sábado, 6 de julho de 2013

CAPÍTULO 43 FINAL

A casa estava silenciosa quando eles retornaram. Demi respirou fundo do lado de fora do escritório de Joseph, e abriu a porta. Ele estava junto à janela, as mãos nos bolsos, cada linha do corpo tensa. Ela notou uma garrafa de uísque sobre a mesa e um copo vazio. Então ele virou-se, e Demi quase estremeceu diante da expressão no rosto dele. Os olhos de Joseph estavam vermelhos, e então ela soube que havia infinitamente mais entre eles do que apenas a série de eventos que os uniram.
Joseph viu Demi parada ali, num vestido branco e descalça, os cabelos soltos. Era uma miragem. Só podia ser. Ela parecia um anjo. Não podia ser real.
E então ela estava se aproximando, colocando-se na ponta dos pés, rodeando seu  pescoço e dizendo:
Perdoe-me por ter ido embora... mas eu estava com medo... com medo de que tudo que você sentia fosse culpa e um dever de me dar liberdade... Eu queria que você saísse e me segurasse, me pedindo para ficar, e, quando isso não aconteceu... Ela meneou a cabeça, os olhos lacrimejando. Eu não sou livre sem você, Joseph. Você é minha liberdade.
Era real, pensou Joseph. Ela voltou vestida de branco, para fazê-lo acreditar.
Oh, Demi. Ele a abraçou apertado, as palavras soando abafadas contra o pescoço dela enquanto ele a beijava e falava ao mesmo tempo: Eu só não tentei impedi-la de ir por medo que você me odiasse por não lhe dar escolha. Mas não imagina como foi difícil ficar aqui, pensando em você entrando naquele avião... Eu ia beber até cair, para não segui-la e arrastá-la de volta para cá.
Demi o beijou nos lábios, no rosto. Eu não consegui ir. O pensamento de deixar a ilha, deixar você, era insuportável demais.
Eles se beijaram então, como nunca tinham se beijado antes, como se estivessem separados por anos.
Finalmente, Demi afastou o rosto e sorriu.
Joe... Joseph... eu o amo tanto. Ele sorriu, e seu corpo enrijeceu diante da expressão sexual nos olhos castanhos, da suavidade do corpo deleitoso contra o seu. Segurando-lhe o rosto, a olhou intensamente:
Você vai se casar comigo, Demi? Aqui no gramado, na frente das pessoas que amamos... de modo que eu possa te provar o quanto a amo e preciso de você?
Felicidade explodiu através de Demi como um raio de sol.
É claro que me casarei com você! Quantas vezes quiser. Ela pressionou os lábios nos dele, lhe roubando a alma com um beijo doce.

Era começo da noite quando Demi acordou lentamente e abriu os olhos, aliviada ao ver Joseph apoiado sobre um braço, fitando-a com seriedade.
Demi, eu nunca mais vou deixá-la, como fiz naquela noite. Foi por isso que você nunca ficou na minha cama, não foi?
Demi assentiu.
Joseph abaixou a cabeça e beijou-a profundamente, contando-lhe sobre seu amor, sua devoção.
Perdoe-me por tê-la magoado. Ela tocou um dedo nos lábios dele.
Vamos esquecer isso. Esta é nossa segunda chance. Joseph pôs uma mão possessiva sobre a barriga dela.
Acha que essa segunda chance poderia incluir tentar outro bebê?
Demi sorriu, então o puxou pela nuca para um beijo.
Eu acho que se nosso registro prévio de engravidar for alguma indicação, já podemos estar lá... Mas, só para garantir, não faz mal algum tentar novamente...

Eles se casaram novamente numa cerimônia íntima no jardim da propriedade, com vista para o mar, seis semanas depois. Rob, Barney e Simorí viajaram da Inglaterra para ser os padrinhos de Demi. Se os italianos acharam aquilo estranho, não fizerem comentários. Silvio claro também estava presente, mesmo ainda em processo de recuperação, estava feliz e orgulhoso por seu filho finalmente saber amar e estar sendo devidamente correspondido, por sua bela nora a quem cultivou um amor de pai e filha.   
Demi andou descalça ao longo do corredor gramado no braço de Rob. Num lindo vestido cor de creme que ia até os tornozelos, ela usava uma guirlanda de peônias brancas na cabeça, os cabelos soltos e cascateando nas costas. Não usava nenhuma joia, exceto o anel de diamante que Joseph lhe deu no dia anterior. Ele teve de reprimir as lágrimas ao vê-la se aproximar. Nunca viu nada mais adorável na vida.
Ele também estava esporte, descalço, em calça preta e camisa branca aberta no colarinho. Eles nunca quebraram o contato ocular. E, quando chegou a hora do beijo, depois que os votos foram trocados, Joseph emoldurou o rosto de Demi nas mãos e sussurrou suavemente, antes de tocar os lábios nos seus:
Eu prometo amá-la para sempre, e beijá-la com a maior frequência possível, senhora Jonas.
Demi reprimiu as lágrimas e deu um sorriso trêmulo.
Ótimo. Então, apresse-se e me beije, senhor Jonas.
Ele a beijou, por um longo, longo tempo... até que a multidão começou a aplaudir, rindo, e finalmente pedindo que eles parassem, de modo que pudessem prosseguir com as celebrações.

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tá aí o ultimo capítulo quem gostou? se comentarem bastante posto o epílogo ainda hoje, será que vai ter um bebê no final de tudo? num sei.
Comentem!  

CAPÍTULO 42 PENÚLTIMO


O coração de Demi parou de bater. O tempo parou.
O que você disse?
Joseph estava imóvel como uma estátua.
Eu disse que isso é o mínimo que posso fazer pela mulher que amo.
Você não me ama... Demi meneou a cabeça, atordoada.
Sim, amo. Eu me apaixonei por você. Eu quase desmoronei ontem. Dois meses com você, e minhas defesas foram destruídas pela primeira vez. Eu tinha uma aliança no seu dedo e você trancada como minha noiva grávida.
Mas isso era por causa do bebê, da imprensa... Não era? Joseph sorriu.
Era? Desde o momento que eu a deixei naquela manhã, não consegui mais tirá-la da cabeça. Eu teria achado alguma desculpa para procurá-la. O sorriso dele desapareceu. Não tenho direito de mantê-la aqui, quando tudo que você quer e merece é sua liberdade. Você tem o poder nas mãos para se vingar de mim, Demi, se for embora.
Ele fez uma pausa.
Mas, se sentir que pode ficar e dar uma chance a este casamento, então... você me faria o homem mais feliz do mundo. Eu não me iludiria pensando que você pudesse me amar, depois de todo sofrimento que eu lhe causei.
Demi o estudou. Não duvidava que ele sentisse culpa sobre o bebê, e por ter duvidado dela. Mas como sobreviveria caindo nos braços dele agora, apenas para que Joseph se cansasse dela depois de algumas semanas ou meses? Ele tinha sido um playboy até conhecê-la. Eles apenas haviam passado por circunstâncias dramáticas e sofrido perdas dolorosas.
Então ela meneou a cabeça, embora seu coração estivesse se despedaçando por dentro.
Você tem razão. Tudo que eu sempre quis foi ser livre. E, se você está disposto a me deixar ir agora, eu gostaria de ir.
Joseph enrijeceu visivelmente.
É claro. Se é isso que você quer. Tommaso a levará para o aeroporto em uma hora. Mandarei levar suas coisas para seu novo apartamento. Deixarei que você decida o que fazer sobre nosso casamento.
Demi abriu a boca, mas ele ergueu uma mão.
Eu destruí o acordo pré-nupcial, então, se você decidir que quer a separação, será bem provida. Desnecessário dizer que terá acesso aos fundos enquanto isso. Eu só lhe peço que considere o que realmente quer antes de tomar uma decisão final.
Se ela precisasse de um sinal, então era aquele. Ele nem mesmo estava tentando fazê-la mudar de ideia. Confusa e sofrendo, Demi só pôde assentir. Então, antes que desmoronasse, virou-se e saiu do escritório.

Uma hora depois, ela esperava nos degraus perto da porta da frente. Tommaso tinha ido buscar o jipe. Gelo parecia envolver seu coração. Ela ouviu um som atrás de si e virou-se. Se fosse Joseph... Mas era Silvio, fazendo-a sentir-se devastada.
Desculpe-me murmurou ela, com olhos marejados. Ele veio parar ao seu lado, fitando-a com olhos amáveis.
Pelo quê? Você tem de fazer o que tem de fazer.
Obrigada por sua compreensão.
Tommaso parou o jipe e Demi inclinou-se para beijar as faces de Silvio. Ele segurou-lhe as mãos e disse:
Não sei se você entende, Demetria, mas Joseph não voltava para esta propriedade desde que saiu de casa aos 17 anos. Todavia, ele a trouxe para cá, porque acho que sabia, pela primeira vez, que estava disposto a arriscar o coração novamente.
Choque a percorreu. Não, queria dizer, “ele só me trouxe aqui para se certificar de que eu não causasse problemas”. Entretanto... Ela ouviu Tommaso abrir a porta do jipe e pegar a pequena mala aos seus pés.
A vontade de ceder era enorme... Mas precisava ser forte. Se ficasse, arriscaria a dor de um coração partido maior do que podia imaginar.
Sua boca tremeu.
Sinto muito, Silvio.
Ele assentiu e moveu a cadeira de rodas para trás. Demi entrou no jipe e virou a cabeça, para que ele não visse suas lágrimas.
No momento que eles estavam entrando no aeroporto, e Tommaso lhe dando mais um lenço de papel, Demi finalmente percebeu que, se entrasse naquele pequeno avião esperando na pista, seu coração se partiria de forma tão irreparável que qualquer coisa em comparação seria melhor.
Quando ela desculpou-se e pediu que Tommaso voltasse, ele não pareceu surpreso. E, quando ela o pediu que parasse em Tharros, e saiu de uma pequena boutique num vestido branco estampado com pequenas margaridas, ele não disse uma palavra.

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tá aí o penúltimo preparem os corações para o ultimo que é meu favorito de toda a fic depois do epílogo, Comentem já posto o próximo. 

CAPÍTULO 41 E DIVULGAÇÃO

Demi estremeceu ao ver como suas ações inocentes o tinham levado a ter uma concepção errada de seu caráter.
Pegando-a de surpresa, ele abaixou-se sobre um joelho à sua frente.
Por que você voltou, Demetria? Não deve ter sido fácil, se você não fez aquilo antes.
A proximidade e as perguntas de Joseph a fizeram querer se fechar numa concha. Não poderia revelar a profundidade das emoções que a haviam abalado naquela noite. Não poderia revelar o quanto ele a magoou.
Foi o mesmo para mim... A atração. Eu nunca tinha conhecido ninguém que me fizesse sentir daquela forma... o aquela semana... foi tão terrível. Você apareceu do nada e, de repente ,  era como se nada mais existisse no mundo, exceto você. Eu só queria... me perder naquilo. Fugir da dor.
Alguma emoção brilhou nos olhos de Joseph, mas ele levantou-se e foi para a janela novamente, enfiando as mãos nos bolsos. Quando voltou a se virar, o rosto era uma máscara de neutralidade.
Eu lhe devo um pedido de desculpas, Demi. Mais do que isso. Por tudo e especialmente por aquela noite... a manhã seguinte. Eu estava zangado comigo mesmo por perder o controle e descontei em você. Quando você apareceu em Dublin para me falar da gravidez, adicionei outro pecado ao crime, assumindo que você era como todas as mulheres que conheci.
Seu pai me contou sobre sua mãe disse Demi baixinho.
Ele deu um sorriso tenso.
Sim. Minha mãe certamente quebrou a nossa família. Meu pai nunca se recuperou completamente... e ele e eu superprotegemos Selena... como se isso pudesse recompensá-la pelo abandono da mãe.
Foi por isso que acreditou que eu abandonaria meu bebê, se você me pagasse o bastante? Ele assentiu.
Eu jamais faria isso, Joseph. Nada no mundo teria me persuadido a abandonar meu bebê. Nada. Eu teria ficado. Por isso foi fácil assinar o acordo pré-nupcial. Não me importo com dinheiro. Eu teria ficado para estar com meu filho. E com você, admitiu ela para si mesma.
Eu sei disse Joseph, com a voz emocionada. Acredito em você. E não imagina como isso foi difícil para mim. Confiar novamente. Minha mãe partiu todos os nossos corações, e, desde o dia que ela partiu, eu venho negando minha própria necessidade de criar uma família, de me apaixonar.
Mas, por que você insistiu em se casar comigo, se viveu essa experiência? Demi prendeu a respiração.
Disse a mim mesmo que era porque você estava carregando meu herdeiro. Disse a mim mesmo que era para impedir escândalos nos jornais. Disse a mim mesmo que dessa forma eu poderia controlá-la e puni-la, lhe mostrando que, mesmo casada com um bilionário, você efetivamente não tinha nada... Mas, na realidade, minhas razões para esse casamento foram muito mais ambíguas do que isso. Porque, a partir do momento que nos conhecemos, eu comecei a mudar. Você me mudou.
Demi observou quando Joseph puxou uma cadeira e se sentou à sua frente. Ele segurou suas as mãos, e ela pôde senti-las tremendo.
Ele a olhou intensamente.
Ontem, quando eu cheguei em casa e você tinha sumido... e quando fui procurá-la e a vi no acostamento daquela estrada, acho que envelheci algumas décadas no espaço de meia hora. Tudo que eu podia imaginar era você deitada em algum lugar no fundo de uma ravina.
Mas eu estou bem apontou Demi.
Eu sei. Mas isso me forçou a enfrentar uma coisa. No começo, acreditei que você fosse má e manipuladora. Interesseira. Mas isso era ridículo. Você não tinha ideia de quem eu era aquela noite em Londres, todavia, eu disse a mim mesmo que você tinha ido para minha cama porque eu era rico...
Ele balançou a cabeça.
Todos os conceitos que eu tinha sobre você começaram a se dissolver. E muito antes do que eu estava preparado para admitir. Foi o jeito como você assinou o acordo pré-nupcial, sem a menor hesitação. Ele sorriu. O elo que formou com meu pai, sua determinação em usar preto. E a noite do seu aniversário, a qual foi um completo desastre.
Quando ela ia protestar, ele lhe apertou mais a mão.
Foi. E então houve... o aborto. Nós perdemos o bebê por causa da minha teimosia em ver a verdade.
Demi começou a se sentir em pânico.
Joseph, você não pode pensar assim. Não foi culpa sua.
Uma expressão sofrida cruzou o semblante dele.
Eu preciso libertá-la, Demi. Não posso mantê-la aqui e nunca deveria ter trazido você para cá. Perdoe-me por ter causado ainda mais sofrimento em sua vida... o bebê.
Demi não conseguia respirar. Recolheu as mãos de Joseph e levantou-se. Racionalmente, sabia que deveria estar feliz, mas sentia que estava morrendo. Posicionou-se atrás da cadeira.
Mas há o débito. Eu ainda preciso pagar o débito de Taylor.
Joseph também se levantou.
O débito está pago. Ela meneou a cabeça.
Não. Eu não permitirei que você cubra o prejuízo que ele causou.
Joseph balançou a cabeça.
Acabou, Demi. O débito não existe mais... em lugar algum, nem mesmo no papel. Você foi tão vítima de seu irmão quanto Selena. Estou fazendo isso por você, e em memória à minha irmã. Ela não ia querer isso para você, e eu também não quero.
Mas... Demi esforçou-se para absorver o fato de que ele queria que ela fosse embora, e de que ela não conseguia se sentir feliz com a perspectiva de sua liberdade.
Então, como se lendo sua mente, Joseph falou:
Você tem sua liberdade agora, Demetria. Pode ir para casa, procurar emprego. Eu já fiz arranjos para  comprar um apartamento pra você em Dublin, e ajudá-la a recomeçar. Eu posso lhe arrumar um emprego também.
Uma onda de náusea subiu à garganta de Demi.
Não. Você não precisa fazer isso. Lágrimas se acumularam em seus olhos e ela piscou para reprimi-las.
Sim, preciso.
Um súbito silêncio se instalou entre eles.
E então Joseph prendeu lhe o olhar e declarou:
É o mínimo que posso fazer pela mulher que eu amo, a quem tanto feri.

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DIVULGANDO:

É uma fic muita boa na minha nova seguidora Milly s2


Então desculpem o atraso, mas vou postar todos os capítulos restantes hoje ok, 
Quanto ao capítulo Joseph finalmente se declarou para Demi, agora com a liberdade de volta será que ela vai ficar ou vai embora recomeçar???
Comentem para o próximo!  

CAPÍTULO 40


Na manhã seguinte, Demi acordou sentindo-se desorientada e grogue. Tinha dormido por quase 14 horas. Saiu da cama e tomou um banho rápido, pondo um vestido preto liso. Quando o colocou, uma parte sua revoltou-se com a cor, sentindo instintivamente que a hora de seguir em frente e abandonar o sofrimento chegou. E o fato de que era Joseph quem provocava essa mudança a abalou.
Ela investigou a sala de jantar, mas não viu Joseph ou Silvio. Imaginou que Silvio estivesse na cama ele às vezes dormia até mais tarde. Demi parou diante da porta do escritório do Joseph. Naquele momento, a porta se abriu e ela recuou, o rosto enrubescendo.
Joseph parecia inabalável de terno e gravata.
Eu estava indo procurá-la... nós precisamos conversar. Trêmula, Demi o caminhou para dentro, da sala. Ele parecia tão sério que a assustava.
Ele gesticulou para que ela se sentasse na cadeira oposta à grande mesa, e também se sentou. Demi sentiu como se estivesse indo para uma entrevista. Olhou ao redor e viu que todos os papéis haviam desaparecido.
O que você fez com os papéis? Eu os teria arrumado.
Eles foram rasgados. Demi arfou.
Mas eu ainda não tinha lhe dado o relatório.
Eu sei o que Taylor fez, Demetria, e, como ele não é mais uma ameaça, não vi problema em destruir a evidência agora.
Mas... você poderia ter feito isso semanas atrás.
Sim. Mas, enquanto você estava aqui, e enquanto eu a via como uma ameaça, eu precisava me certificar de que soubesse o que ele fez.
Alguma contradição fez Demi perguntar:
E como você sabe que eu não sou ainda uma ameaça? Joseph olhou-a longamente, antes de replicar.
Você ainda é uma ameaça, Demi. Esse é o problema. Raiva e mágoa começaram a inundá-la, mas então Joseph levantou uma mão.
Não falo desse tipo de ameaça, Demi. A ameaça à qual me refiro é totalmente distinta. Ele levantou-se e foi para a janela, ficando de costas para ela. Após um tempo, virou-se. — Você me chamou de Joe quando fizemos amor.
Demi enrubesceu, imediatamente tentando se proteger.
Desculpe... isso não significa...  Ele meneou a cabeça e sorriu.
Não se desculpe. Eu gostei. Fazia muito tempo que ninguém me chamava de Joe.
 Demi franziu o cenho.
Mas, naquela noite em Londres...
Eu me apresentei como Joe, sim. Porque, quando eu a conheci, Demi, não tinha intenção de levá-la para cama. Meu único desejo naquela noite era informá-la do que eu pensei que você tivesse feito. Joseph suspirou.
Eu concluí algo baseado em evidências circunstanciais, e  a condenei injustamente junto com seu irmão. Como não fui capaz de proteger Selena, eu a ataquei. Eu a superprotegi por muito tempo. Nós tivemos uma briga poucas semanas antes que ela morresse. Ela ordenou que eu a deixasse em paz...
Não é culpa sua que ela conheceu Taylor murmurou Demi.
Eu sei... ainda assim... Quando fui àquela boate e a vi sentada lá naquele vestido, você virou-se e olhou para mim... Eu estava perdido desde aquele momento, Demi, e tudo por causa dos sentimentos que você me causou somente ao me olhar. Peguei-me agindo por instinto, me apresentando como Joe... Era como se eu precisasse me tornar outra pessoa para justificar a atração que sentia. Para justificar meu comportamento, disse a mim mesmo que estava escondendo minha identidade para ver o quanto você era mercenária e manipuladora.
Autodesprezo marcava as feições, chocando Demi.
E, quando eu a convidei para ir ao meu hotel, você negou... Fiquei furioso pela rejeição, pois eu a queria com desespero. Ele riu. Eu estava disposto a deixá-la ir embora sem sequer confrontá-la. Estava correndo o risco de esquecer por que eu tinha ido procurá-la, em primeiro lugar.
Mas então eu voltei completou Demi, incerta de aonde ele queria chegar com aquilo.
Joseph se aproximou, olhando-a...
Mas então você voltou.

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Oiiii, alguém aí sentiu minha falta???? 
Bom postei mais um capítulo, e esse não foi lá essas coisas, mas tenho uma proposta pra vocês, que tal terminá-la hoje? falta apenas mais 3 capítulos e o epílogo, quero muito finalizá-la hoje mas cabe a vocês a decisão vou esperar as respostas nos comentários e depois do almoço volto aqui para começar a maratona final.    

quarta-feira, 3 de julho de 2013

CAPÍTULO 39

Uma vez dentro da propriedade, Demi já se sentia mais forte. E também se sentia uma completa tola. Não conseguia fazer uma simples jornada de carro. Sua preocupação com Doppo a fez chegar ao veterinário, mas, sem ele no carro, ela havia desmoronado, o acidente de carro fatal voltando com detalhes assustadores.
Conseguiu descer da moto sem ajuda, e disse:
Eu pensei que fosse conseguir. Afinal, eu não estava dirigindo na noite do acidente, mas não consegui...
Evidentemente não murmurou Joseph. No que você estava pensando? Por que não ligou para mim, ou esperou até que Tommaso e Lúcia chegassem em casa?
Demi o olhou e sentiu a cor drenar de seu rosto.
Você está zangado porque eu saí da casa? Ele a segurou o braço.
Não, sua tolinha. Estou zangado porque você quase arriscou a sua vida por um cachorro.
Mas ele desmaiou, Joseph. Eu não tinha certeza se ele estava respirando... E, depois de tudo que aconteceu, eu não ia deixar Doppo morrer só por estar com medo de dirigir.
Sem palavras, Joseph a conduziu para a sala de estar, onde a sentou, antes de ir até o bar. Voltou com uma dose de uísque e ofereceu a ela.
Demi torceu o nariz.
Não, obrigada.
Tudo bem. Joseph bebeu o uísque, parecendo pálido. Ele sentou-se ao seu lado.
Acho que está na hora de você me contar como acabou naquele carro com eles naquela noite.
Demi levantou-se imediatamente, não querendo reviver o terror.
Não quero falar sobre isso. Virando-se, acrescentou com culpa. Para quê? Isso não trará sua irmã de volta.
Eu sei que não, Demi. Mas acho que você vem se punindo por muito tempo por alguma coisa pela qual não teve culpa.
Não muito tempo atrás, você estava contente em me culpar. Joseph levantou-se.
Sim, mas eu estava errado. E fiz isso porque estava sofrendo, e porque pensei que você fosse igual ao seu irmão. Ele negou as mãos e levou-a de volta para o sofá. Demi, se você não contar para alguém o que aconteceu naquela noite, nunca se libertará disso.
Mas, não entende? Ela estava quase soluçando. Eu nunca me libertarei disso. Se eu não estivesse lá, se não tivesse acreditado que precisava cuidar de sua irmã e de meu irmão...
Joseph lhe apertou as mãos.
Conte-me, Demi. Eu mereço saber o que aconteceu com minha irmã.
Como ela poderia lhe negar aquilo? Demi o fitou através das lágrimas. Começou a explicar como Taylor e Selena tinham estado no apartamento naquela noite. Ela cozinhou para eles, então ouviu Taylor ao telefone, fazendo arranjos para ir à boate. Era a noite de folga de Demi e, por uma vez, ele não queria que ela o levasse, porque tinha um carro novo... um novo brinquedinho com o qual queria impressionar Selena.
Demi ouviu o discurso dele, o tom de voz embriagado. Soube naquele mesmo dia, mais cedo, que Taylor planejava levar Selena para Las Vegas em breve, numa suposta viagem surpresa, onde proporia que eles se casassem num capricho romântico, pretendia fazer isso sem a interferência da família dela e sem as restrições de um acordo pré-nupcial. Até aquele momento, Demi não sabia das intenções de Taylor em relação à Selena.
Olhou para Joseph agora. Então recolheu as mãos. Não podia tocá-lo, falar e permanecer sã.
Eu gostava de Selena. Ela era doce comigo... algo que nenhuma das outras namoradas de Taylor tinha sido. Ela não merecia ter conhecido meu irmão... Taylor sabia que eu gostava de Selena, e que ela gostava de mim, e por isso mesmo não me permitia vê-la com frequência. Demi deu um sorriso triste. Ao contrário do que você acredita, meu irmão era muito paranoico para me usar como o peão que você pensou que eu fosse.
Ela mordiscou o lábio.
Eu queria ajudá-la. Mas não sabia o que fazer. Eu deveria tentar falar com ela? Ou procurar a família de Selena? Selena mencionou você algumas vezes, mas eu só descobri sobre o plano de Taylor naquele dia... Achei que houvesse tempo. A voz de Demi falhou. Eu não podia deixar Taylor levá-la para a cidade, quando ele estava tão embriagado... e Selena não estava muito melhor. De alguma forma, consegui persuadi-lo a me deixar levá-los. Achei que estivesse fazendo um favor a eles. Protegendo sua irmã. Eu me sentia tão mal sobre o que ele planejava fazer com Selena, e queria achar um jeito de detê-lo...
Joseph pegou-lhe a mão novamente.
Demi, apenas me conte o que aconteceu.
No último minuto, Taylor insistiu em dirigir, dizendo que eu não seria capaz de lidar com o carro... Eu entrei no veículo de qualquer forma, pensando que pudesse ao menos tentar me certificar de que ele dirigisse com segurança. Demi o olhou. Os dois se recusaram a pôr o cinto de segurança... quanta estupidez. E então... a chuva começou. Torrencialmente. De súbito, faróis vinham na nossa direção. Taylor pegou o lado errado da pista... Isso é tudo de que me lembro, até que alguém estava me ajudando a sair do veículo. Eu andei, Joseph. Fui para o hospital, e eles me deixaram sair logo em seguida...
Para surpresa de Demi, Joseph se levantou, puxando-a consigo, a expressão inescrutável.
Você está exausta foi tudo que ele disse.
Ela assentiu. E não disse uma palavra quando ele a pegou pela mão e conduziu-a para a cozinha. Em silêncio, ele preparou uma omelete simples e pão, obrigando-a a comer. Depois, sentindo-se muito confusa, Demi permitiu que Joseph a levasse para o quarto.
Com um beijo casto em sua testa, ele a impulsionou para dentro.
Descanse, Demi. Nós conversaremos amanhã.

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Tá aí mais um, será que Demi tá grávida??? vamos esperar um pouco pra ver, estou pensando em terminá-la nesse fim de semana, já que talvez só volte a postar no sábado pois amanhã e sexta vou estar super ocupada gente , estou de "férias" na faculdade, mas entrei em um curso de inglês para reforçar  meu curso antigo e faço um outro curso preparatório da empresa em que trabalho e estou sem tempo nesses dois dias, espero que entendam e não me abandonem,ok.
Comentem bastante!!!       

terça-feira, 2 de julho de 2013

CAPÍTULO 38

Duas semanas depois, Demi respirou aliviada pela primeira vez desde que ela e Joseph haviam começado a dormir juntos. E a única razão para isso era que ele tinha ido para uma reunião emergencial em Roma. Ela estava tentando tão arduamente resistir a ele em todos os níveis, mas, quando ele a tocava... tornava isso impossível. Durante o dia, Demi conseguia manter distância. Mas, à noite, eles se tornavam insaciáveis em seu desejo. Assim que Joseph adormecia, Demi se levantava e voltava para seu próprio quarto. Sabia que aquilo o enfurecia. E, na noite anterior, quando ela tentou sair da cama, ele lhe segurou o braço, sussurrando com uma voz sonolenta:
Sem escape esta noite.
Demi tinha ficado deitada lá por um longo tempo, mas, quando o sol começou a nascer, conseguiu se desvencilhar do abraço e sair sem acordá-lo. Era uma vitória vazia, mas a expressão de Joseph, antes que ele fosse para Roma, disse que ela não escaparia novamente... e por isso Demi teria de persuadi-lo a deixá-la ir embora.
Estava determinada a lhe mostrar, quando Joseph voltasse de viagem, que ele não poderia mantê-la lá. Cada dia que se passava, Demi se apaixonava mais pelo lugar... por Silvio... por Doppo. Por Joseph.
Silvio estava lhe dando aulas de italiano, e Lúcia estava lhe ensinando algumas receitas tradicionais italianas. A ideia de pertencer a uma família já formada era tentadora, assim como perigosa demais. Sua vida não era assim. A vida de Joseph não era assim.
Ela precisava seguir em frente e recomeçar. E, apesar do fato, graças ao débito de Taylor, de que nunca teria a liberdade total pela qual ansiava, talvez, quando esse casamento falso acabasse, ela estivesse de volta em casa e arranjasse um emprego, e pudesse sentir um pouco de paz. Afinal de contas, as coisas que os tinham unido eram perda, incompreensão e sofrimento. E débito. Tudo que Demi precisava fazer agora era convencer Joseph a deixá-la ir.



O cansaço que Joseph vinha sentindo desde que entrou no avião que o levaria de Roma para Sardenha desapareceu magicamente quando ele dirigiu para dentro dos portões de sua propriedade. Já estava antecipando o encontro com Demi. Talvez ela estivesse na piscina... ou. brincando com Doppo na praia.
Ou talvez estivesse tirando uma siesta do calor. O pensamento fez seu próprio corpo esquentar. Ele consultou o relógio e andou para a porta da frente, tirando a gravata enquanto ia. Mas, quando entrou, algum sexto sentido lhe disse que ela não estava lá.
Naquele momento, a enfermeira de seu pai apareceu no hall. Ela era uma mulher maternal na casa dos cinquenta.
Ah, signore Jonas, se está procurando sua esposa, ela saiu... Ela deu uma pequena risada. Foi um pouco dramático, na verdade.
Pânico o fez gelar por dentro.
O que você quer dizer?
Oh, não há nada errado com Demi disse ela, percebendo o nervosismo de Joseph. É o cachorro... Nós estávamos no jardim, e ele de repente pareceu desmaiar... Lúcia e Tommaso tinham ido às compras, e eu não podia deixar seu pai, então Demi levou-o ao veterinário.
Alívio o inundou, deixando-o tonto. Era apenas o cachorro. Mas então o pânico retornou.
Você disse que ela o levou ao veterinário?
Sim. A enfermeira consultou seu relógio. Mas isso foi mais de três horas... Ela já deveria ter voltado.
Como ela foi para lá?
Eu ofereci meu carro a ela. Não estou com pressa... meu turno não acaba até...
Joseph não quis ouvir o resto. Largou tudo e correu para fora da casa, subindo em sua moto. Tudo que em que podia pensar era no terror no rosto de Demi naquele dia em Dublin, quando ela havia achado que eles bateriam o carro. Ela sempre ficava tensa dentro de um carro, até mesmo no banco de trás.
Joseph saiu da propriedade e foi direto para o veterinário. Ao chegar lá, descobriu que Demi já tinha ido embora. O veterinário estava explicando que Doppo ficou desidratado, e que pediu que Demi fosse buscá-lo lá dentro de alguns dias.
Quando minha esposa saiu daqui? perguntou Joseph, impaciente.
Não muito tempo atrás. Ela parecia um pouco pálida, na verdade. Perguntei se queria que eu ligasse para alguém, mas ela disse que ficaria bem...
Joseph  forçou-se a ficar calmo. Esvaziar a cabeça de tudo, exceto de encontrá-la. Finalmente a encontrou, e o alívio que o percorreu foi imenso. Um pequeno carro estava parado no acostamento da estrada, e Demi estava ajoelhada sobre o gramado ao lado da porta aberta, obviamente tendo vomitado.
Ele saltou da moto e correu para tomá-la nos braços. Demi estava fraca e tremendo, o rosto tão pálido que puro medo o assolou. Joseph pegou uma garrafa de água do veterinário, num momento de clareza, e agora a fazia beber. Ela bebeu um pouco, mas não parou de tremer.
Joseph...
Xii. Não fale. Vou levá-la para casa agora. Você está segura.
Mesmo enquanto a erguia nos braços, ele sentiu as mãos de Demi agarrando sua camisa.
O carro... é da enfermeira. Eu não acho que bati o carro, bati?
Não, querida, o carro está bem. E Doppo está bem. Joseph amaldiçoou o cachorro silenciosamente. Subiu na moto, ainda a segurando, e acomodou-a na sua frente, ordenando que ela segurasse firme.
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Tá aí o capítulo, que eu acho na minha opinião fofo, pelo simples fato de que Joe está mostrando claramente que está perdidamente apaixonado e todo preocupado com ela, só acho tá,  e no próximo teremos mais revelações, até amanhã, e antes de ir quero agradecer de coração os comentários do capítulo anterior, muito obrigado mesmo pelos belos comentários.
Comentem!!! 


segunda-feira, 1 de julho de 2013

CAPÍTULO 37 E DIVULGAÇÃO


Na manhã seguinte, quando Joseph acordou, permaneceu de olhos fechados e reviveu cada momento mágico da noite anterior. Todas as vezes que eles tinham se amado com ardor crescente. Seu corpo já estava enrijecendo em antecipação.
Estendeu a mão para tocá-la, esperando encontrar o corpo dela perto, e não sentiu nada. Abriu os olhos e sentou-se. A cama estava vazia. Fria. Demi havia ido embora há muito tempo. Uma onda de raiva o preencheu, enquanto ele se levantava e vestia uma calça. Saiu no corredor e entrou sem cerimônias no quarto dela. A cama estava desarrumada. Ele franziu o cenho. Ela voltou para dormir na própria cama? O pensamento o deixou quase incandescente... e onde Demetria estava agora? O sol mal tinha nascido do lado de fora.
Com uma raiva irracional, Joseph começou a procurá-la, na sala de jantar, cozinha, sala de estar, no terraço e perto da piscina, até finalmente encontrar-se do lado de fora da porta de seu escritório.
Sentindo um aperto no peito, abriu a porta e entrou. O aperto intensificou-se quando ele viu Demi, de costas para ele, sentada no chão de pernas cruzadas, em jeans e uma blusa larga, com Doppo, como sempre, ao seu lado, e toda a papelada na qual eles estavam trabalhando ao seu redor.
Demi soube no minuto exato em que ele entrou na sala. Até mesmo sentiu, para seu desgosto, quando ele se levantou. Joseph entrou descalço e parou na sua frente. Ela olhou para cima, e calor a inundou diante da figura máscula, com o magnífico peito nu e o botão do jeans aberto...
Quando ele adormeceu abraçando-a, ela ficou tão tentada a relaxar e dormir, também. Mas o terrível medo de que acordasse para encontrá-lo sentado no canto do quarto, fitando-a com aquela expressão gelada que ela viu ao acordar em Londres, não lhe permitiu ceder ao seu desejo. Tal medo a fez sair da cama dele na noite anterior, e também em Roma, na noite do casamento deles.
O que está acontecendo, Demetria? perguntou Joseph, o tom de voz impaciente.
Demi olhou para os papéis.
Estou trabalhando nisso.
Ele abaixou-se e estendeu uma mão. Sem escolha, Demi pegou em sua mão e ignorou a onda de prazer que o contato causou.
Segundos depois, recolheu a mão, respirou fundo e aguardou, tensa.
Demetria, eu não espero que você continue trabalhando nisso. Está tudo sob controle agora. Ele sorriu. Deixei-a ajudar naquela noite para testá-la... para ver o quanto você sabia sobre as tramoias de Taylor.
Aquilo não era novidade para Demi. Ela cruzou os braços.
Mas o fato é, Joseph, que eu ainda sou responsável pelas ações de meu irmão.
Ele acenou uma mão no ar, dispensando o comentário.
Não seja tola, Demetria. Seu irmão fez isso, não você.
Sim, mas me envergonho do que ele fez. Não permitirei que você lide com isso. Não enquanto eu estiver aqui. Ela ergueu o queixo. E há o débito que ainda tem de ser pago. Se eu puder começar com isso, talvez possamos fazer algum acordo quando eu arrumar um emprego, de modo que eu possa começar a pagá-lo propriamente. Se você puder me dar uma referência sobre o meu trabalho aqui, isso me ajudaria a achar um emprego.
Joseph passou uma mão pelos cabelos. Por que ela estava sendo tão teimosa? Ele teve um vislumbre de outra mulher na noite anterior. Da mulher que conheceu em Londres. A mulher que queria conhecer melhor. Doce, inocente, sexy, aberta... Mas, agora, era como se a noite anterior nunca tivesse acontecido. Ele vacilou entre querer sacudi-la e beijá-la.
Joseph não acreditava mais que Demi fosse responsável pelo débito de Taylor, mas alguma coisa incitou-o a dizer:
Levaria anos para quitar esse débito. Ele a viu empalidecer.
Eu sei replicou ela. Isso é tudo que existe entre nós, e entre mim e minha liberdade. Enquanto você estiver me mantendo aqui, eu quero trabalhar para desfazer a confusão que Taylor criou. É o mínimo que posso fazer.
Irritado pela implicação que ela não passava de sua prisioneira, Joseph fechou o espaço entre os dois, pisando nos papéis descuidadamente.
O débito não é a única coisa entre nós, Demetria. Demi inclinou a cabeça para trás e arregalou os olhos.
Eu não vou mais dormir com você, Joseph.
Oh, não? E, com incrível precisão, ele colocou-a de pé e puxou-a para si, ignorando as mãos de Demi contra seu peito, tentando empurrá-lo. Ele a beijou. Ela tentou mover á cabeça, mas perdeu a batalha.
No momento que se entregou ao beijo, Demi soube que o pior tinha acontecido. Agora ele saberia o quanto ela o desejava. E isso lhe daria mais poder sobre ela do que o débito, ou o fato de que Demi ainda era sua prisioneira. O fato de que sempre foi uma prisioneira... exceto que sua prisão não tinha paredes ou trincos.

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Tá aí mais um e tá acabando gente ta pertinho do fim :´( , e os comentários do capítulo anterior estão respondidos aqui, Comentem!!!