preparei o jantar estava pensando essas tolices?
- Ótimo! Eu também não estou concorrendo ao cargo de marido.
- Então está tudo certo. Pode ir embora agora.
- Tudo bem. Mais uma vez obrigado pelo jantar. A gente se esbarra lá no terraço.
Seu tom sugeria que, se isso realmente acontecesse, ele a empurraria lá de cima.
- Talvez, sim. Às vezes, vou lá em cima. Preciso aproveitar, pois na minha nova casa não vou ter um espaço assim.
- Quando vai se mudar? Eu posso lhe ajudar.
- Tenho minha própria ajuda.
- Só estou tentando ser gentil - disse ele.
- Ou tentando se livrar de mim o quanto antes... Ainda estarei aqui por duas semanas.
Demi não acreditava que ele pensasse que ela estava interessada nele. Com esse tipo de comportamento, não causava estranheza o fato de não ser casado. Quem ia querer alguém assim?
Ele se virou e foi em direção à porta, parando ao abri-la:
- Obrigado pelo jantar. O pouco que comi estava muito bom.
- Não me culpe por isso. Se você não tivesse feito aquele comentário ridículo, poderia ter terminado a refeição.
- Você será um ótima professora, já tem postura e tudo o mais...
Joe despediu-se dela e partiu. Demi ficou ali parada, confusa. Sua raiva havia passado. Ela quase riu ao pensar no último comentário dele. Acabou de limpar a cozinha e pegou o telefone para ligar para a mãe.
- Olá, o que me conta de novo, filha? - perguntou Diana.
- Nada de mais. Eu queria ver o apartamento amanhã, se puder. Você levou a maioria dos móveis, não é? Vou precisar comprar o quê?
- A gente se encontra à tarde que tal? Temos de conversar sobre algumas coisas. Virginia me ligou.
- Ligou para falar sobre eu ir morar com eles?
- Ela disse que seria a melhor solução.
-  Mas que droga, mãe! Ela cismou em criar o bebê, como se eu quisesse partir e abandonar meu filho. Virginia tem de entender que eu amo esse bebezinho. Eu ainda não o peguei em meus braços, mas sei que o amarei para sempre. Não preciso entregá-lo para os avós.
 - Seja paciente com ela...
- Como, mãe? Ela está sempre vindo aqui! Quando me mudar para o outro apartamento, ela estará ainda mais perto, a alguns quarteirões apenas. Acho que vou falar para ela que estou saindo com alguém - resmungou.
- Como assim "saindo com alguém"?
- Ela me viu com um vizinho e tirou conclusões precipitadas. Se ela visse o Joe essa noite também... Nem sei o que ela diria! Ele acha que o mundo todo gira em tomo dele e que todas as mulheres no planeta querem se casar com ele - resmungou Demi.
Diana ficou em silêncio.
- Mãe?
- Quem é Joe?
- Um vizinho. Mora em um apartamento aqui em cima. Conheci hoje, lá no parque.
- Jovem e solteiro?
- Claro! E posso garantir que ele planeja continuar desse jeito. Ele achou que só porque fiz o jantar, eu estava atrás dele. Ainda mais quando soube da minha gravidez.
Diana insistiu em saber a história completa. Demi se complicou um pouco ao contar a novidade. Confessar as idas ao parque para observar Joe seria ridículo.
- Você não acha que eu deveria ficar em casa e não sair por um tempo? Talvez não esteja guardando o luto de Zac como devesse.
- Em relação a isso, cada um tem seu jeito. Não sei se existe uma maneira certa.
- Você lamentou a partida do meu pai? - perguntou Demi.
- De certo modo. Mas acho que estava com tanta raiva dele e tão assustada, que foi mais pela perda do estilo de vida, que achei que teríamos, do que por qualquer outra coisa.
- É assim que me sinto às vezes. Que nem chegamos a ter uma vida juntos. Namoramos firme durante a escola e logo depois ele foi para o Exército. Ele não era o mesmo quando chegou em fevereiro.
- Quando as pessoas amadurecem, cada um é a seu modo. Ele foi para um lado e você para outro.
- Você disse que deveríamos ter esperado. Talvez sim. Talvez não. Ninguém esperava a morte dele.
- Decida seu o futuro, em vez de perder tempo lamentando o passado - disse Diana. - E esse futuro inclui se apaixonar de novo.
- Mas se isso acontecer, ele vai ter de arrumar um emprego menos perigoso. Não quero outro marido morto.
- Hum, parece uma boa ideia! O que o seu vizinho faz?
- Ele é bombeiro. Quebrou o braço tentando apagar um incêndio na semana passada.
 - Então ele não está na sua lista.
- Mãe, não estou procurando alguém nesse momento. Já me bastam o bebê e a faculdade.
- Encontraremos você no apartamento amanhã à tarde e decidiremos o que você precisa para seguir em frente. Ainda quer comprar as coisas para o bebê na semana que vem?
- Gostaria de ver o que há de bom por aí. Mas não diga nada a Virgínia, ela quer comprar tudo. Sei que ela é avó, mas ela nunca foi próxima a mim e eu não vejo isso como uma razão para se aproximar dela.
- Tenha um pouco de paciência. Você é o último elo dela com Zac até o nascimento do bebê.
- Creio que sim. O que você e Edie farão hoje à noite?
-Estamos nos preparando para jantar e então, hum, não sei. Com certeza, encontraremos algo para fazer... He, he, he.
Demi riu.
- Certo, mãe! Não precisa falar mais nada. Ainda sou a criança da casa!
- Querida, você cresceu rápido. Mas alguns assuntos ainda são proibidos para os ouvidos da minha menininha.
Demi desligou poucos minutos depois feliz pela empolgação na voz da mãe. Em seguida, porém, ela foi tomada por um sentimento de solidão. Tinha amigos para os quais podia telefonar, porém não era a mesma coisa. Miley estava grávida, mas casada e feliz. Selena era ótima, porém não sofria de solidão ou de falta de namorados.
Será que ela era a única pessoa na cidade em casa e sozinha?
Não, havia pelo menos mais alguém: o homem arrogante no 5C que não queria se casar.

Animada com esse pensamento, ela foi para o banheiro. Uma banheira de água quente seria o ideal para relaxar antes de dormir.

divulgação:
Staying Strong Adoro esse blog.

Ainda estou na casa do meu avô talvez até amanhã, espero que na sexta eu possa voltar pra minha casa, então estou aproveitando um momento rápido de desocupação do trabalho e estou postando esse pra vocês, mais tarde se tiver comentários posto mais outro e no fim de semana se eu já estiver na minha casa com internet posto uma maratona completa sem interrupções.   

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