domingo, 20 de outubro de 2013

CAPÍTULO 3

No dia seguinte ela apareceu na sua casa, ele a recebeu cheio de contentamento. Ela era a mulher da sua vida! Mas a expressão de dor no rosto dela, fez com que ele enxergasse a realidade.
 No fundo ele sempre esperou que algo de ruim acontecesse e o que ela lhe falou só foi a constatação da daquilo que ele sabia que um dia, viria a acontecer.
Lembrava-se dela chorando muito. Sentada no seu colo o olhando perdida. Inconformada o abraçou. Depois que ela se acalmou ele a fez sentar-se no sofá e ele se transferiu para o seu lado.
—Joe, meu pai perdeu o ponto de taxi aqui nessa cidade. Surgiu outro ponto em Londres. Por isso nós vamos ter que nos mudar. Ele não me explicou muito bem o que aconteceu. Eu saí tão transtornada que nem perguntei. Você sabe que eu ganho muito pouco no meu emprego. Então não tem como eu me sustentar aqui nessa cidade sozinha. Eu vou ter que acompanhá-lo. Eu ainda sou dependente dele. O que me dói é que Londres fica há muitos quilômetros de distância daqui. Eu estou com medo de perdê-lo.
Um silêncio pesado caiu sobre ambos. Nenhum dos dois se movia. Nem conseguiam falar. Joseph a olhava perdido. Já lhe era difícil à deficiência, ele também era dependente de seus pais.  Ele então saiu daquela inércia e tentou-lhe passar segurança e tranquilidade a ela, uma tranquilidade que ele não tinha, e mesmo com o coração dilacerado com a revelação, ele a consolou.
—Demi, não fique triste querida. Isso é provisório, logo eu vou tirar carta de motorista e poderei ir vê-la. —Depois de olhá-la intensamente lhe falou— Qualquer coisa eu peço ao motorista de meu pai me levar para ver você. — Quando você chegar lá você me liga, passando-me seu endereço.
Na hora o rosto dela se iluminou de esperanças e ela o abraçou apertado e soluçava muito.
Isso o comoveu e ele não pode conter as lágrimas.
No fundo do coração de Joseph  uma vozinha lhe dizia “Aproveita agora! Termina com ela! Ela merece uma pessoa melhor que você”.  Mas ele não conseguia. Ela passou a fazer parte de sua vida, trazendo-lhe a felicidade.  Na verdade, ela para ele, era a própria felicidade.
Joseph logo ligou para uma autoescola e se informou de como tirar a carta de motorista e seu pai já lhe falava de comprar um carro no qual ele pudesse dirigir.
Ele não via a hora de contar a Demi, que logo ele  estaria  dirigindo e que nenhum obstáculo ia impedir de vê-la.
Então ocorreu um novo baque, que definiu o seu destino. Ele estremeceu de novo com as lembranças.
No dia seguinte ele havia encontrado o pai dela no elevador, até então, ele não sabia que se tratava do pai dela. Descobriu da pior forma possível. 
— Eu sou o pai de Demetria e sei que você é o aleijadinho que namora minha filha. Pois saiba que eu não aprovo e nunca aprovarei o namoro de vocês. Que futuro você tem para dar a ela?
Joseph atônito o olhava com os olhos vidrados e o pai dela começou lhe a falar sem rodeios.
—Eu vou proporcionar a ela uma vida nova. Espero que você entenda a minha visão de pai, um pai que quer o melhor para ela. — Se você a ama realmente, esqueça-se dela. Você não acha que ela merece uma pessoa melhor do que você? Que futuro você pode proporcionar a minha filha?
Joseph se sentiu diminuto.  Ele ali sentado preso naquela cadeira de rodas sendo olhado de cima com desdém. E isso o fez apertar nervosamente a cadeira. Ele olhava o rosto arrogante do pai dela que fazia questão de mostrar a ele qual era a sua condição.
Como se ele não soubesse disso!
Então lhe veio um flash de pensamentos que já o assolava faz tempo.
“Quantas vezes ele se torturava se sentindo egoísta por mantê-la numa relação tão limitada como a dele?”
“Ele era tão dependente ainda de seu pai”. “E se ele demorasse a adquirir sua independência?”
A visão dela nos lugares que iam, veio-lhe com força. E lembrou-se de perceber os olhares masculinos que a seguiam quando ela passava.
 Muitos homens até o desafiavam em olhá-la, mesmo ele estando acompanhado com ela. Deviam ver que ele era um mero cadeirante ao lado de uma moça tão bonita. Ele muitas vezes engolia o orgulho, reprimia a raiva e os ignorava.
O pai dela só lhe deu forças para fazer o que há muito tempo deveria ter feito. Pensava nisso quando o pai dela lhe exigia uma resposta.
 — E então, você vai ser um aleijado egoísta ou vai permitir com que minha filha encontre alguém que a proteja e que seja um homem completo para ela?
Joseph fechou os olhos e baixou a cabeça,  massageando  nervosamente as pernas respondeu.
— Eu não procurarei mais sua filha.
Então ele levantou a cabeça e o encarou. E o pai dela lhe sorriu triunfante.
— Sabia que você ia tomar a decisão acertada. Lembre-se sempre disso: Você está dando a ela a oportunidade de ser plenamente feliz. Ela precisa de um homem que a proteja, que lhe passe segurança. Esse namoro até que durou muito tempo, por mim já tinha acabado faz tempo. — “Fique com as lembranças e deixe-a em paz.” Essas palavras o seguiram por muito tempo.
No dia seguinte Demi foi até sua casa, era o dia da partida dela.
Ele sabia que era a última vez que ia vê-la. Seu coração sangrava, mas ele se encheu de argumentos:
Você é um aleijado. Ela merece alguém melhor que você. Seja firme!
Demi sentou-se no sofá esperando ele se achegar a ela, fazendo a transferência para ficar junto dela.
Mas ele ignorou o desejo dos olhos dela. Assumiu uma máscara de frieza e aproximou a cadeira de rodas. Falou-lhe friamente.
— Demetria, eu espero que você seja muito feliz.
Cada palavra que ele lhe dizia a ela, feria-se a si próprio, seu coração parecia estar em carne viva, mas ele continuou.
— Eu pensei bem e acho que você deveria levar a sua vida adiante. Eu não te amo o suficiente para me desdobrar ao ponto de ir encontrá-la, eu sei que você vai entender a minha dificuldade.
 Então fez se um silêncio pesado, Demi o olhava com os lábios trêmulos e lágrimas já brilhavam em seus olhos. Ele se manteve firme.
 E pensou. “Faço isso para o bem dela”.
— Isso não quer dizer que eu não goste de você. — Não precisa me ligar quando você chegar lá. — Não daria certo mesmo, eu preciso me formar, tenho ainda dois anos pela frente. É mais prudente você não se envolver comigo. Viva uma vida nova.
Quase chorou nessas palavras. Mas conseguiu manter a voz firme.
— Espero que você encontre alguém que a ame.
Ela olhava-o atônita, ele não parecia o mesmo homem que a havia a amado com paixão. Ele estava tão frio.
“Será que ele estava magoado com ela, por ela deixá-lo?”
Então desesperadamente ela resolveu se declarar ficou na pontinha do sofá para ficar mais próxima a ele e lhe sussurrou cheia de emoção.
— Joe meus sentimentos não mudaram por você. Eu reafirmo meu amor “eu te amo!” E pensei que você me amasse também.
Demi o olhou detalhadamente, tentando entender o que havia por trás da frieza dele, observou atentamente os cabelos negros ligeiramente despenteados, os olhos negros que a olhavam como se não tivesse vida, e a boca sensual que estava comprimida, ele massageava a perna freneticamente.
Demi já o conhecia e sabia que ele estava nervoso.
Tentou passar a mão nos cabelos dele, mas ele imediatamente lhe afastou a mão.
Então ela ouviu suas palavras tirando-lhe toda a esperança que ele um dia a procuraria.
—Desculpe-me Demetria. Mas meus sentimentos não são os mesmos por você.
Demi o olhou longamente, lágrimas corriam livres em seu rosto e saiu.

Essa era a ultima imagem que ele tinha dela. Essa imagem o perseguia até hoje.                                                                                  ____________________________________
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AINDA TEM MAIS.

CAPÍTULO 2

Já faziam cinco longos anos de separação. Ele na época tinha vinte dois anos e ela dezoito.
Conheceram-se no elevador. Ela era sua vizinha, vira e mexe se encontravam. Seus horários de saída de casa se coincidiam. Ela ia para o trabalho e ele ia para a faculdade, onde estudava medicina. O motorista do seu pai fazia essa tarefa de levá-lo e buscá-lo. Ele sempre o aguardava lá fora.
Demetria logo lhe atraiu, tinha cabelos pretos, pele clara e olhos castanhos. Eles sempre se cumprimentavam cordialmente, até que um dia ela o convidou para ir a uma festa no apartamento dela, explicou que o pai dela iria estar fora e havia concordado em ceder o apartamento já que ela ia ficar sozinha.
Ele não se mostrou muito animado. Então ela foi logo dizendo.
— Será uma festa para amigos íntimos, não será nada muito moderno. Gostaria muito que você fosse. Nós poderíamos nos conhecer melhor.
Ela observou-o a mexer-se na cadeira. Era óbvio que ele se sentia pouco à vontade - embora ele não soubesse ao certo o porquê - e ficou a se perguntar sobre o assunto. Ele se viu no dever de explicar, então lhe disse seco e mal humorado.
— Vocês que andam não se atentam para isso, pois não faz parte do seu cotidiano. Você acha que minha cadeira passa na sua porta? No meu apartamento tivemos que reformar as portas. E eu não gostaria de entrar carregado.
Ela olhou-o constrangida. E depois de um tempo como se pensasse na resposta. O olhou com ternura e disse.
— Vem em casa hoje á noite para fazermos um teste.
    Joseph olhou para ela emudecido, tentava compreender as suas próprias emoções. Embora uma parte dele se sentisse entusiasmado com o convite, a outra parte achava que havia algo de errado naquilo tudo.
Sabia que havia uma razão para se sentir assim, e essa razão era a sua deficiência, tinha medo de gostar dela. 
E com esses pensamentos fez com que ele hesitasse, mas ela lhe sorria tão docemente, e o olhava tão ansiosamente que acabou concordando.
—Tudo bem, Eu vou ver se dá para eu ir. — Disse-lhe com voz relutante.
 A noite antes de dar a hora combinada se arrependeu. Relutou até o ultimo instante para ir até a casa dela. Lembrava-se que havia chego bem depois do horário marcado. Ele tocou a campainha. E ela o recebeu com um sorriso.
Ambos por um momento se calaram.
Ele sabia que ela esperava que ele tentasse testar a largura da porta com sua cadeira e ela passou a olhá-lo preocupada e ansiosa.
 Isso mexeu com seus nervos. Ele acabou torcendo para que a cadeira passasse.
Então com um sorriso nervoso manobrou a cadeira e com um pouco de dificuldade a cadeira passou, bem rente à porta.
— Que bom! Eu estava com medo de que não passasse. —Ela lhe sorriu aliviada.

Ele ficou feliz com as palavras dela, mas seu coração ainda relutava.
— Você ficaria chateada se eu te dissesse que eu não virei?
O sorriso dela morreu nos lábios. E ele logo lhe explicou.
— Na verdade eu vim aqui lhe dizer isso. — Joseph disse-lhe enquanto massageava as pernas.
Ela lhe sorriu com ternura.
— Não tem importância. Eu entendo. Por que não conversamos agora? Eu gostaria muito de te conhecer melhor.
Joseph ficou surpreso, e ao mesmo tempo hesitante. Ele tinha muitos medos: Medo do desconhecido, de se decepcionar, de se ferir, de se apaixonar. Ele não estava acostumado a se abrir com ninguém. Mas agradou-lhe a ideia de ela querer conhecê-lo. Isso o fez desejar conhecê-la também.
E acabou cedendo ao impulso de conhecê-la.
O apartamento dela era muito simples, seus móveis eram todos de segunda linha, muito diferente do apartamento que ele morava.
Ela sentou-se no sofá e ele se aproximou com a cadeira e passaram a conversar. Ela era uma pessoa simples e isso fez com que ele se sentisse a vontade com ela e ele se viu falando de si mesmo.
Joseph lhe contou um pouco de sua vida, falou de sua deficiência, da dificuldade de se ser deficiente. Contou-lhe que estudava medicina e queria se formar como Clínico Geral.
Ela então passou a falar de si, os olhos dela encontravam os dele quando falava, e Joseph sorria delicadamente. Não sabia que outra coisa poderia lhe dizer – Nunca havia se encontrado numa situação daquelas. Sentia-se como um adolescente inseguro. Ela lhe contou que trabalhava em uma Construtora e que era secretária, morava com seu pai e que sua mãe havia morrido há um ano. Na hora Joseph a olhou com pesar, fazendo-a sorrir timidamente.
Ele constrangido olhou o relógio.
— Desculpe-me Demi, mas preciso ir.
Ele se despediu com um sentimento de perda. Mas ela lhe sorriu docemente.
— Vem amanhã aqui em casa depois da faculdade. Para conversarmos mais um pouco.
Ele se surpreendeu pelo novo convite e com uma ânsia de querer vê-la concordou.
    Ele lembrava-se que havia caprichado na roupa. Tinha vestido uma calça preta, camisa preta, e sapatos igualmente pretos. E como um adolescente se sentiu nervoso ao tocar a campainha dela.
   Ela recebeu o igualmente linda. Usava um vestido branco e seus cabelos soltos lhe emolduravam o rosto.
Ela havia feito um bolo de chocolate e chá. E o convidou para sentarem-se a mesa.
Ele tentou encaixar a cadeira de rodas embaixo da mesa onde ela havia afastado uma cadeira, mas a mesa era muito baixa. Ela ficou perdida, então ele a orientou a colocar de novo a cadeira e ela assim o fez e ele após travar a cadeira de rodas ele se transferiu para a cadeira.
Ela o tempo todo o observava atenta a sua dificuldade e isso o incomodou muito. Era tão fácil para as pessoas normais se sentarem, faziam sem pensar.
No caso dele tudo tinha que ser arquitetado. Ele sabia que isso passava despercebido por muitos, até o dia que eles passavam a conviver com a pessoa que tinha uma deficiência. E acabavam se dando conta de que os obstáculos para um deficiente eram muitos.
O café foi descontraído, ela era muito espirituosa, e o fazia rir, como ha muito tempo ele não ria. Falaram sobre diversos assuntos e Joseph se sentiu muito á vontade.
Uma hora seus olhares se cruzaram e ambos ficaram paralisados durante um momento.  Como se tivessem fazendo planos de um futuro onde pudessem estar juntos. Joseph constrangido logo desviou o olhar.
A tensão que sentira ao ir à casa dela tinha agora quase desaparecido. E ele já conseguia olhá-la com um grande interesse.
 Demi em seguida lhe mostrou um filme que tinha alugado para eles assistirem.
—Tenho certeza que você vai gostar.
Ele deu de ombros e concordou, enquanto ela colocava o dvd ele se transferiu para a cadeira de rodas e com prática se transferiu para o sofá.
Ela logo se sentou ao seu lado. Ela o perturbou de tal forma que ele não conseguia prestar atenção no filme sentindo o perfume dela e o calor que emanava do seu corpo. Então ela o surpreendeu se achegando se a ele. Seus olhos se encontraram. Ao olhá-la fixamente, ele soube nesse exato momento o que estivera tentando negar-se a si mesmo, o tempo todo. Ele a amava. Então ela o beijou.
Ele a tomou nos braços e beijou-lhe numa paixão incontrolável que o deixava quase louco. Depois de se afastar ligeiramente para olhá-la, beijou-a de novo suavemente. E mordiscando-lhe os lábios macios, sentiu as mãos dela, segurar- lhe os cabelos.
 Então a afastando de si para observá-la atentamente se alegrou de ver o desejo nos olhos dela, que pareciam refletir o desejo que os olhos dele expressavam também.
Ele sabia que a noitinha ela iria dar a festa. Então logo que pode se despediu.
Combinaram então de passar outro dia juntos.

Demi e Joe não se desgrudavam mais, ela passou a fazer parte de seu dia-dia.
 Todo dia quando ele chegava da faculdade ela já o esperava.
No começo ele se alegrou, ela era tudo para ele e ela passou a ser o seu fôlego de vida, a luz da sua vida, a sua felicidade, a sua outra metade. 
Mas logo ele sentiu medo da rotina. Não que ele se incomodasse, mas ele se preocupava com ela. Ele sentia que a limitava a viver no seu mundinho pacato. E a sua deficiência passou a pesar novamente. Ela parecia não se importar, mas ele se preocupava com isso. Seus pensamentos o atormentavam. Vivia se dizendo “Ela é muito jovem para se prender a uma pessoa como você.”
Mas logo se contradizia,
 “Por que, Santo Deus, ele tinha que se preocupar com isso?”
Mas não tinha jeito, ele se preocupava.
Seus pais gostaram muito dela, ela era uma criatura incrível, eles ficaram muito felizes com o namoro.
Um dia seu pai o questionou o porquê eles não saíam juntos, por que ele não a levava  para algum lugar?
Joseph era muito caseiro. Não estava acostumado a sair sozinho, sempre saiu com seus pais que o ajudavam nos obstáculos que encontrava.
Ele argumentou ao pai que não tinha segurança o suficiente para isso, tinha medo de levá-la algum lugar e se deparar com as dificuldades: rampas mal feitas, banheiros não adaptados...
Seu pai entendeu sua dificuldade e o ajudou indo conhecer os lugares que eles pudessem sair e orientou o  motorista a levá-lo nos roteiros por ele programado.
Eles passaram então a sair algumas vezes.
Ele a levou algumas vezes á restaurantes, parques e cinemas que estavam preparados para receber uma pessoa com deficiência.
Mas pesava-lhe o fato de depender financeiramente do seu pai.
Joseph amava Demi. Por amá-la tanto lhe doía não poder firmar com ela um compromisso mais sério.
Ele ainda precisava se formar, queria poder trabalhar.
Outra coisa que o incomodava era o fato dele nunca ter conhecido o pai dela. Segundo ela, ele era taxista e estava sempre trabalhando.
Um dia Demi o havia surpreendido com sua visita.
 A empregada já a conhecia, e a deixou entrar. Ele a viu quando saía do quarto indo para a sala.
Demi lhe deu um sorriso lindo que o aqueceu e quando os olhos delas desceram para as suas pernas que estavam nuas, cobertas apenas por um short curto ele gelou.
Sentiu-se extremamente incomodado a ponto de ficar constrangido. Isso transpareceu no seu rosto, e ele involuntariamente passou a massagear as pernas nervosamente.
Ela o olhou com carinho e se agachou a ele se colocando no seu ponto de visão. Seus olhos se encontraram, ela emocionada lhe declarou.
— Joseph eu te amo. Você não tem que se envergonhar de nada. Eu te amo do jeito que você é. Ele ficou completamente sem ação, era difícil ele acreditar em seus ouvidos.
Ela então o abraçou, sentou-se em seguida em seu colo e tudo passou deixar de existir.  Ele tinha total consciência dela naquele momento e eles se beijaram longamente.
Joseph se segurava para não desabar em lágrimas.
“Como uma mulher tão linda poderia amá-lo?”
Ele se perguntava.
“O que ele lhe tinha a oferecer?”
Ele queria tanto tê-la conhecido quando já tivesse se formado, quando já estivesse trabalhando. Dava raiva ser tão dependente.
Ela saiu de seu colo e o conduziu até o quarto e o posicionou ao lado da cama dele. Ele entendendo que ela queria ficar com ele, fez a transferência e ela deitou-se ao seu lado.
Muitas vezes, com eles era assim, não precisava de palavras para um entender o que o outro queria.
 Ali na cama ele se sentia um homem normal e a envolveu num beijo apaixonado, ela lhe correspondeu com paixão, e o fogo da paixão os envolveu. Ele só tinha consciência dela naquele momento, se esqueceu de sua deficiência, de seus temores, dos obstáculos. Os lábios dele beijavam-na sofregamente, descendo para o pescoço dela. Como a amava! Chegava-lhe a doer de tanto amor! Ela era como uma droga, quanto mais ele estava com ela, mais ele queria estar. Ela o despiu e com sensualidade tirou a roupa e se apertou a ele. Ele a surpreendeu mostrando uma mobilidade na cama, ficando de joelhos e indo por cima dela. Ele a envolveu em carícias que a transportaram para um mundo novo e envolvente.
Ele sabia que ela era virgem e gentilmente a penetrou movendo-se com ela e chegaram juntos ao prazer desejado.
Ele a amava, ela povoava sua mente, com sonhos que nunca havia se permitido um dia. Sonhos de formar uma família.
Ele não via a hora de se formar e ser independente, montar seu consultório. Queria casar-se com ela, ter filhos, amá-la completamente, sabendo que ela era totalmente dele. A aliança de casamento significava isso: um elo eterno de amor.

Então Joseph estremeceu com as lembranças.                                  _________________________________
Tá aí o segundo se tiver comentários posto mais quantos vocês quiserem. 

sábado, 19 de outubro de 2013

CAPÍTULO 1 E OI

CAPÍTULO I

 Joseph Jonas olhava de sua janela crianças brincando em um playground, mães com seus filhos no colo, outras sentadas conversando, crianças correndo, outras balançando.
Mais adiante podia se ver um campo verde onde meninos jogavam futebol.
 Ele observava tudo com o olhar distante, pois tudo isso o fazia lembrar-se de sua infância, uma infância onde passou muitas vezes observando outras crianças a brincarem e se divertirem.
 Joseph nasceu deficiente, suas pernas eram atrofiadas, ele tinha sensibilidade nelas, conseguia movimentar as pernas, ficar de joelhos, mas ele não conseguia ficar em pé.  Elas não o sustentavam.
Na infância a deficiência é só um detalhe. A criança se diverte com muito pouco.
Ele percebia que era diferente de seus colegas, no íntimo até se questionava. Por que suas pernas não prestavam para correr ou brincar como as deles?
 Mas mesmo sendo um mero expectador acabava se divertindo, a alegria de seus colegas o contagiava. E ele acabava por se contentar  em vê-los felizes gritando ou correndo.
Já na adolescência as limitações começaram a pesar, Joseph começou a se sentir excluído. Seus colegas passaram a sair e não o chamavam.
As desculpas eram sempre as mesmas. Ou por causa do transporte ou porque os lugares eram de difícil acesso para um cadeirante.
 Na verdade, ele sabia que eles nem se preocupavam em incluí-lo nos passeios, nem todos os lugares eram apropriados para o deficiente. Afinal era um mundo de andantes, ele era o diferente.
Isso passou a incomodá-lo fazendo com que fosse mais seletivo em suas amizades. Mas mesmo com esses ditos “amigos”, muitas vezes se esqueciam dele.
A aparência de suas pernas não o agradava, ele vivia de calça.  Ele as achava muito finas totalmente desproporcional ao seu corpo grande.
Tentou usar aparelhos ortopédicos, mas era muito doloroso e complicado e acabou desistindo.
Na idade adulta enfrentou outro tipo de dificuldade, seus amigos íntimos começaram a namorar, e Joseph passou a viver reclusamente, não por que queria, mas sua condição o obrigava a isso.
Isso fez com que ele valorizasse mais a família, o pai e a mãe, que o carregavam para cima e para baixo fazendo programas onde ele pudesse participar.
Muitos viam a cadeira de rodas como uma maldição, mas ele a enxergava como liberdade. Era nela que ele podia se movimentar. Dando-lhe o direito de ir e vir.
Dava graças a Deus por ter nascido numa família que soube lidar bem com a sua deficiência. Seus pais não eram ricos, mas sempre que podiam proporcionava a ele ambientes bons, com toda uma infraestrutura. Teve também uma academia particular, onde fortaleceu muito seus braços.
Na vida de cadeirante isso era preciso, seus braços o ajudavam na transferência do corpo para todos os tipos de assentos e lugares.
    Lembrava-se que na infância brincava muito se arrastando. Já na adolescência passou a se envergonhar, e nunca mais tentou isso.
    Nessa vida de deficiência percebeu vários tipos de olhares nos lugares que ia, nunca ele passou despercebido. O pior dos olhares era para ele, a piedade.
     As crianças quando o olhavam eram mais sinceras, umas encaravam mesmo e outras perguntavam na lata “por que você está nessa cadeira?”, sempre tinha alguém que as repreendia, ele achava isso um absurdo. Por que repreendê-las? Elas questionavam aquilo que elas não estavam entendendo!
O que o constrangia muito era ir a um lugar e a cadeira não passar na porta, depender de alguém para carregá-lo. Isso era de matar. Ele era um homem grande, então geralmente dependia de duas pessoas para essa tarefa. Por isso seus pais sempre verificavam os lugares antes para evitar que ele passasse por esse constrangimento.
Seus olhos se detiveram para um casal de namorados que passavam perto do playground. Seu coração então se apertou lembrou-se de Demetria, a imagem dela ainda era-lhe muito nítida. Seu sorriso, seu jeito meigo, seu perfume, seu calor, seus beijos.          ____________________________________
Oi enfim postei o primeiro capítulo essa vai ser rápida, desculpem ter passado esse tempão sem postar, mas eu não podia, estava com conjuntivite e meus olhos estavam muito sensíveis a luz e estar de frente pra tela de computador era uma tortura, mas já tô novinha em folha e amanhã vou postar muitão.     

terça-feira, 8 de outubro de 2013

MARATONA????

HEY! Não vou mentir... Tô tão feliz, o blog já tem mais de 100.000 visualizações, e como presente pra VOCÊS vou fazer uma maratona do inicio da nova história nesse final de semana se preparem!!!   

domingo, 6 de outubro de 2013

PRÓLOGO

NUNCA TE ESQUECI
    Joseph Jonas era deficiente desde o seu nascimento, suas pernas eram atrofiadas.
  A cadeira de Rodas para muitos era uma maldição, mas para ele era liberdade de movimento, onde ele podia ir e vir.
   Ele conhece Demetria ou Demi como gosta de ser chamada. Mesmo com suas limitações nasce um grande amor. Mas o destino os separa.

   Joseph inconformado investiga a vida de Demi. Depois de cinco longos anos a reencontra e descobre que Demi esconde dele um filho fruto do amor dos dois.
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oi,alguém aí sentiu minha falta?
tô de volta,mas essa não é a história que queria postar, estou preparando uma mas vai demorar um pouco então espero que gostem e no próximo capítulo posto as divulgações que foram pedidas.
comentem!!!