sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

CAPÍTULO 15

Joseph
Confiro se peguei minha carteira, celular e chaves antes de sair. Hoje é sexta, quase 19:30, e eu estou um pouco atrasado para ir me encontrar com Demetria, tive algumas coisas para resolver no escritório que levaram mais tempo do que eu achei que levaria.
Entro na minha Trailblazer 4X4, dou partida no motor e sigo em direção a UTD. Ela me pediu que a acompanhasse nesse jogo dos Cowboys contra os Buffs. Harry é o capitão do time e ela achou que seria uma oportunidade perfeita para dar continuidade ao plano para fazer ele rastejar para tê-la de volta, já que eu havia prometido ajuda-la, estou indo a um jogo de futebol ao invés de ir ao Eros e procurar uma companhia para passar noite. Talvez eu possa fazer isso amanhã, ou posso depois do jogo voltar para casa, pegar meu celular e ligar para uma das dez mulheres que eu de fato guardei o numero de telefone.
Acho que vou ligar para Brenna, ou talvez para Zara. Sim, definitivamente eu poderia ligar para Zara, ela é a que menos exige de mim e a que mais entende o meu estilo de vida.
Mas primeiro, vamos assistir esse maldito jogo.
Guio meu carro e devido ao transito bom, alguns minutos depois já estou no meu destino. Acho um lugar perto de onde devo encontrar com Demetria para estacionar. Desço, ligo o alarme e vou andando lentamente em direção ao campo da Universidade, Demetria havia me dito que quem chegasse primeiro deveria esperar logo na entrada numero 2, então é para lá que eu me dirijo. Passo por vários estudantes pintados de azul marinho e branco, e com roupas dessas cores também. As cores da Universidade.
Lembro-me quando estudei aqui, não faz tantos anos assim. Momentos bons foram aqueles, muitas festas, bebidas e mulheres.
Assim que avisto a entrada 2 para o campo, vejo também Demetria. Seu olhar se encontra com o meu e ela abre aquela largo sorriso que é lindo, e vem caminhando em minha direção.
Oh droga, alguém tem que dar uma burca para essa mulher. Como ela consegue ficar tão sexy até mesmo para um simples jogo de futebol?
Demetria está com uma saia jeans clara tão curta que poderia ser um cinto. Ian sabe que ela anda se vestindo assim? Por Deus, ela não pode mostrar tanto de suas belas pernas. Falando em suas pernas, como não reparar? São torneadas e tem uma cor dourada, um bronzeado natural muito tentador e de dar água na boca.
São belas pernas para envolver em minha cintura e...
Não. Não pense nisso Joseph, você não pode ficar excitado aqui.
Para completar ela está vestindo uma camisa estilo Jersey, justa e azul marinho, com detalhes na manga e no colarinho em branco. Na altura do peito, também em branco, está escrito “COWBOYS” e em baixo...Ah, porra. Sério que ela escolheu justo uma camisa com o numero 69?
Isso me faz ter pensamentos que eu não deveria estar tento, envolvendo uma posição sexual, eu e Demetria. Droga, pare Joseph, ela está se aproximando...
— Oi, Joseph. Obrigada por vir. — Ela diz e fica na ponta do pé para me dar um beijo no rosto.
— Oi, Little Nips. Sem problemas, eu falei que te ajudaria, não falei? Mas está tudo bem eu aparecer por aqui? Quer dizer, a Sunny não vai estar aqui também?
— Ah não se preocupe com isso. Sunny está se matando de estudar para uma prova difícil na semana que vem, e além do mais, ela odeia futebol.
— E você não?
Começamos a andar lado a lado em direção ao campo.
— Agora não mais. Eu odiava no começo e comecei a assistir só por causa que o Harry é o capitão do time, mas depois de algumas partidas eu aprendi a gostar. E você? Quer dizer, você é homem, é claro que gosta, né?
— Sim, eu aprecio uma boa partida de futebol de vez em quando.
— Muito obrigada mais uma vez, sei que você provavelmente tinha algo mais interessante para fazer numa sexta à noite, mas o jogo não deve terminar tão tarde, talvez sua sexta não esteja completamente perdida. — Ela diz com um sorriso simpático.
Sim, eu com certeza terei que ligar para Zara para ela dar um jeito nesse desconforto maldito no meu jeans.
Entramos no campo, ele está exatamente como eu me recordava. É enorme, todo circundado por arquibancadas com quase todos os lugares já ocupados. Os postes com holofotes acessos iluminam o campo e a torcida, o placar acesso mostra o tempo restante até começar a partida.
— Vamos nos sentar na primeira fila, o mais perto do campo para ter a chance de Harry nos ver. — Ela diz e segurando minha mão, me puxa por entre as pessoas na escadaria ainda tentando achar um lugar que lhes agrade.
— Ali. — Ela aponta para dois lugares vagos e nós vamos abrindo espaço entre as pernas das pessoas sentadas.
— Esse lugar é ótimo, se Harry olhar para esse lado com certeza nos verá. — Ela diz se sentando e com um sorriso de satisfação no rosto.
Sento-me ao seu lado e tento com todas as minhas forças olhar para frente, e não para o decote de sua blusa que mostra uma boa quantidade dos seus seios.
As próximas horas vão ser muito torturantes.
Até o jogo começar, ficamos em silêncio, a ansiedade dela é perceptível. Suas mãos estão inquietas e ela olha para o placar o tempo todo, conferindo quanto tempo ainda falta para começar.
Quando a banda começa a tocar e os jogadores fazem sua entrada, Demetria se levanta e começa a aplaudir os Cowboys, assim como todos ao nosso redor.
O primeiro tempo passa e nenhum ponto é marcado, para nenhum dos dois times.
— Ele nem olhou para cá. — Ela reclama parecendo decepcionada quando o time vai para o vestiário e Harry ainda não nos notou.
A banda entra e começa a fazer seu show da hora do intervalo.
Realmente deve ter algo errado comigo, porque as lideres de torcidas seminuas estavam o tempo todo pulando e fazendo suas aperturas e agachamentos perto o suficiente e eu não conseguia parar de pensar e querer olhar para as pernas de Demetria.
Isso não pode ser um bom sinal.
O time retorna a o segundo tempo começa. Harry ainda não nos percebeu.
O jogo continua e depois de alguns minutos do começo do segundo tempo, os Buffs fazem um Field Goal e o técnico dos Cowboys pede tempo.
— É agora, o Harry esta vindo falar com o técnico, ele tem que nos ver. Coloque o seu braço nos meus ombros...Coloque logo, Joseph.
— Tudo bem, tudo bem.
Coloco meu braço em seus ombros e ela se aconchega em mim. Fico tenso quando ela me abraça por trás e coloca a outra mão na minha perna.
Localizo Harry quando ele retira o capacete e eu posso ver seu cabelo cor de fogo todo bagunçado, o técnico fala com ele e com o resto do time e parece estar muito zangado.
O técnico dispensa o time e Harry faz menção de colocar seu capacete novamente quando seus olhos passam rapidamente pelo nosso lado da arquibancada, vejo o exato momento que ele vê Demetria e eu. Ele congela no lugar e sua expressão se torna furiosa na hora.
— Ele nos viu, ele nos viu. — Demetria resmunga quase sem abrir a boca.
— Me beija. — Ela pede e seu pedido me pega desprevenido, olho-a surpreso.
— Na bochecha, Joseph, não precisa me olhar assim.
Então faço o que ela me pede. A puxo para mais perto, abraço-a com ambos os braços e lhe dou um beijo na bochecha.
Quando olho para Harry ele está me fuzilando com os olhos, se um olhar tivesse o poder de matar, eu estaria morto.
Harry se vira, coloca o capacete e corre de volta para o campo.
— Ele ficou furioso. — Comento.
— Ficou. — Ela diz sorrindo e se afasta de mim, nesse momento um sentimento estranho me domina. Sentimento de perda.
Seu corpo pequeno, delicado e quente estava tão deliciosamente aconchegado ao meu, não queria que ela tivesse se afastado.
Logo os Buffs fazem mais um Field Goal, agora eles estão com 6 pontos e nós com 0.
O jogo começa a ficar mais violento, os Cowboys estão desesperados para recuperar os pontos e os Buffs estão desesperados para manter a liderança.
Quando Harry faz um touchdown e empata o jogo, o publico vai a loucura. Demetria principalmente, ela levanta, pula e grita.
— Ele é tão bom, não é? — Ela diz com um olhar orgulhoso e isso me incomoda.
Demetria está se esforçando tanto para ter de volta um cara que não a merece, eu aceitei ajuda-la porque não queria vê-la sofrendo, mas se eu pudesse escolheria um homem de verdade para ser seu namorado, ela merece mais.
Como se Demetria já não achasse que Harry é o maioral, quando ele faz um Field Goal nos últimos segundos do jogo e dá a vitória aos Cowboys ela simplesmente enlouquece. Acho que ela esquece que está tentando fazer ciúmes nele e que precisa que ele acha que ela é indiferente a ele, e começa a gritar seu nome.
— Você viu como ele é demais? Ele merece ser o capitão, não merece?
— É, ele é bonzinho. — Digo por algum motivo incomodado com os elogios que ela faz a ele.
— Bonzinho? Ele e incrível! Por causa dele nós ganhamos. — Ela diz toda animada. Tudo bem, dá para perceber que ela não entende muito de futebol, ele não foi incrível, qualquer um consegue fazer o que ele fez.
Os Cowboys comemoram, os jogadores levantam Harry e o colocam no ombro. A torcida invade o campo e comemoram junto com os jogadores. Eles gritam: Harry, Harry, Harry...
Qual é o problema de todos? Só eu aqui que vejo como ele é um idiota?
Não sei o que Demetria viu nele.
Depois que o time entra no vestiário e a maioria dos torcedores vão embora, Demetria e eu vamos também.
— Onde você deixou seu carro? — Ela pergunta.
— Naquele lado. — Respondo.
— Eu te acompanho até lá, então. Acho que não está tão tarde, você ainda pode salvar sua noite.
— Não quer que eu te acompanhe até seu dormitório? — Pergunto.
— Ah não, sempre que nosso time ganha eles fazem uma festa de comemoração depois. Eu sempre ia com Harry, afinal eu era namorada dele, quero ir hoje e ver como ele vai reagir.
— E você não vai querer que eu vá com você?
— Não precisa, já tomei muito tempo da sua sexta. Pode ir se divertir.
De repente a ideia de ir para casa e ligar para Zara não parece tão atraente, eu gostaria de ir nessa festa e ficar um pouco mais com Demetria. Mas claro que eu não vou confessar isso para ela.
Seguimos em direção ao meu carro sozinhos, o lugar parece deserto, provavelmente todos devem estar comemorando a vitória com o time.
Por isso quando escuto passos apressados atrás de nós, me viro curioso.
Mal terminei de virar todo o meu corpo quando uma mão fechada vem em minha direção e me acerta a boca.
Demetria grita e eu tonto, cambaleio para trás e me apoio em uma árvore.
Confuso e sem saber o que está acontecendo, tento focar o olhar para ver quem é meu agressor.

Consigo focalizar o olhar a tempo de ver Harry vindo furiosamente em minha direção. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

CAPÍTULO 14

Demetria
— Um cappuccino com creme e chocolate, por favor. — Peço para a garçonete que veio me atender.
— Só um minutinho. — Ela diz depois de anotar meu pedido e se vai.
Recosto-me na cadeira do aconchegante Café da universidade, um deles, o que fica mais perto da biblioteca e é o meu preferido.
Esse final de semana que passei com a minha família em Wills Point foi revigorante, mas agora uma nova semana começou e eu tenho que compensar o meu lapso das duas últimas semanas, por isso passei a tarde toda hoje, depois da aula, na biblioteca estudando.
Minhas notas sempre foram excelentes, mas depois que terminei com Harry alguns trabalhos que entreguei ficaram em um estado lastimável. Sei muito bem que não posso permitir que ele afete tanto assim minha vida, tenho que priorizar, mas é difícil.
É difícil esquecer quando todo dia tenho que voltar para casa que divido com a mulher com quem meu namorado me traiu, é difícil me deitar em minha cama e imaginar que a poucos metros dali, logo no outro quarto, eu peguei Harry transado com outra.
É por isso que acho que não estou me sentindo tão culpada quanto deveria com esse joguinho que eu e Joseph estamos jogando.
Harry merece sofrer um pouco para dar valor aos meus sentimentos por ele. Nada mais justo.
— Aqui está seu cappuccino.
— Muito obrigada. — Tomo um gole da bebida quente e deixo que ela ajude a me aquecer nessa tarde um pouco mais gelada.
Olho distraidamente através da Janela e observo os outros estudantes conversando e indo de lá para cá.
Quando termino minha bebida pago a conta e me dirijo novamente para a biblioteca. Pego um lugar numa mesa vazia, deposito os livros em cima da superfície plana e retomo meus estudos. Não posso mais deixar o que aconteceu com Harry prejudicar meus estudos.

COWBOYS Vs. BUFFS
GRANDE JOGO
SEXTA FEIRA DIA 19
Mais um jogo decisivo, como eu queria ir e ver Harry em ação, ele realmente merece ser o capitão do time, ele é bom.
Será que meu coração aguentaria?
Fico observando o cartaz com a cabeça inclina e um sentimento de saudades com um pouco de tristeza no coração.
Só de lembrar o que aconteceu na última vez que eu fui assistir a um jogo na semana passada. Depois que eu sai correndo de lá fui direto para o apartamento. Levou horas para que o fogo se apagasse, eu tentava me concentrar em qualquer outra coisa, mas só o que vinha na minha mente eram as memorias que ver Harry sem camisa me trouxeram.
Todas as vezes que sua boca percorreu meu corpo, desde o pescoço, passando pelos seios e por minha barriga, até...
Não. Chega, Demetria, não pense nisso.
Sinto meu corpo se arrepiar e um calor que começa no meio das minhas pernas se espalhar por todo meu corpo.
Meu corpo sente falta do de Harry. Muito. Mas até essa saudade poder ser saciada ainda terei que esperar, me controlar.
Sinto até um pouco de vergonha por estar tão...Sensível. Qualquer pensamento, qualquer imagem ou som sugestivo me deixam inquieta. Não sabia que eu era uma pessoa tão faminta sexualmente que apenas duas semanas de abstinência já seriam uma tortura.
— Você vai ao jogo, Demi? — Uma voz sussurrada em meu ouvido me faz saltar de susto.
Viro-me e praticamente dou de cara no peito de Harry. Ótimo, ele. Justo agora, bem quando meus pensamentos estavam me levando para um caminho perigoso.
— Porque você quer saber? — Pergunto cruzando os braços para que ele não veja meus mamilos que marcam minha blusa.
— Porque eu gostaria muito que você fosse. Você me deixa tranquilo, gosto de saber que você está me observando, ter minha garota torcendo por mim é um baita de um incentivo.
— Eu não sou sua garota.
— Qual é, linda. Até quando isso vai continuar? Eu sinto sua falta. — Ele coloca as mãos em minha cintura e eu me amaldiçoo por ter estremecido com seu contato.
— Eu achei que tinha ficado claro na noite de sexta que eu não quero mais nada com você. — Ao ouvir minhas palavras sua expressão fica mais seria, sua testa franze levemente e vejo ele apertar e depois afrouxar o maxilar.
— O seu showzinho com aquele idiota. Você realmente está saindo com aquele cara?
— Já disse que sim, não disse?
— Se ele tocar em você daquele jeito de novo, eu acabo com ele. — Ele diz, e apesar de sua expressão ser seria, eu rio.
— É o Joseph que acabaria com você, Harry.
— O Joseph... — Ele diz o nome fazendo uma careta. — Não teria chance comigo porque eu estaria brigando pela minha garota.
— Eu não sou sua...
— É sim, Demi. É sim. — Ele diz me cortando, seu tom serio me faz sentir borboletas no estômago. Ouvir Harry afirmar que eu sou sua garota quase me faz ter vontade de desistir desse plano maluco e ir pelo caminho mais fácil. Que seria simplesmente perdoa-lo, aqui e agora, e acabar com essa tortura.
— Quando você vai aceitar que você me perdeu, Harry? — Enfatizo a palavra “perdeu”. Ele vai ficar puto.
— Eu não perdi você, entendeu? — Ele diz mais irritadiço e eu tenho que segurar meu sorriso. Até que provoca-lo é divertido, ele é tão previsível em alguns aspectos.
— Eu terminei nosso namoro, não pretendo voltar mais com você e estou com outro cara. Para mim isso é perder. — Digo provocando-o. Seu maxilar fica tenso, ele segura minha nuca com uma mão e com a outra coloca o dedo indicador na minha cara.
— Eu já disse e vou repetir. Você é minha, e se esse tal de Joseph for esperto o suficiente ele vai se afastar de você, ou eu mesmo vou força-lo a fazer isso, entendeu? Diga para o seu namoradinho que se ele tocar em você, eu vou atrás dele.
— Ele não vai se deixar intimidar por você. — Digo.
— Eu estou avisando, Demi. Ele está se aproveitando do nosso termino, mas acontece que isso é temporário, eu e você vamos voltar.
Claro que vamos, mas antes quero vê-lo sofrer assim como eu sofri.
Não digo nada e nós nos encaramos por um breve momento, vejo seu corpo relaxando e sua expressão voltar ao normal.
— Te vejo no jogo sexta. — Ele beija minha bochecha e se afasta.
Quando ele sai da minha vista, cambaleio para trás e me apoio na parede.

Esse jogo vai ser divertido, mas também perigoso. Muito perigoso.


Olá!
tá aí mais um capítulo, não postei antes simplesmente por não comentarem...
se tiver mais comentários consequentemente tará mais capítulos, então...   

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

CAPÍTULO 13 E DIVULGAÇÃO

Demetria
— Nossa, acho que é a primeira vez em duas semanas que eu vejo você sorrindo. — Sunny diz, me puxando de volta das minhas lembranças. Estava lembrando da noite de ontem, da cara de Harry. Foi perfeito. Aposto que em um mês ele vai implorar para me ter de volta.
— Estou animada. — Digo me virando para ela.
— Estou vendo. Posso saber o porquê? Por um acaso você e Harry voltaram? — Ela pergunta enquanto encara a estrada a sua frente.
— Não, não voltamos...Ainda. — Digo com um sorriso travesso.
— Ainda? Então vocês vão voltar. Mas porque eu tenho a impressão que eu deveria estar sentindo pena do pobre coitado? — Sunny pergunta rindo.
— Porque você deveria. Nós vamos voltar, mas não sem antes ele aprender uma lição.
— E você não vai mesmo contar para a sua irmãzinha aqui, o motivo de vocês terem terminado? — Sinto meu sorriso vacilar com sua pergunta, mas por sorte ela está concentrada demais no transito e não percebe.
— Não. Mas não importa.
— Tudo bem, então, não quer contar não conte. Só quero que você continue com esse sorriso no rosto, ok?
— Não se preocupe, se os meus planos derem certo, eu vou estar rindo a toa pelas próximas semanas.
— É bom que você esteja animada, sei que todo mundo lá em casa estavam preocupados com você também, eles não falaram nada para você porque queriam lhe dar o seu tempo.
— Eu não queria preocupar ninguém. — Digo me sentindo culpada.
— Eu sei, mas eles são família, é inevitável que eles se preocupem. Todos nós sabemos como você é apaixonada pelo Harry, mas estamos todos torcendo para vocês voltarem.
— Sério? Todo mundo? — Pergunto incrédula.
Papai e Ian não gostam de Harry, depois que Ian descobriu sobre a fama dele eles tentaram me fazer desistir do meu namoro, eu claro, defendi Harry com unhas e dentes.
— Bem, você entendeu, não é?
— Sim claro, sei como papai e Ian devem estar torcendo para que eu e Harry voltemos. — Digo sarcasticamente.
Atravessamos Wills Point e seguimos pela estradinha de terra que nos levara até nossa casa.
Alguns minutos depois estamos estacionando o carro em frente a familiar casa de madeira de dois andares.
Pegamos nossas bolsas que contem apenas o necessário para passarmos o final de semana e seguimos para a porta da frente.
— Chegamos família. — Sunny grita.
— Estamos na cozinha. — A voz de mamãe ecoa pela casa.
Vamos até a cozinha e somos recebidas com sons de risadas e cochichos. Mamãe, Nina e Selena estão limpando a bagunça que elas fizeram na cozinha.
— Meninas, que bom que vocês chegaram. Estava com saudades. — Mamãe limpa as mãos no avental e vem até nós com os braços abertos, abraça eu e Sunny ao mesmo tempo e dá um beijo na bochecha de cada uma.
— Tudo bem por aqui? — Sunny pergunta.
— Tudo ótimo, e a semana de vocês, como foi? — Mamãe quer saber.
Um inferno, tirando sexta à noite, sexta à noite foi demais.
— Tudo ótimo também, tirando que estamos cheias de trabalhos para fazer e provas para estudar. — Sunny responde por nós duas.
— Meninas, que bom ver vocês.
— Bom ver você também, Nina. — Digo dando um abraço na minha cunhada.
— Selena. — Abraço minha prima e dou lhe um beijo na bochecha.
— Parece que chegamos na hora certa. Que cheiro bom é esse? — Sunny pergunta.
— Ah, estávamos fazendo umas tortas. Acabamos de coloca-las no forno.
— Onde está papai e Ian?
— Os meninos foram caçar com Paul e Nick, voltam só no final da tarde.
— Temos a tarde toda para nós. — Nina diz.
— Sabem o que isso significa, não é? Tarde das garotas, vamos comer doces, pintar as unhas uma das outras e colocar a fofoca em dia. — Selena diz animada e todas concordam.
Eu sorrio, como é bom estar em casa.

Joseph
Dez anos atrás...
— Já mandei você calar a boca, Joseph. A minha irmãzinha está no banco de trás, pelo amor de Deus. — Ian sussurra mas seu tom irritado não passa despercebido.
— A Little Nips está dormindo, cara. Para que tanto estresse? — Pergunto olhando para o banco de trás para verificar se ela está mesmo adormecida. Demetria está deitada no banco com um travesseiro e enrolada em uma coberta.
— E se ela acordar e ouvir você falando sobre...Sobre a porra da garota que você fodeu? — O vejo apertando o volante até os nós dos seus dedos ficarem brancos.
— Ela cabotou ali atrás cara, pare de ser tão estressado.
— Não, pare você de ser tão irresponsável. E além do mais, não quero ouvir como a garota te fez um boquete, não preciso dessa merda. — Ele diz fazendo uma careta.
— Cara, não foi só um boquete, foi o boquete. Foi tão bom que eu não joguei o telefone dela fora, e estou até pensando em realmente ligar.
— E quebrar a sua regra de ficar com a mesma garota só uma vez?
— Você sabe que toda regra tem a sua exceção. Ei, ela tem uma amiga bem gostosa, se quiser eu te apresento.
— Qual é a porra do seu problema, cara? — Ele me olha com se eu fosse de alguma espécie diferente.
— O que?
— Nina. Esse nome te diz alguma coisa? — Faço uma careta. Lá vem ele de novo com essa de que ela é o amor da vida dele e que ele só tem olhos para ela e blá blá blá. Que saco.
— Quantas vezes eu vou ter que falar para você parar te ficar tentando arrumar uma transa para mim? Cara, eu não sou mais assim, vê se coloca isso nessa sua cabeça de merda, porra.
— Quanto mau humor, nossa. Se não quer, não quer. Não tem problema, eu fico com as duas. Posso chamar mais algumas amigas dela e fazer uma suruba, você é que vai sair perdendo.
— O que é suruba? — A voz sonolenta de Demetria me assusta. Ian imediatamente me lança um olhar mortal, seu rosto ficando tão vermelho que eu acho que ele vai explodir.
— Não é nada não, Demetria. — Ian diz tenso.
— Se o Joseph vai fazer eu também quero. — Ela diz inocentemente e Ian se engasga, eu só olho para ele e ele fala sem emitir som "Vou te matar".
Viro-me para o banco de trás e vejo Demetria se levantando e esfregando os olhos enquanto boceja.
— Hey, conseguiu dormir bem nesse banco desconfortável, Little Nips? — Pergunto tentando desviar sua atenção para que não pergunte mais nada.
— Consegui. Falta muito ainda? — Ela pergunta com seus olhinhos ainda nublados pelo sono.
— Não muito, só mais umas duas horas. Quer um doce?
— Quero. — Ela diz sorrindo.
— Não é hora dela comer doce, Joseph. — Ian diz e o sorriso de Demetria some.
— O seu irmão é um desmancha prazeres. — Sussurro para ela e me viro para frente.
— Vou parar no próximo posto para abastecer. — Ian informa. Não muito a frente avistamos um posto e ele enche o tanque.
Quando ele desaparece dentro da loja de conveniência, eu abro o porta luvas e pego a barra de snickers que eu havia comprado na última parada que fizemos.
— Ei, princesa. Toma. — Jogo para Demetria, que sorri. — Só, não deixa o chato do seu irmão ver. — Digo e pisco para ela, ganhando uma risadinha.
— Obrigada por me trazer, Joseph. — Abaixo-me para dar um abraço em Demetria.
— De nada, princesa. — Digo dando-lhe um abraço e um demorado beijo na bochecha. — Vê se na próxima excursão não perde o ônibus, ok? — Pergunto com um sorriso brincalhão.
— Ok. — Ela diz desviando o olhar e suas bochechas ficam vermelhas. Ela é tão fofa.
— Obrigada, Ian. — Ian pega a irmã no colo e a abraça forte.
— De nada, minha linda. — Ele beija sua bochecha e recebe um beijo em troca.
— Desculpa fazer você vir até aqui. — Ela diz abraçando seu pescoço.
— Não precisa se desculpar minha linda, eu iria até o fim do mundo para ver um sorriso nesse seu rostinho lindo. — Nesse momento um sorriso largo domina o rosto de Demetria e seus olhos brilham.
— Te amo, Ian.
— Eu também te amo, minha princesa. Se comporte e obedeça a professora, ok?
— Eu vou, prometo. — Ela responde com confiança.
— Essa é a minha menina. — Ele diz e a coloca no chão.
— Bom passeio, Little Nips. — Digo.
— Nos vemos quando você voltar, linda. — Ian se despede.
— Tchau. — Ela acena e se vira, carregando sua mochila com desenhos de cowboy e franjas ela corre em direção a professora que a espera no saguão do hotel.
Quando saímos do hotel e estamos perto do carro, me pegando totalmente desprevenido, Ian me dá um soco no estômago. Imediatamente me dobro e sinto o ar deixando meus pulmões.
— Isso é por fazer minha irmãzinha dizer que queria participar de uma suruba.
— Merecido. — Ainda inclinado e lutando para respirar eu respondo.
Estou acostumado, vivemos nos socando e batendo o tempo todo. Coisa de melhores amigos.
— Bom é isso. Quer pegar um quarto antes de voltarmos ou já quer ir embora? — Ian pergunta como se não tivesse acabado de me dar um soco, coloco minha mão na barriga e me apoio no carro, recuperando o fôlego aos poucos.
— Nenhum dos dois. — Respondo.
— O que você quer fazer, então?
Não respondo imediatamente, respiro mais algumas vezes e espero a dor passar.
— Quero que você pegue o seu carro e nos leve para a cidade do pecado.
— Ah não, você não está querendo ir para...
— Sim. Las Vegas, baby. — Digo com um sorriso afetado pela dor no rosto.
— Cara, você está louco? Vamos pegar um quarto, dormir um pouco e voltarmos para casa.
— Ian, a cidade cheia de cassinos e gostosas peladas que ficam se esfregando em você fica a menos de cinco horas daqui. Nós temos que ir.
— Isso é falta de sono, só pode.
— Ah qual é, o carro é seu, se você não for eu não posso ir. Por favor cara, é a cidade do pecado, do pecado cara. — Digo e até fico com água na boca de imaginar todos aqueles rabos e tetas desfilando tentadoramente para lá e para cá.
— Se eu for para Las Vegas sem a Nina, ela me mata.
— Você pode pegar um quarto e descansar para a viagem de volta. Não precisa ir a nenhum lugar comigo se não quiser.
Ele cruza os braços e vejo em seus olhos que está indeciso.
— Mas você não tem 21 anos, não vai poder fazer nada naquele lugar.
— Deixe isso comigo. — Sorrio largamente, ele me olha com a testa franzida e depois que ele entendem o que quero dizer revira os olhos.
— Você está com uma identidade falsa, não é?
Apenas sorrio e dou de ombros em resposta.
— Seu filho da puta, você já tinha planeja de ir lá. Bem que eu achei estranho que você tinha concordado rápido demais em fazer uma viagem de 24 horas só pela Demetria.
Fecho a cara. Também não é assim, eu vim pela Little Nips também.
— Porra cara, eu vim por ela, mas antes de sairmos eu pensei “Porque não?” nós já íamos estar aqui mesmo.
— Você é um fodido, não perde uma oportunidade, não é? — Ele pergunta parecendo bravo comigo. Porque porra ele está bravo comigo?
— Vamos ou não?
— Tudo bem, eu te levo lá, mas eu vou direto para o quarto dormir. Não quero que você me coloque em nenhuma enrascada com a Nina.
— Você é o cara. Agora vamos. — Digo animadamente.
Entramos no carro e Ian pega a estrada em direção a Cidade do Pecado. Essa cidade foi feita para mim.
Cinco horas depois chegamos em Las Vegas e paramos no primeiro hotel mais barato que vimos. Ian pega dois quartos, um do lado do outro. Ele vai para o seu dormir, e eu vou na minha caçada a um Club de Stripers.
Não preciso procurar muito, não muito longe do hotel vejo um.
Na entrada mostro minha identidade falsa, o segurança olha e nessa hora me da um frio na barriga. Ele encara o documento e depois eu, e para meu alivio me deixa passar.
Ando pelo corredor de veludo vermelho e ouço a musica abafada passar pela porta no final do corredor.
Outro segurança abre a porta para mim e eu entro. O ambiente é escuro, com várias decorações em neon.
Várias garçonetes gostosas com quase nada de roupa passam por mim carregando suas bandejas.
Pego um lugar no sofá bem em frente ao palco e me sento, logo veem me atender e eu peço uma cerveja.
Na minha frente, no palco, uma morena com uma bunda enorme e com os peitos de fora faz pole dance.
Esse lugar é a porra do paraíso. Logo minha cerveja chega e eu bebo enquanto observo a morena se esfregando e fazendo movimentos que deixam meu pau cada vez mais duro.
Ela me vê babando por ela e sorri maliciosamente. Fica de quatro e vem engatinhando lentamente me encarando nos olhos. Ela chega na beira do palco e me chama com o dedo.
Aproximo-me dela e ela enfia seus peitos deliciosos na minha cara. Meu pau pulsa.
Ela se afasta um pouco e começa a brincar com seus peitos, ela segura um e abaixando a cabeça lambe o próprio mamilo.
Caralho! Eu poderia ficar aqui a noite toda.
Pego no meu bolso algumas notas e enfio na sua calcinha fio dental. Ela pisca para mim e se afasta lentamente, voltando ao poste e se esfregando nele.
Depois de uma meia hora só observando não aguento mais, meu pau está duro pra caralho e eu quero a ação.
Chamo uma loira para se sentar no meu colo.
— Está sozinho, amor? — Ela pergunta se sentando no meu colo, seus seios enormes a mostra.
— Que tal você me fazer companhia? — Pergunto com um sorriso safado enquanto seguro sua cintura.
— Eu adoraria. Gosta do que vê, gostoso?
Passo minha mão por suas pernas e subo até seu peito firme, aperto e brinco com o mamilo.
Ela se levanta e se senta em meu colo com as pernas abertas, de frente para mim, seus peitos na minha cara.
Os seguro e aperto-os, levando a boca até um, chupo um depois o outro enquanto ela se esfrega no meu pau.
— Que tal chamar uma amiga para se divertir com a gente? — Pergunto ao pé do seu ouvido. Ela sorri e se levanta, segura minha mão e me puxa.
Ela me conduz por um corredor e no meio do caminho uma morena se junta a nós. Ela abre uma porta vermelha e me puxa pela camisa para dentro.

Rindo eu entro no quarto com as duas. A noite vai ser boa.

Desculpa gente!
 Mas já tinha informado antes que postar no fim de semana é praticamente impossivel, já que fico na casa dos meus pais praticamente todo final de semana e estou odiando ficar na frente de um computador ou qualquer coisa com internet já que fico a semana toda na frente de um, mas tá aí, QUASE esqueci de postar mas postei e pra compensar postei 2 hoje, espero que comentem bastante, vou pensar e organizar uma maratona antes do carnaval, já que nesse período vou estar totalmente fora de órbita.  

DIVULGANDO