quinta-feira, 8 de agosto de 2013

CAPÍTULO 29 E SINAL DE VIDA


O furacão foi chamado de "Helen" e era devastador. As ondas erguiam-se a mais de cinco metros de altura, arrebentando na praia e subindo para o vilarejo. Era como se a natureza punisse aqueles que ousavam viver tão perto do oceano.
Demi admirava aquela força, mas sabia que seria diferente se não estivesse segura no castelo. A chuva estava cada vez mais forte e a previsão era de que iria piorar. Assim, não desviava a atenção das notícias do rádio. As portas e janelas balançavam com o vento. Os vidros tinham sido reforçados e protegidos. Do lado de fora, sacos de areia alinhavam-se junto às portas do salão. Do lado de dentro, Demi havia colocado toalhas para absorver a água que o vento jogava por baixo das portas. Aquele era o único lugar da casa que os preocupava.
Kelly via tevê e brincava com as bonecas, enquanto Joseph percorria a casa, checando tudo, verificando o telhado para garantir que não haveria vazamentos.
Demi entrou no quarto amarelo, sem acender as luzes, e como a energia já tivesse ameaçado acabar várias vezes, acendeu a lanterna. Olhando pela janela, observou a cidade deserta. A última balsa partira no dia anterior, levando todos, exceto os policiais.
Um relâmpago clareou o céu, iluminando a cidadezinha abaixo. Meu Deus, pensou Demi.
— Joseph! — chamou. — Venha depressa. Ele entrou correndo no quarto.
— Não devia ficar perto da janela — disse, aproximando-se. — Não está protegida.
Ela ainda olhava atentamente para a vila.
— O vento vem do outro lado — observou, olhando-o por cima do ombro. — Mas ainda há gente lá embaixo.
— O quê? — Ele correu para a janela.
— A cidade está inundada. Quando o relâmpago clareou tudo, vi os policiais tentando colocá-los em segurança. — Ela apontou, mas não era possível ver nada no escuro. — Precisamos fazer alguma coisa.
— Pensei que todos tivessem ido para o continente.
A cada furacão, durante os últimos cinco anos, a ilha era completamente evacuada, com exceção dos policiais. E dele próprio. Joseph não podia ficar de braços cruzados, na segurança do castelo, vendo-os lutar contra a tormenta. Tirando do bolso o rádio que usava para se comunicar com Dewey, explicou-lhe a situação.
— Pegue a picape. Ainda tem aquele rádio para comunicar-se com a polícia?
— Sim. E ouvi que a casa da sra. Demmer está debaixo d'água, e a enchente já chegou à rua Magnólia.
— Então precisamos ser rápidos. Chame os policiais.
— Certo. Vou buscá-los.
Joseph guardou o rádio e virou-se para Demi.
— Venha. Precisamos de travesseiros e cobertores. — Ele saiu do quarto, caminhando para a escada. — E alguns medicamentos. Faça café, também. — Ele parou, virando-se para fitá-la. — Ainda temos comida para mais uns dias?
— Sim, e posso fazer com que dure bastante.
— Que bom. Não tenho idéia de quantas pessoas estão lá. — Ele continuou a descer a escada. — Eu me sinto um tolo por não ter pensado nisso.
— Nem poderia. Pensávamos que todos tivessem partido.
— Isto aqui vai ficar uma confusão por uns dois dias.
— Querido, você nunca teve que manter um bode na sua cozinha, tentando evitar que comesse as melhores toalhas de mesa de sua mãe.
Demi passou por ele, dirigindo-se para a cozinha. Ele riu, baixinho.
— Um bode, Demi? O que o pessoal dos concursos diria, se soubessem?
— Acho que pegariam de volta as minhas coroas. — Ela parou, virando-se e beijando-o na boca. — E acha que eu me importaria?
Ele sorriu, dando um tapinha nas nádegas firmes. Ela olhou-o intensamente antes de entrar na cozinha, acendendo as luzes.
— Há cobertores e travesseiros no armário lá em cima. E mais alguns no meu quarto.
— Talvez haja mais alguns na biblioteca — disse Demi, começando a fazer sanduíches.
Joseph foi buscar lanternas e velas. Não tinha coragem de dizer a ela que quando as pessoas chegassem cuidaria delas sozinha.


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Olá, só passando aqui pra dizer que ainda estou viva, (quem perguntou?), essa semana estou extremamente apertada teve volta as aulas, horas extras no trabalho cursos, academia e tava organizando minha festa de aniversário que vai ser nesse domingo acabou não dando tempo de entrar aqui e postar, sei que tá pequeno e peço desculpa mas falta pouco ó 3 capítulos e o epílogo e vou postar todos no sábado, que tal? vou esperar a resposta de vocês  já que ni domingo vou me esbaldar e ficar fora de orbita ;) , aiai só isso gente comentem!  

domingo, 4 de agosto de 2013

CAPÍTULO 28 E DIVULGAÇÃO

A conversa daquela noite não aconteceu. A tempestade foi ficando cada vez pior e havia muito que fazer. Vestindo jeans e camiseta, Demi ajudou Dewey e Joseph a proteger o pátio e os estábulos. Dewey já rebocara o carro para a garagem, insistindo que iria consertá-lo, já que era responsável por sua manutenção.
Joseph alimentou os cavalos e abrigou-os nas cocheiras, reforçando as portas. Tinham sorte, já que a casa e as demais construções ficavam no alto da colina, e a enchente não poderia alcançá-las. Mas quando Joseph disse a Demi para arrumar uma mala, já que ela e Kelly partiriam na próxima balsa, ela fingiu não ouvir. Não partiria sem ele, de jeito nenhum.
E ele não iria.
Assim, ela se preparou para enfrentar a tempestade. Já tinha colocado lanternas e velas por toda a casa. Embora Joseph tivesse um gerador, no caso de a luz acabar, achava melhor estar prevenida.
O furacão ainda não estava perto, mas já podiam sentir seus efeitos. Kelly tinha sua própria lanterna, e Demi precisava insistir para que a desligasse, ou acabaria sem pilhas. Por fim, colocou-a sobre a geladeira.
Ao voltarem para dentro de casa, Kelly assistia a um vídeo, com Serabi no colo, e nem prestou atenção neles. Demi pendurou os casacos molhados e preparou um bule de café.
— Quero que pegue a próxima balsa e saia da ilha. Fique num hotel.
— Não há mais quartos de hotel disponíveis. Todos estão saindo da ilha. — E virando-se para ele, perguntou: — Você irá conosco?
— É claro que não.
— Então, esqueça.
— Demi, você precisa sair daqui.
— Não vou deixá-lo sozinho, Joseph.
— Sou bem crescido.
O olhar dela percorreu-o dos pés à cabeça.
— Eu sei. Mas não vou assim mesmo.
— Vai, sim! Eu já disse.
Ela cruzou os braços o enfrentou-o.
— Então me obrigue.
— Que droga, Demi. Será que não vê o perigo?
— Não grite comigo, Jonas. Se Kelly e eu formos, você e Dewey terão que ir conosco.
— De jeito nenhum. — Ele pegou o telefone e discou. — Nem que eu tenha de amarrá-las e colocá-las no barco, irão para um lugar seguro.
— Estamos seguras aqui. Muito mais do que dirigindo nessa chuva para encontrar um hotel. E com certeza mais seguras do que o resto da ilha.
Joseph falava com os policiais responsáveis pela balsa, perguntando quando partiria a próxima, e quase gritou com o homem, pedido desculpas em seguida.
— Conseguiu o que queria. Não há mais balsas.
— Não me admira. Olhe a água.
Joseph olhou pela janela. As ondas enormes batiam no cais, e o vento soprava cada vez mais forte.
— Você fez de propósito. Discutiu comigo, inventou coisas para fazer, até que fosse tarde demais.
Ela deu de ombros, disfarçando um sorriso. Ele franziu a testa, muito sério.
Demi foi até ele e abraçou-o pela cintura.
— Estou exatamente onde quero estar, Joseph. Se estivéssemos separados, você passaria o tempo todo sem saber se Kelly e eu estaríamos a salvo.
— Acho que tem razão — admitiu, sem sorrir.
— E, além disso — continuou ela, sorrindo ao ver que continuava sério —, ainda temos muitos quartos para percorrer.
Ele sorriu.
— E eu adoro tempestades.
— É mesmo?
— Os trovões abafam meus gritos quando você faz… você sabe o quê…
— Oh, Demi — ele gemeu, beijando-a e deslizando as mãos sob a camiseta.
Ela puxou-o para mais perto.
— Já é hora de ir para a cama? — sussurrou ele.
— Falta pouco.
— Que droga!
Demi riu, e quando Kelly chamou, os dois se separaram. Joseph deu um passo para trás, encostando-se no balcão.
— É melhor ir ver o que está acontecendo.
— Já estou vendo — respondeu Demi, com um sorriso malicioso, saindo para atender à menina.
Joseph também sorriu, imaginando como tinha conseguido viver sem aquela mulher até então.
Na enorme cama da torre, Joseph a penetrava, cada investida levando-a para mais perto do clímax. Ele fitava o rosto perfeito, observando cada reação.
Lá fora a tempestade rugia. Dentro do quarto, a paixão era avassaladora.
Demi forçou os calcanhares contra o colchão, erguendo-se para recebê-lo, num ritmo intenso, perfeito. Logo o êxtase refletia-se no rosto dela, e Joseph também atingiu o clímax, abraçado a ela, os músculos femininos prendendo-o. Nunca havia se sentido tão vulnerável. Nem tão poderoso.
Demi estremeceu de prazer, entregue às sensações deliciosas e à felicidade que inundava sua alma.
— Oh, Joseph — gemeu, passando as pernas à volta dele.
Ela beijou o pescoço, o rosto marcado, enquanto a paixão lentamente se acalmava, trazendo-os de volta á terra. Nenhum deles falou. Nem saberiam que palavras usar.
Mas Demi admitiu, em silêncio, que estava loucamente apaixonada por ele. A fera terna e gentil, o príncipe ferido. E tinha medo de sofrer de novo. Porque, se isso acontecesse, sabia que, dessa vez, nunca mais se recuperaria.                               

DIVULGAÇÃO:


Da minha querida Iza Morais


Oi meninas postei mais um, vou tentar terminar de postar essa história ainda essa semana, mas não vou prometer já que amanhã começam as aulas e já sabem né, e também estou preparando a festa do meu aniversário que será domingo dia 11 e por coincidência dia dos pais também não sei como vou me virar mais vai dar certo, só isso espero que comentem. 








sábado, 3 de agosto de 2013

CAPÍTULO 27

O vento batia no casaco de Demi, e embora a chuva tivesse estiado um pouco, não havia sinal de que o tempo iria melhorar.
— Venha conosco — convidou Demi.
— Vão vocês duas. Assim podem fazer um programa de mulheres.
— Por favor, papai — pediu Kelly, sentada no banco do passageiro.
Demi colocou a mão no braço da menina, interrompendo os pedidos. Tentava entender a apreensão de Joseph. Fazia cerca de uma semana que viviam fora das sombras. Mas estar com outras pessoas era um passo que Joseph ainda hesitava em dar. Por enquanto. Os moradores da cidade não foram receptivos desde o início e, para eles, Joseph ainda era a fera escondida no castelo. Ainda comentavam sobre ele e precisariam de algum tempo para se acostumar.
— Está bem — disse ela. — Não vamos demorar.
— Quero ir — disse ele, baixinho. — Mas não com Kelly por perto. Não sei o que faria se ela ouvisse os comentários que fazem sobre mim.
— Nem eu — concordou Demi, com os lábios apertados. Ele segurou o queixo delicado, adorando o modo como estava sempre pronta para defender Kelly e a ele.
— Quer dizer que não pretende aparecer para outras pessoas, só para Kelly e para mim?
— Não posso. Ainda não.
— Isto não pode durar para sempre, Joseph. Haverá reuniões de pais na escola, aulas de balé, festinhas… Vai negar a Kelly e a si mesmo uma vida normal por causa dos outros?
— Não. Mas preciso de tempo. Ela suspirou, tentando controlar-se.
— Está bem. Vou tentar entender. — Ela olhou para a menina que não estava interessada nos adultos e brincava com os botões do painel, antes de fitar Joseph novamente. — Eu me preocupo com vocês — disse baixinho, e ele sorriu. — Quero que sejam felizes, e esconder-se não será bom para Kelly.
— E para você?
— Também.
Joseph respirou fundo. Sabia que isso iria acontecer. Mas não queria discutir o assunto naquele momento.
— Podemos conversar hoje à noite, está bem?
— Ótimo.
Joseph gostou da determinação que viu nos olhos castanhos, quando Demi ergueu o queixo, balançando o rabo-de-cavalo. Mas não se arriscaria a fazer um papel ridículo na rua principal. Quanto ao futuro, pensou, não podia prever o que aconteceria. Mas tinha certeza de que ela roubara mais do que o seu coração. E queria que esse sentimento durasse para sempre, sem interferência do mundo exterior. Tendo ao redor apenas ela, Kelly e Dewey.
— Hoje à noite — disse, inclinando-se para beijá-la. Kelly riu e Joseph piscou para ela. A menina o aceitou, e também o relacionamento com Demi, com toda naturalidade. Eram uma família, Demi era sua namorada, e todas as manhãs, quando acordava com ela em seus braços, experimentava um sentimento de paz e realização que jamais imaginou ser possível. Não deixaria que nada ameaçasse essa felicidade. Nunca.
— É melhor irem antes que a chuva comece outra vez. — Mais uma vez beijou a filha, dando a volta no carro junto com Demi.
Ela sentou-se atrás da direção e colocou o cinto, checando o cinto de Kelly.
— Volte logo — sussurrou, ao beijá-la nos lábios.
— Não vamos demorar mais do que uma hora.
Demi ia buscar ovos e leite, e algumas guloseimas para manter Kelly entretida durante as próximas chuvas. A mercearia não podia entregar nada naquele dia, e estava ansiosa para sair um pouco. Não que se cansasse de estar com Joseph, dormir com ele, fazer amor…
A cada manhã, ia para o próprio quarto, antes de Kelly acordar, e embora ele tivesse protestado, não queria ver a menina fazendo perguntas que não poderia responder. Além disso, Joseph nunca disse que desejava que o relacionamento fosse duradouro. Nem ela poderia insistir, perguntando se ele queria se casar. Ou mesmo perguntar se a amava ou se via nela apenas uma amante, que também cuidava bem de Kelly. Era melhor parar de pensar naquilo, ou ficaria maluca.
Joseph deu um passo para trás e Demi fechou o vidro, dando a partida. Da primeira vez o motor falhou, mas logo em seguida pegou e ela afastou-se na direção dos portões. Parecia que estava saindo de um mundo e entrando em outro. Saindo do castelo e entrando na terra dos súditos, pensou, sorrindo sozinha.
Olhando pelo retrovisor, viu que Joseph acenava e fez o mesmo. Então ligou o rádio.
Nos últimos dias, Demi aprendeu muito sobre Joseph. Além de um amante fantástico, pai carinhoso e atento, era um homem de negócios muito bem-sucedido. Embora soubesse que tinha algumas empresas de informática, que dirigia de casa, não imaginava que ele mesmo, tivesse criado os softwares. Programas de segurança, jogos, antivírus. Não havia nada que não pudesse criar, decidiu, depois de vê-lo trabalhando. Tinha ganhado uma fortuna, sem sair de casa.
Estavam entrando no estacionamento do supermercado quando a música do rádio parou. Demi franziu a testa quando ouviu a interrupção para uma notícia urgente. A tempestade tropical na costa da Flórida tinha se transformado num furacão e vinha na direção da ilha.
Joseph afastou a cortina, olhando a escuridão que cobria a ilha. O vento soprava furiosamente, mas havia pouca chuva. Mas ela viria, e forte, pensou, imaginando por que Demi ainda não chegado. Já fazia muito tempo que tinham saído.
Tentara ligar para ela no celular, mas estava na caixa postal. Como sempre acontecia, pensou, decidindo que realmente os celulares eram algo que ele não conseguia entender.
Estava impaciente para vê-las em casa, seguras, e já havia discado o número da polícia, sem resultado. A linha estava ocupada, e com o furacão a caminho não iriam procurar uma mulher e uma criança perdidas. Sem pensar duas vezes, Joseph pegou um casaco e saiu, pedindo a Dewey que lhe emprestasse a picape. Entregando-lhe a chave, Dewey ofereceu-se para acompanhá-lo, mas Joseph recusou, pedindo-lhe que cuidasse da proteção da casa.
Minutos depois dirigia pela estrada principal, numa velocidade excessiva, a chuva batendo forte no teto e no pára-brisa. Acendendo os faróis, tentou enxergar na escuridão. Areia e lama já tinham atolado alguns carros, e ele imaginou se aquilo teria acontecido com Demi.
Então ele as viu. Aliviado, parou e desceu. Acima do ruído da chuva e do motor ouviu alguém cantando e aproximou-se da janela.
Demi abaixou o vidro, surpresa.
— Joseph!
O choque no rosto dela revelava que nunca imaginou que saísse do castelo para resgatá-la. Inclinando-se, beijou-a.
— Graças a Deus!
— Olá, papai.
— Vocês estão bem? — Ele abriu a porta do carro e fechou o vidro.
— Sim. O motor morreu e parou de vez — explicou ela, saindo e pegando Kelly. — Tentei ligar do celular, mas a bateria acabou.
Joseph tirou Kelly dos braços dela, ajudando-as a entrar na picape aquecida, antes de voltar ao carro para pegar os pacotes.
— Puxa, Demi — resmungou, arrumando os pacotes no chão, à volta dos pés deles. — Precisava de tudo isso?
— Ouvi a notícia sobre o furacão e achei melhor nós estarmos preparados.
Nós, pensou ele. Será que ela também pensava neles como uma família?
— Talvez não chegue até aqui, como da última vez. — Furações eram um pesadelo para quem vivia no litoral, mas eram terríveis para quem morava na ilha. Era o preço da solidão e da linda paisagem, pensou ele.
Depois de fechar o carro, entrou na picape e olhou para as duas. Não queria nem pensar no que faria se algo acontecesse a elas. De repente, Kelly atirou-se em seus braços.
— Eu sabia que viria nos buscar, papai.
Ele abraçou-a, olhando para Demi. O sorriso dela era cheio de ternura.
— Você saiu de casa por nossa causa. — Demi ainda estava surpresa.
— Não podia deixar minhas garotas enfrentarem a tempestade sozinhas.
Ela estendeu a mão, acariciando os cabelos molhados. Estava orgulhosa dele, mas não precisava dizer. Ele sabia. Tinha dado mais um passo na direção do mundo exterior.
Segurando a mão dela, Joseph beijou-a carinhosamente.
— Serabi está bem, papai?
Joseph soltou a mão de Demi e sorriu para a filha. Só mesmo uma criança ficaria tão alheia ao perigo.
— Estava dormindo perto do fogo quando saí — respondeu, dirigindo para casa.
— Acho que vamos ter uma noite de chocolate quente, pipocas e desenhos animados — disse Demi, enquanto Kelly batia palmas, sentada entre os dois adultos.


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Tá acabando gente , alguém perguntou se ainda vai ter HOT , não vai ter capítulo completamente hot, mais Joe estava anos sem mulher nenhuma,então.... bom espero que gostem e comentem.  

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

CAPÍTULO 26 E DIVULGAÇÃO

Joseph mexeu os ovos na frigideira, assobiando.
— Que bom humor! Imagino o que provocou isso!
Ele sorriu, olhando-a de lado e adorando o sorriso sensual. Demi o provocava desde o amanhecer, e depois da noite anterior estava surpreso ao ver como tinha energia para acordar tão cedo.
— Posso levá-la para cima e mostrar, se quiser.
— Para cima? Mas há pelo menos uns vinte quartos que ainda não visitamos. — Demi sorriu, o corpo antecipando o prazer do toque dele.
— Vinte é pouco — retrucou ele, com um olhar cheio de segundas intenções na direção da mesa.
Demi achou a idéia perfeita.
— Além de sugerir essas coisas — provocou —, quais são seus planos para hoje?
— Além de olhar para você?
— Puxa, que elogio!
Joseph levou a frigideira até a mesa e colocou os ovos numa tigela. Então levou a frigideira e todos os utensílios que usou para a pia, lavou-os e enxugou-os, guardando tudo. Demi piscou, surpresa, e quando ele fechou a porta do armário percebeu a expressão dela.
— O que foi? — perguntou, olhando para o jeans e os pés nus para ver se estavam respingados de ovo.
— Um homem que arruma a cozinha. Espere até minhas irmãs saberem disso.
Ele fez uma careta.
— Vivi sozinho por muito tempo. Se não o fizesse, ninguém faria.
— Continue assim, Jonas. Gosto de homens que sabem que seu lugar é com uma esponja de lavar louça na mão.
Ele riu, agarrando-a por trás quando passava com um prato de bacon. Ela colocou o prato sobre a mesa, e ele enterrou o rosto no pescoço macio.
— Você cheira tão bem.
— Deve ser a gordura do bacon. Dá um toque de mistério. Ele riu, virando-a e beijando-a bem devagar.
O corpo de Demi reagiu de imediato e ela puxou-o, acariciando o peito largo coberto pela camiseta azul. Ao afastar-se estava sem fôlego, e meio zonza de desejo, e afastou os cabelos dele da testa.
— Se quiser, posso cortar seus cabelos.
— Não gosta do estilo pirata? — provocou ele.
— É bonito demais para se esconder atrás dos cabelos. Ele sorriu. Toda vez que ela dizia que era bonito, queria acreditar.
— Hoje à noite, então. — Ele beijou-a de leve, e afastaram-se para preparar o café.
Mastigando uma fatia de bacon, Joseph colocou pão na torradeira, enquanto Demi pegava pratos e talheres no armário, arrumando quatro lugares. Dewey aparecia toda manhã para tomar café, mas Kelly ainda ia dormir pelo menos mais uma hora. Joseph abriu a geladeira para pegar a manteiga, e ao fechá-la viu Demi imóvel, fitando a porta. Franzindo a testa, acompanhou o olhar dela.
Kelly estava parada ali, os cabelos despenteados pelo sono, o ursinho pendurado numa das mãos. O pânico o envolveu. Oh, Deus! Ela veria as cicatrizes.
O olhar dele voltou-se para Demi, e ela reconheceu o pedido de socorro. Uma coisa era ela aceitá-lo, sem restrições. Mas uma criança de quatro anos era diferente.
— Bom dia, Kelly — disse Demi, e só Joseph notou o tremor na voz.
Ela estendeu a mão, detendo-o onde estava, ao perceber que ia dar as costas à filha.
Kelly esfregou os olhos e bocejou.
— Bom dia, srta. Demi. Bom dia, papai. — Ela subiu na cadeira, colocando o urso na cadeira ao lado, olhando para os adultos. — Vai tomar café conosco, papai?
Kelly o olhava, ansiosa. Cheia de inocência e confiança. Sem medo.
Joseph pigarreou antes de conseguir falar:
— Vou, princesa.
— Que bom — disse Kelly, pegando uma fatia de bacon e começando a comer, enquanto Demi se inclinava sobre o balcão para lhe servir suco.
Demi olhou para Joseph, que parecia congelado, fitando a filha com os olhos cheios de lágrimas. Esquecendo a jarra, aproximou-se. Joseph não tirava os olhos de Kelly.
— Ela nem notou — disse, num tom rouco. Demi sorriu.
— Mais uma mulher que você subestimou, não é? — provocou, acariciando o rosto dele com a ponta dos dedos.
— Sim. — Ele riu, segurando-lhe a mão, e Demi sentiu o coração se encher de alegria.
Joseph virou-se para Kelly, mas Demi colocou a mão no braço forte.
— Vá com calma.
Ele assentiu, sem querer assustá-la, e quando a torrada saltou, virou-se para o balcão para cobri-la de manteiga.
— Gosta de geléia, Kelly? A menina riu, feliz.
— Amora é minha favorita.
— Sei — disse Demi. — Ontem era uva, anteontem, pêssego. — Ela beijou a menina no rosto, enquanto Joseph colocava o prato na frente da filha. Então, sentou-se ao lado de Demi, vendo a filha tomar o café da manhã.
O dia não poderia ser melhor.



DIVULGANDO:

Particularmente amo essas duas fics deem uma olhada.
Bom sei que demorei mas gente minha vida não anda ela corre ou melhor voa, agora que as férias estão acabando é que vai virar uma loucura, ontem não postei porque foi aniversário da minha melhor amiga quase irmã, e não poderia faltar, estou postando hoje, e amanhã vou sair pra comemorar o aniversário de uma outra amiga e pelo jeito só vou chegar pela manhã de domingo então.... mas vou postar sábado e domingo.
Comentem!