sábado, 25 de maio de 2013

CAPÍTULO 87



Miley dominou a conversa no almoço, me colocando a par da última bomba que caíra sobre a L&L. Ao que parecia, a empresa estava perdendo vendas para o concorrente – de qualidade inferior, mas com preço mais acessível -, e a diretoria estava arrancando os cabelos por causa dos números, que só despencavam. A solução encontrada para o problema havia sido reduzir a qualidade dos produtos, o que gerara um impasse. Parte da diretoria se recusava a baixar a qualidade, a outra parte não via problemas nisso.
– Não acho uma boa solução – comentei enquanto Miley voltava para sua sala e eu seguia rumo à copiadora. Ao que parecia, eu nunca me livraria daquela máquina. – Os clientes confiam nos nossos produtos, sabem que podem comprar de olhos fechados. Reduzir a qualidade aplicaria bem mais que perder o bom nome da L&L Cosméticos. Perderíamos credibilidade. Deve ter outro jeito... Sei lá, deveriam tentar outro caminho. De repente um plano de fidelização ou algo assim.
– Como assim? – ela inquiriu.
– Não sei. Talvez criar um programa de acumulo de pontos ou trocas. Prender os consumidores pela qualidade e dar a eles algum tipo de bônus. A gente podia trocar um número específico de embalagens vazias por um novo produto ou... – dei de ombros. – Acho que estou falando besteira, Miley. Não entendo nada de estratégia de vendas.
– Eu discordo – soou a voz grave e tão, tão familiar atrás de mim.
Virei-me e lá estava Joe, me avaliando a distância, os braços cruzados sobre o peito largo, um pequeno sorriso cínico nos lábios.
– Acho que você entende mais do que muitos de nós. – Ele se aproximou um pouco, ainda mantendo uma distância segura. – Sua ideia pode ser uma alternativa viável. Gostaria de ouvir mais sobre ela. Está ocupada agora?
O perfume dele me atingiu como um bastão de aço. Estava em meu nariz, em minha pele, dentro de mim. Estremeci com as doces lembranças, ainda tão recentes. Eu não queria falar com ele – bom, claro que queria, mas não queria colocá-lo no meio daquilo tudo, justo agora que ele estava livre da maldição de estar casado comigo. No entanto, eu precisaria de sua ajuda naquela noite. A ideia de deixar um bilhete em sua mesa era tentadora, porém não muito eficaz. Eu precisava que tudo ocorresse conforme o planejado se pretendia continuar vivendo em liberdade.
– Hã... Tudo bem. Eu estava mesmo querendo falar com você.
– Eu te acompanho – Joe disse, ficando bem ao meu lado.
Miley sorriu e se afastou rapidamente. Ele e eu seguimos em silêncio pelo corredor, rumo a saleta claustrofóbica. Era como no início, dois estranhos que não sabiam o que dizer. Joe fechou a porta assim que entramos.
Seus olhos brilhavam intensamente, como dois sóis... só que impiedosos.
– Agora fale – ele exigiu, se aproximando.
– Sobre o programa de acúmulo de pontos? – tentei, dando um passo para trás quando ele tentou chegar perto.
– Onde você passou a noite? – ele perguntou sem rodeios, emanando raiva por todos os poros.
Engoli em seco.
– Com a Sel. Na casa dela – murmurei. Meu peito subia e descia rápido demais.
– Só vocês duas?
– E a Mandy.
Ele assentiu brevemente.
– Já que assinamos os papéis do divórcio, você não acha que precisamos resolver certas coisas?
– Não acho, não! – Aquilo doía demais. Ele podia ao menos ter relutado um pouco mais. Lutado um pouco mais, não é mesmo? – Você já assinou a porcaria da separação e resolveu tudo. Com essa nova lei do divórcio, a essa altura já estamos oficialmente separados. Não tem mais nada a ser discutido.
Joe suspirou, frustrado.
– Você conseguiu o que queria, não conseguiu? – ele me analisava atentamente, como se procurasse algo em meu rosto. – Era o que você queria, não era? – as duas esmeraldas flamejantes não desgrudaram dos meus olhos um só instante. Havia mais naquela pergunta, muito mais. Eu só não sabia o quê, exatamente.
– E você nem sequer hesitou, Joe. Você podia ter tentado me enrolar? Não podia ter tentado me convencer a continuar casada? Nãããão! Claro que não. Você estava doido pra pular fora, e aproveitou a primeira oportunidade que caiu no seu colo pra se livrar de mim!
– Eu só fiz o que você me pediu! Foi você quem pediu o divórcio. Não posso obrigar ninguém a me amar, a querer ficar do meu lado – ele bufou.
– Andei pensando sobre nosso relacionamento. Ele começou errado. Nunca daria certo entre nós dois. Você tem razão, não podemos ficar juntos. Eu não pertenço ao seu mundo.
Você é o meu mundo, seu completo idiota!, eu quis dizer, mas, em vez disso, disse apenas:
– Seu completo idiota.
– Um dia você vai ser dona de um império e de uma fortuna que eu nem consigo calcular, e olha que cálculos são a minha especialidade. E eu sou um cara simples que, por mais que lute e trabalhe, sempre será classe média.
– Eu não me importo.
– Mas eu me importo! Tem muito mais que amor em um casamento. Tem confiança, respeito, admiração...
– Eu não acredito no que você está dizendo! Quer dizer que, enquanto eu era pobre e ferrada, ah, tudo bem me levar pra cama... Isso é fantástico, Joe! Maravilha!
– Eu não disse isso – ele grunhiu. – Você está deturpando as coisas, como sempre.
– Eu não acredito em quanto você está sendo ridículo! É só dinheiro!
– Um dinheiro que fez você se casar comigo – apontou ele. – Um dinheiro que te levou a me abandonar, não foi? – ele gritou, furioso, mas, apesar disso, seu olhar parecia questionador. Era como se ele estivesse encenando, testando... Que estranho.
– Eu não te abandonei! É você quem está pulando fora.
– Porque você pediu o divórcio, cacete!
– Bom... pedi, mas eu tive meus motivos. E você sabe muito bem que eu não tinha a intenção de ficar longe de você. Foi você quem me expulsou da sua vida! Agora, custava muito bancar o difícil só por alguns dias, até que eu... – parei de falar.
– Até que você...? – ele perguntou, ansioso, os olhos intensamente brilhantes de expectativa.
Eu não podia contar a ele. Não agora. Não tão perto de resolver tudo aquilo. Não podia colocá-lo novamente no meio daquela confusão. Uma sensação estranha de déja vu apertou minha garganta. Tentei ignorá-la.
– Que merda, Joe! – grunhi furiosa, empurrando-o para tentar sair daquela sala antes que fizesse alguma besteira. Ele nem se moveu.
Joe me avaliou por um instante, a testa franzida, os lábios comprimidos em uma linha reta.
– O que está realmente acontecendo, Demetria? – perguntou por fim, num sussurro.
Respirei fundo e ergui a cabeça, até ficar com o nariz a centímetros do dele.
– Nada que seja da sua conta. Você não é mais meu marido. Não lhe devo satisfações.
Ele estreitou os olhos, e um quase sorriso brincou em seus lábios.
Seu celular tocou, Joe atendeu, sem jamais desviar os olhos dos meus. 
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oiii, então hoje estava pensando em postar mais 3 pra vocês , se não tivesse ido parar no hospital hoje, estou postando esse escondida da minha mãe e do meu namorado que estão na minha casa me vigiando( ninguém merece), mais se amanhã estiver pelo menos 80% bem posto 3 pra vocês, hoje estou apenas com um nível de exaustão acima do que posso aguentar, então é isso até amanhã.    

sexta-feira, 24 de maio de 2013

CAPÍTULO 86



Depois que Inês se prontificou a me ajudar, entendeu o que eu queria e prometeu fazer tudo exatamente como pedi, fui para o setor nove, me sentindo um pouco instável. Joe estaria lá. Como seria nosso reencontro? Ele ao menos falaria comigo?
Mal saí do elevador e meu celular tocou. Era Sel. Aproveitei para confirmar tudo.
– Hoje à noite, Demi. Tem certeza?
– Se quiser, ainda dá tempo de desistir – alertei.
– Nada disso. Estarei pronta, mas... hã... que roupa eu uso? Eu nunca invadi nada antes.
Revirei os olhos.
– Qualquer coisa discreta e confortável, que permita subir em muros, se enfiar embaixo de móveis, pular janelas, essas coisas.
– Humm... Acho que não tenho nada pra usar. Vou dar uma passadinha no shopping antes de ir pra casa.
– Selena! Eu aqui, louca de preocupação com o perigo de acabarmos na cadeia, e você preocupada com a roupa que vai usar? – Joe entrou no corredor e parou quando me viu. Acho que meu coração também. – Preciso ir Sel. Até mais tarde.
Endireitei-me, alisando os cabelos presos, tentando me fazer de indiferente e falhando vergonhosamente. Joe ficou um momento ali, parado, me olhando de um jeito indecifrável, depois encarou o chão.
– Oi – murmurei, com o coração aos pulos.
Tudo bem, eu estava furiosa por ele não ter me ouvido e magoada por ele pensar tão mal de mim. Mas eu não podia evitar amá-lo. Simplesmente não dava para não reagir à sua presença. Era o mesmo que tentar capturar o ar com uma peneira. Impossível! Por isso eu me negava a acreditar que estava tudo acabado entre nós.
– Oi. Você saiu de casa – ele acusou.
Respirei fundo.
– Você sabia que eu ia fazer isso.
– É, acho que sabia – ele murmurou, olhando para alguns papéis em suas mãos. – Acabei de assinar a papelada do divórcio. A secretária do Clóvis está esperando para levar ao cartório.
– Já? – me segurei na parede fria para não cair.
– O Clóvis não perde tempo, não é? – ele levantou a cabeça para me encarar, algo perigoso brilhava em seus olhos.
– Joe... – sacudi a cabeça. – Preciso falar com você.
– Imagino que não seja importante. Se fosse, você teria ficado em casa ontem e esperado eu voltar para conversarmos.
– Você está começando a me deixar muito irritada, Joe. Está agindo como um completo idiota!
– E não é essa a função dos ex-maridos? – ele abriu um sorriso tão agonizante que comecei a tremer. – É a sua vez de assinar. Vamos acabar logo com isso – me estendeu os papéis e uma caneta e esperou.
Magoada, peguei os documentos e assinei ali mesmo, usando a parede como apoio. Devolvi tudo a ele com as mãos trêmulas.
– Pronto. Não tem mais nada a ser feito – ele disse e me deixou ali, plantada como um coqueiro, observando-o se afastar e entrar no elevador.
Não havia mais nada a ser feito. Estávamos oficialmente separados. Acabou.
Pelo menos agora Joe está a salvo. Fiquei repetindo isso como um mantra, na tentativa de passar a acreditar em algum momento.
Mal consegui me concentrar naquela manhã. Fiz muito pouco antes de descer para o refeitório e encontrar Blanda no caminho. Eu não havia me esquecido dos seus serviços de hacker e de seu ataque a Joe, mas aquela ainda não era a hora de acertar nossas contas. 
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oi tá aí mais um pra vocês espero que gostem de fortes emoções por que elas estão por vir, Leninha. Roseno será um prazer lhe ajudar, mais estou muito, muito ocupada, mas posso lhe ajudar dando dicas essas coisinhas e se quiser posso lhe passar meu e-mail ok.     

quinta-feira, 23 de maio de 2013

CAPÍTULO 85


– Você enlouqueceu de vez! – gritou Sel, batendo a porta do guarda-roupa, quando expliquei a ela como planejava acertar minha vida.
– Talvez você esteja certa – eu disse, terminando de prender os cabelos. – Mas não vou ficar parada vendo a minha vida ruir porque alguém armou pra cima de mim.
– Mas invadir uma casa? Isso é sério, Demi – ela disse, abotoando a camisa branca de renda sobre o top rosa antigo. O rosto estava tenso. – Até pra você.
– Não é tão sério assim... – Mas ela tinha razão e eu sabia disso. O grande problema era que eu tinha certeza de que havia algo oculto naquela história, algo que poderia me ajudar a sair daquele pesadelo, e eu estava pronta para pagar o preço. Porém colocar Sel naquela roubada estava me matando.
– Você não vai comigo. Tô sozinha nessa.
– Nem pensar! Se você for, eu também vou. – Ela cruzou os braços sobre o peito quando tentei argumentar. – E nem adianta tentar discutir. Ou vamos as duas, ou não vai nenhuma.
– Sel – suspirei –, eu já te meti em mais confusão do que gostaria. Aqui estou eu outra vez, incomodando você e a sua mãe. Você sempre foi a mais responsável de nós duas. Pensa no que está querendo fazer.
– É por isso mesmo que quero ir. Preciso fazer algo bem idiota – ela resmungou.
Suspirei, passando os braços sobre seus ombros. Nós duas estávamos arrasadas emocionalmente, mas por razões diferentes.
– Você ainda está chateada com o Nick?
– Não. – Ela encostou a cabeça em meu obro e gemeu. – Tá bom, estou. Não é que eu não entenda. Quer dizer, ele estava fazendo as aulas de mergulho e eu sabia. Mas, até você sugerir, nunca me ocorreu que ele pretendia mudar para o litoral e trabalhar como guia turístico subaquático. E nunca ocorreu que ele quisesse que eu fosse junto. A gente mal se conhece!
– Na verdade, vocês se conhecem há um tempão – apontei.
– Tá, mas eu digo conhecer. Isso é loucura! Não posso simplesmente largar tudo e mudar com ele para uma praia qualquer. Seria praticamente um casamento, um passo grande demais e idiota e...
– Invadir casas é bem menos assustador? – tentei.
– Exatamente – ela riu. – Vamos mesmo fazer isso?
– Eu vou – esclareci. – Vou precisar da ajuda do Joe. Não sei como ele vai me receber hoje, então cruza os dedos pra dar tudo certo.
Ela avaliou meu rosto e murchou um pouco.
– Ele ainda não ligou?
Sacudi a cabeça, encarando o chão.
Eu estava furiosa – entre outras coisas – com Joe. Como ele pôde imaginar que eu estava mais interessada em dinheiro que nele? Eu ainda me questionava como ele fora capaz de pensar algo assim a meu respeito. Como?
Tudo bem, eu havia me casado com ele para reaver minha herança, mas isso foi antes de me apaixonar. Ele devia saber disso.
– Ele acha que eu o troquei por grana – comentei. – Nem me deu chance de explicar. Que tipo de mulher ele acha que eu sou? Tudo bem, admito, foi o que pareceu, mas ele é meu marido, droga! Devia me conhecer. Acho que o orgulho dele é maior do que o que ele sente por mim.
– Não, Demi. Você está enganada. O Joe te ama, só está magoado. Talvez ele precise de mais tempo para curar as feridas. Não faz nem vinte e quatro horas que tudo desandou. Quem sabe hoje vocês acabem se acertando...
– Ele não vai me procurar. Mas tenho que falar com ele mesmo assim. Não sei se vou suportar, Sel. Ver o Joe ali tão perto e ao mesmo tempo a quilômetros de distância.
– Eu sinto muito, Demi.
– Eu também, murmurei.
Então comecei a chorar. De novo. E, mais uma vez, Sel estava ali, me consolando. Doeu demais aceitar o fim de meu relacionamento com Joe. No dia anterior, logo depois que ele saiu batendo a porta e eu recuperei um pouco de discernimento, eu havia juntado minhas coisas e saído na nossa casa com o coração
aos berros. Para minha surpresa, os primeiros a me acudirem foram os passageiros do ônibus, que, depois de muitos soluços convulsivos de minha parte, compreenderam que eu estava de coração partido e me encheram de abraços, tapinhas nas costas e frases encorajadoras – não adiantou nada, mas achei bacana da parte deles.
Segui direto para casa da Sel, mas não a encontrei. Já passava das nove e ela havia saído para o trabalho. Mandy, com seu sexto sentido materno, foi quem me auxiliou, me levando para seu quarto, todo decorado em tons de verde, e me deixando chorar em seu ombro sem fazer perguntas quando tentei contar o que tinha acontecido. Ela apenas murmurava “eu sei” vez ou outra, sem tentar me fazer acreditar que aquela dor um dia melhoraria. E eu chorei, por muitas horas, até que acabei adormecendo e, mesmo quando apaguei, sonhei que chorava, e dessa vez era meu avô que me consolava. – O Joe entendeu tudo errado! – eu disse ao vô Marcus. – Eu tentei falar a verdade e olha só! Eu sabia que falar a verdade nunca dá em boa coisa. Ele nunca vai me perdoar. Ele acha que estou me afastando por causa do dinheiro, mas não é isso. Ele... ele... nem me deixou explicar!
Não fique assim. Não chore, querida. Ele agiu dessa maneira porque está sofrendo. Ele realmente ama você. Dê um tempo a ele. O Joe vai acabar caindo em si e vai procurar você para entender o que está acontecendo.
Sacudi a cabeça freneticamente.
– Não, vovô. Eu conheço o Joe. Ele não vai me procurar. Eu feri o orgulho dele – chorei. Vovô permaneceu ali, murmurando palavras de consolo que não serviam de muita coisa, me envolvendo naquele abraço sem calor. – Você sumiu! – acusei. – Eu precisei tanto de você, e você desapareceu.
– Você é muito mais forte do que pensa.
– Se eu perguntasse o que realmente aconteceu para você tomar a decisão de me excluir do testamento, você me contaria a verdade?
Ele sacudiu a cabeça e disse apenas:
– A vida é um jogo, Demetria. Você precisa saber usar as estratégias. A dificuldade da luta armada é fazer próximas as distâncias e converter os problemas em vantagens.
Revirei os olhos.
– Sabe, você deveria ter lido Harry Potter, para me ensinar um pouco de magia. Esses provérbios não me servem de nada.
– Isso porque você não está realmente ouvindo. A arte da guerra pode conter as respostas que você tanto procura. – Ele ficou sério subitamente. – Tome cuidado, seu plano é perigoso.
– Para mim ou para aquele crápula? – Surpresa, encarei meu avô, com a curiosidade estampada no rosto. Como ele soubera? Eu não havia falado sobre isso com ninguém.
– Para ambos. Há muito em jogo.
Então eu acordei e Sel estava ao lado da cama, pronta para me emprestar seu ombro, e não me fiz de rogada. Doeu aceitar o fim. Doeu além do que podia suportar, como vovô havia alertado, em um sonho que parecia ter acontecido em outra vida.
– Minha mãe me ligou avisando do rompimento. Que diabos você fez? – ela quis saber, me abraçando e tentando decifrar minhas frases desconectas. Depois de muitas tentativas, ela finalmente compreendeu o que acontecera e, como aquela garota que me abraçara era Selena Gomez, a melhor amiga que alguém poderia ter, disse a única coisa capas de me tirar daquele estado histérico:
– Chora tudo agora, Demi, porque até o anoitecer vamos precisar colocar a cabeça no lugar e nos concentrar para encontrar uma forma de te livrar dessa.
Passei o dia assim, ora enfiada na cama, ora no ombro de Sel, recebendo religiosamente a cada três horas, doses generosas de chocolate e vodca. Passei por momentos críticos, em que me agarrava ao telefone e Sel praticamente me aplicava uma gravata, enquanto Mandy escondia o aparelho para que eu não ligasse para Joe implorando para que ele me ouvisse.
– Não! Você não pode ligar – explicava Sel pacientemente. – Você vai se odiar se ligar para ele agora. Acredite. – E isso só me fazia chorar ainda mais, pois eu sabia que Joe jamais ligaria.
Meu coração doía ao pensa nele, meu corpo doía, como se estivesse doente, e eu tinha certeza que ele também se sentia assim, como se uma parte do corpo tivesse sido dilacerada por um triturador de carne. Eu sabia disso porque, apesar de tudo, de ele não ter me ouvido, de ter me julgado e me dado as costas, eu vira seu rosto ao me deixar. Joe realmente acreditava que eu o trocara por dinheiro. E estava devastado por isso.
Foi a lembrança de seu olhar destruído que me trouxe um pouco de esperança e serenidade. Talvez ainda houvesse uma chance para nós dois. Obriguei-me a focar os pensamentos em solucionar o mais rápido possível aquela situação, como Sel havia me alertado.
Por isso, depois de passar a noite em claro bolando minhas estratégias e explicar na manhã seguinte meus planos nos mínimos detalhes para minha amiga – que não achou tão genial assim, mas acabou cedendo por falta de ideia melhor –, decidi partir para a ação. Enquanto Sel me levava para a L&L, repassamos mais uma vez nosso plano de invasão, e, às nove em ponto daquela manhã, eu estava na antessala da presidência. Vestia calça jeans e botas de cano alto, uma blusa preta com decote em V e mangas longas, os cabelos presos num rabo de cavalo. Pronta para a guerra. Pronta para tudo!
– Inês, vou precisar de um grande favor.
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tamtamtam será que essa loucura dará certo??? a situação pede medidas desesperadas. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

CAPÍTULO 84



- Você me fez perder a hora – Joe murmurou, beijando meu pescoço repetidamente até que abri os olhos. Ele sorriu e me beijou com delicadeza sobre o tapete onde havíamos passado a noite. – Não posso me atrasar hoje. Vamos ter uma teleconferência com os australianos. Finalmente vamos fechar negócio. Por favor, Demetria, seja rápida hoje – disse ele, dando um tapinha em minha bunda e se levantando apressado, completamente nu.
Respirei fundo, e a consciência me atingiu como um meteoro flamejante.
- Não vou trabalhar – sussurrei, me embrulhando no edredom que Joe havia pegado em nosso quarto no meio da madrugada.
- Não vai? – ele perguntou, abotoando a calça que encontrou jogada sobre o sofá, e se agachou ao meu lado, então colocou a mão em minha testa. – Não está se sentindo bem?
- Na verdade, não. Nada está bem. Mas tenho que fazer o que é preciso – desviei os olhos para seus pés descalços.
- Não estou entendendo
- Precisamos nos separar por um tempo – murmurei.
- O que você disse?
- Preciso do divórcio, Joe. Vai ser só uma formalidade. Nada precisa mudar...
- Do que você está falando? É uma das suas brincadeiras? – ele interrompeu, levantando meu queixo para que o encarasse. Seu rosto estava tão pálido quando a parede atrás dele.
- Não estou brincando – engoli em seco – Preciso que você assine os papéis da separação o mais rápido possível.
Ele ficou calado por um momento.
- Você está magoada porque acha que te traí com a Blanda. É isso, não é? Você não acreditou em mim. Eu não traí você, Demetria, eu juro! – sussurrou, mortificado.
- Não é isso- sacudi a cabeça, desamparada. – É muito complexo que isso. Ontem você disse que confiava em mim. Por favor, confie em mim agora. Vai ficar tudo bem.
- Você está pedindo que eu simplesmente entenda que você não me ama mais sem me dar nenhuma explicação?
- Eu não disse isso! – tentei alcançar seu pescoço, mas ele recuou. Doeu. – Eu nunca disse que deixei de te amar. Eu amo você! Amo demais! Só não posso ficar casada com você nesse momento.
- Você me ama? – ele perguntou, sério, os olhos indecifráveis.
- Você sabe que sim.
- Estão por que está me abandonando? – sua voz falhou.
Suspirei, fechando os olhos, tentando me livrar da dos que sua mágoa me causava. Foi inútil. Então decidi abrir o jogo. E, pela primeira vez na vida, ai me deparar com algo difícil, eu disse a verdade.
- Porque o Hector exigiu. Ele tem provas de que o nosso casamento é uma farsa e entregou ao Clóvis. – Seus olhos brilhavam perigosamente, quase loucos. Continuei, mas minha voz estava fraca e trêmula, mal passava de murmúrio. – O Hector encontrou o jornal com o meu anúncio e, assim com você, ligou uma coisa à outra. Ele encontrou a fatura do meu cartão de crédito, só Deus sabe como... Eu fui uma idiota, eu sei, mas já está feito. Não se preocupa. Eu tenho um plan...
- Eu entendo – ele interrompeu, se endireitando. – Você não pode perder o seu precioso dinheiro. Entre a sua fortuna e eu, você escolheu a fortuna.
- O quê? Joe,espera aí... – me levantei depressa, apertando o tecido grosso ao redor do corpo, e o puxei pelo braço, já que ele ameaçou seguir para o quarto. – O dinheiro é a última coi...
- E você já tinha se decidido ontem, à noite, não é? – ele disse bruscamente, me encarando com olhos hostis, tão frios que causaram arrepios. – E mesmo assim me permitiu te amar como se tudo estivesse bem. Como se me fizesse um favor. Foi muito gentil de sua parte.
- Não é nada disso! Eu ainda não terminei d...
- Terminou sim. Você acabou de terminar tudo, Demetria – ele deu de ombros. Seu rosto era duro como o de uma estatua de mármore. Não há nada mais a ser dito.
- Quer me ouvir, por favor? Eu tenho um plano. Não podemos continuar casados, mas podemos nos encontrar escondidos e...
- Ah, claro! – ele cuspiu, se desvencilhando de minhas mãos. – E você vai deixar dinheiro sobre a minha cama quando for embora?
- Joe, por favor, para com isso. Você sempre foi racional, se escutar tudo você vai entender e me ajudar a resolver isso. Você está me condenando sem me ouvir, droga!
- Estou? Você me trocou por dinheiro. O que mais quer que eu escute, Demetria? – ele começou a andar de um lado para o outro na pequena sala. – Eu sempre soube que voe queria sua fortuna, mas por um momento, por um ridículo momento, cheguei a pensar que você pudesse ser feliz apenas sendo minha...Argh! Que estúpido! – e chutou a cadeira da sala de jantar à sua frente, que caiu com um estrondo ecoante.
Paralisei, assustada, ferida com suas conclusões precipitadas. Se ele ao menos me deixasse terminar...
- Por favor, me ouça! – implorei, tentando alcançá-lo, mas ele recuou novamente.
- Acho que você já disse tudo que importa. Não tem mais nada que você possa dizer que eu tenha interesse em ouvir – ele retrucou e foi para o quarto, com os braços cerrados ao lado do corpo, e fechou a porta com força.
Comecei a bater na porta do quaro, desesperada. Aquilo não podia estar acontecendo. Joe não podia estar pensando que eu o trocaria por grana. Simplesmente não podia.
- Joe, abre a porta. Por favor, me deixa explicar! Estou dizendo a verdade, você tem que ouvir tudo.
A porta se abriu e por um instante me enchi de esperança, mas assim que olhei em seu rosto, os olhos vazios como um cemitério, entendi que ele não estava disposto a me ouvir. Ou a olhar para mim. Uma dor excruciante me tirou o fôlego.
Eu o perdi.
- Você prometeu ficar do meu lado, não importa o que acontecesse. Você prometeu! – sussurrei como uma menina assustada.
- Parece que você me transformou em um especialista em quebrar promessas – ele pegou o paletó, jogou sobre o braço de qualquer jeito, sem jamais olhar para mim, e marchou em direção à saída.
- Não faz isso! Olha pra mim. Fala comigo, caramba!
- Eu não fiz nada, Demetria – ele parou, se virou lentamente e me encarou. Seus olhos cintilaram, úmidos, desesperados. Ele também estava sofrendo. – Você fez. Ele me encarou por mais um segundo ou dois antes de sair, batendo a porta da sala com tanta força que as paredes tremeram ligeiramente.
Despenquei no chão, sem conseguir respirar. Um soluço violento irrompeu em minha garganta, liberando meu desespero em forma de lágrimas.
Eu o perdi! Eu o perdi!, repeti incoerente e incessantemente para mim mesma. Como era que aquilo acontecera? Eu tinha dito a verdade – ou pelo menos parte dela, já que ele não quis me ouvir. Dizer a verdade deveria contar para alguma coisa. Dizer a verdade deveria mantê-lo por perto. O que dera errado?
Eu havia imaginado que talvez precisássemos ficar separados por um tempo, mas ele ainda me amaria. Talvez nos encontrássemos às escondidas, como amantes, três ou sete vezes por semana, quem sabe. Mas eu o perdera. Eu o perdera por simplesmente dizer a verdade.
Naquele instante, aquele cheiro de flor invadiu o apartamento. Aos soluços, procurei em volta, tentando entender, mas não era capaz de pensar em nada além do fato de que Joe havia me chutado. Enterrei a cabeça entre os joelhos, derramando um oceano de lágrimas. Um formigamento delicado se espalhou por minha mão direita e, por um momento louco, imaginei que meu avô estava ali, segurando minha mão. Foi o suficiente para me dar forças para me levantar. A raiva começou a se infiltrar sorrateiramente, e dessa vez direcionada à pessoa certa. Sequei os olhos com as costas da mão e marchei para o quarto, disposta a tudo para recuperar o controle de minha vida.
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Então meninas tá aí mais um capítulo dessa história, e só pra lembrar estamos na reta final e ainda não fiz o epílogo e nem tenho ideia de como será, podem dar dicas? serão bem vindas, não é sempre que tenho tempo de responder seus comentários, mais não significa que não leio todos pelo contrário, e hoje como estou com um tempinho vou responder.
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RESPOSTAS AOS COMENTÁRIOS

LúUuUU: sobre isso não posso dizer nada é um assunto confidencial entende ;)

Ine: bom quanto a Demi ir embora foi verdade, mais ela é perseverante e vai encontrar a verdade de toda essa história, gosta de sangue? pois é vai rolar logo logo, agora quanto a borboleta é um personagem bem importante apenas isso.

Anônimo:  não sei se esse é o final feliz pra essa história, vamos esperar pra ver. 
       


terça-feira, 21 de maio de 2013

CAPÍTULO 83



Quando cheguei em casa, ainda incerta sobre o que fazer – um plano, porém, já se delineava em minha cabeça – encontrei Joe parado perto da porta. Ele parecia ter passado um bom tempo ali, me esperando.
- Por onde você andou? Eu estava maluco de preocupação – perguntou apressado, mantendo certa distância.
- Por aí – eu disse, me desviando dele e largando a bolsa na cadeira da mesa de jantar. Eu me sentia exausta, como se o peso do mundo estivesse em minhas costas.
- Por favor, me escuta, Demetria! O que você viu não foi o que você pensa que viu... exatamente. A Blanda armou pra você nos surpreender.
Eu não tinha dúvidas quanto a isso.
- Eu sei – e me joguei no sofá. De alguma forma, eu sabia que ele dizia a verdade, que tudo não passara de uma tentativa tosca de Blanda de nos separar. Ainda assim, doía. E muito!
Ele se aproximou um pouco.
- Você precisa acreditar em mim. Não sei como ela soube que você ia para aquela sala naquele momento, mas eu juro que... que... O que você disse? – ele indagou, confuso.
- Eu sei que ela tentou encenar algo que não aconteceu. Eu acredito em você, Joe.
- Acredita? – seu rosto cansado desanuviou um pouco.
Sim, eu acreditava. Sabia que ele jamais faria aquilo, especialmente dentro da L&L. Joe prezava demais as regras.
- Ah, Demetria. Acho que sou eu que tenho que pedir desculpa por ter sido tão estúpido – ele me envolveu em seus braços, os lábios procurando os meus.
- Espera, eu preciso falar com você.
- Seja lá o que for, pode esperar – ele disse, voltando a me beijar.
Fiz um esforço sobre-humano para afastá-lo outra vez.
- É sério, Joe. Temos que conversar.
Ele me soltou, passou a mão pelos cabelos, pela barba por fazer, e pareceu tão desamparado que eu quis cair de joelhos e confortá-lo.
- Demetria, eu passei cinco longas horas ligando pra você a cada cinco segundos, atormentando a Selena pra tentar descobrir onde você estava, com medo que você acreditasse na armação da Blanda e que eu tivesse te perdido de vez. Você entende o que estou sentindo agora? O alívio que sinto em poder ter você em meus braços nesse momento?
Eu entendia. Eu podia imaginar como seria abraçá-lo outra vez sabendo que tudo estava bem, que aquela não seria a última vez. Que ficaríamos juntos, não importava o que acontecesse.
Eu não queria me afastar dele, ainda que por pouco tempo.
Uma lágrima traidora desceu por meu rosto. Joe a secou com os lábios.
Segurando meu rosto entre as mãos e me encarando por um momento precioso, seus olhos brilharam como duas estrelas em chamas, incendiando minhas entranhas.
- Nada é mais importante ou precioso pra mim do que você, Demetria. O mundo pode esperar. Qualquer problema, qualquer assunto pode esperar. O amor que sinto por você, não.
- Eu te amo, Joe. Você não faz ideia do quanto eu te amo.
Ele sorriu antes de me capturar com os lábios famintos, me tomando em seus braços e me deitando com delicadeza sobre o tapete pesado da pequena sala. Ele sussurrou meu nome, de novo e de novo, como uma prece, um mantra, enquanto suas mãos e sua boca me acariciavam de maneira tão insuportavelmente doce que me vi à beira das lágrimas. Fechei os olhos, presa em meu próprio desespero, e me entreguei ao amor uma última vez. 
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Então apesar de estar no meio de uma aula chata de economia aqui na faculdade estou postando mais um pra vocês... não tenho muito tempo pq se o professor me pegar me mata, então agora se preparem para muito drama e aventura nesse final da história e como toda essa história vai se desenrolar e comentem! 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

CAPÍTULO 82




Perambulei pelo bairro desconhecido por algum tempo. A noite já caíra e eu sabia que devia voltar para casa, mas não queria enfrentar Joe naquele momento. Não tinha forças para isso. Encontrei uma pracinha, dessas com bancos pichados e a grama tão alta que mais parecia a beira de um riacho. Sentei no encosto do banco e apoiei os pés no assento, jogando a bolsa ali. Meu celular tocou mais uma vez. Peguei o aparelho e o encarei. Era Joe. De novo. Ignorei a chamada. Não estava pronta ainda.
-O que você faz aqui, srta. Demetria?
Virei-me e dei de cara com a ex-secretária de meu avô.
- Inês! - exclamei, surpresa. - Eu...desci no ponto errado. Acabei me perdendo.
Ela me avaliou atentamente, de meus olhos inchados a minhas mãos frenéticas, que não paravam de se retorcer.
- Eu moro na próxima quadra. Não quer ir até a minha casa e beber alguma coisa enquanto chamo um táxi pra você?
- Eu adoraria. Obrigada Inês. - Coloquei-me de pé, jogando a bolsa sobre o ombro e alcançando uma de suas sacolas de supermercado. - Deixa eu te ajudar com isso.
Ela sorriu e caminhamos caladas até a casinha cor de abóbora com portas e janelas brancas. Um pequeno jardim repleto de margaridas, bem embaixo da janela, trazia um pouco de cor ao lugar. Por dentro, a casa era repleta de detalhes, tapetes e bibelôs infinitos – e um tanto assustadores – e flores artificiais. Inês me acomodou no sofá estampado e foi para a cozinha preparar um chá. Olhando em volta, vi diversos retratos dela, em várias épocas da vida. Um homem com um vasto bigode a acompanhava em muitas delas. Não nas mais recentes, porém.
- Meu marido – disse ela suavemente, me fazendo pular no estofado – Morreu há dez anos. Seu chá – me estendeu a xícara. Eu a peguei, proveu um pouco e o gosto do rum adormeceu minha língua. Olhei para Inês, surpresa, que sorriu e se sentou ao meu lado com outra xícara na mão. - Achei que poderia ajudar você a se acalmar. Ajudava o seu avô.
- Obrigada, Inês. Era exatamente o que eu precisava.
- O que te deixou nesse estado? - ela perguntou, sem rodeios.
Suspirei. De algum modo, eu não achava que pudesse ser coincidência topar com a antiga secretária de vô Marcus num momento como aquele.
- Descobri algumas coisas sobre o Hector. Coisas ruins – mantive os olhos em minha xícara.
Ela gargalhou. Tão alto que alguns bibelôs na mesa de centro vibraram.
- Isso nunca seria possível – ela ergueu os ósculos para secar as lágrimas no canto dos olhos. - O Hector é um homem tão honesto e correto quanto o seu avô era.
- Você está enganada, Inês. O Hector é perverso, sádico, mesquinho e cruel. Coisas que o meu avô jamais foi – retruquei, apertando a xícara em minhas mãos.
Isso fez surgir um pequeno franzido entre suas sobrancelhas.
- Demetria, não sei o que está acontecendo, mas posso garantir que o Hector é um homem íntegro. Seu avô o deixou a cargo das empresas por confiar cegamente nele.
- Ele também deixou o Clóvis a cargo da herança. O que me leva a crer que o meu avô confiava demais nas pessoas e pouco em seu próprio sangue.
- Sabe que isso me incomodou um pouco? - disse ela, pousando sua xícara sobre a mesa com delicadeza. - Esse testamento não parece coisa do sr.Marcus.
- Finalmente concordamos em alguma coisa – exalei pesadamente – Não foi ideia dele. Foi do Hector.
- Do Hector? - ela sacudiu a cabeça. - ele nem sabia que o seu avô tinha feito aquele testamento. Quando soube do conteúdo do documento pediu uma reunião com o dr. Clóvis para entender o que estava acontecendo. Ele achou aquilo um absurdo, até discutiu com o Clóvis por conta disso.
- Como você sabe disso?
- Eu estava na sala quando aconteceu.
O sinal de alerta voltou a soar em minha cabeça. A luz vermelha piscava incessantemente.
Virei meu chá de uma vez, queimando o esôfago, mas não me importando com isso.
- Fala mais, Inês. Me conta o que você viu e ouviu. Desde o começo, por favor.
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Nossa fiquei triste :( , e NÃO VOU MAIS POSTAR!
brincadeira gente apenas respondendo as anonimas que nem sei se vão ler isso, gente vamos crescer, como podem odiar uma pessoa que nem conhecem?  ódio é um sentimento ruim pra vocês e pra quem está com vocês, apenas dei minha opinião sobre um assunto levantado nos comentários, pena que não vão  ler mais, aqui é um mundo de fantasias, TOTALMENTE fora da realidade fora daqui, vamos raciocinar né gente, aqui é um lugar onde quero que viajem na imaginação, e não vou parar de postar prejudicar várias pessoas que leem e comentam aqui no meu blog por uma coisa tãaoo boba, as minhas queridas  seguidoras que me apoiaram, muito obrigado e não se preocupem adoro viver sobre pressão é  meu trabalho e nunca deixo de fazer o que gosto no dia que eu sair daqui desse blog espero ter deixado várias histórias pra vocês, aqui me divirto muito se estou gostando vou continuar, e sobre a segunda frase postada em maiúscula bom talvez não poste amanhã mais vou fazer o possível ok, só estou um pouco desorganizada em relação ao meu tempo mais semana que vem já estarei acostumada, e espero que não tenha ninguém ai me odiando.